Livros para pensar a maternidade

Oi pessoal, tudo bem?

O Dia das Mães causa sentimentos diversos: pode provocar coisas boas, como amor e acolhimento, mas também partir corações, especialmente pra quem já perdeu a sua ou não tem uma boa relação com ela. Pensando nisso, e também somado ao fato de que ainda estamos distantes graças à pandemia que (no Brasil) não cede, resolvi fazer um post com obras que falem da maternidade de formas distintas – preferencialmente sem romantizá-la, pois isso a maternidade compulsória já faz. E aí, vamos conferir?

O Impulso – Ashley Audrain

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Não poderia deixar de fora uma das leituras mais recentes que fiz que toquem nas dificuldades e alegrias da maternidade. O Impulso é um livro pesado, porque a protagonista sofre a dor de perder um filho e também a culpa por não conseguir se conectar à primogênita, por quem ela nutre desconfianças e até certo nível de repulsa. O interessante aqui é a forma como a protagonista-narradora nos revela a dificuldade que envolve o pós-parto, a solidão de não conseguir se encantar com as dificuldades do puerpério e a sensação de desconexão de outras mulheres que dizem que “é só olhar para o rostinho que tudo vale a pena”. Ótima dica de livro pra refletir sobre a maternidade compulsória.

Pequena Coreografia do Adeus – Aline Bei

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Ainda vou fazer uma resenha completa do segundo livro de Aline Bei, mas já posso adiantar que a obra narra a difícil relação entre uma filha e sua mãe narcisista. A protagonista sempre foi alvo da frustração da mãe, que usava castigos físicos e agressões para descontar esses sentimentos negativos. A obra discorre sobre essa dor e essa desconexão entre mãe e filha, assim como as consequências dessa relação desestruturada e tóxica.

A Morte da Sra. Westaway – Ruth Ware

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Apesar de se tratar de um thriller, a presença materna é muito importante na trama. De um lado, temos a Sra. Westaway que dá nome ao livro (uma matriarca venenosa e cruel cuja morte causa as reviravoltas da trama), e do outro temos a mãe da protagonista, que foi morta em um atropelamento e foi uma grande referência de garra, amor e companheirismo. Hal, a jovem que recebe uma carta convocando-a para receber sua parte na herança, sente tanta saudade da mãe que a dor é quase física, e a autora consegue transmitir isso ao leitor. Em cada lembrança, sabemos que Hal e sua mãe (Margarida) tiveram uma conexão impossível de apagar.

Rede de Sussurros – Chandler Baker

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Postei recentemente sobre esse livro, mas vale incluí-lo aqui por todas as disparidades de gênero que ele expõe no que diz respeito ao ambiente de trabalho. Grace Stanton é uma das protagonistas e é também mãe de um recém-nascido. Retornando da licença-maternidade, ela luta com uma culpa diária por querer trabalhar, ao mesmo tempo em que seu corpo pede socorro para que ela possa descansar. Assim como ocorre em O Impulso, aqui também temos abordada a exaustão de uma mulher no pós-parto.

As Parceiras – Lya Luft

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Intimista e reflexivo, o livro é narrado por Anelise, que decide rever sua trajetória cheia de perdas familiares. Mas apesar de seu protagonismo, Anelise não é a única mulher relevante na história: todas as mulheres de sua família têm um papel fundamental para que a personagem observe a si mesma e as origens de suas cicatrizes emocionais. O livro fala muito sobre compartilhar das “sinas” de nossos ancestrais e, no caso dela, a tragédia de sua avó (que viveu uma vida de dor até seu suicídio) é um fato marcante sobre o qual Anelise reflete muito. É um livro que gira em torno de mulheres e das experiências por elas compartilhadas.

Abelardo: O Bebê Monstruoso de Adelaide Estes – Filipe Tasbiat

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Adelaide é uma jovem que ficou em sono profundo durante meses, até ser acordada de uma forma chocante: em trabalho de parto. Além da confusão causada por tudo isso, a jovem mãe precisa lidar com as dificuldades naturais de um puerpério somadas à desconfiança de que seu bebê não seja uma criança normal, mas sim uma espécie de monstro. Enquanto administra o medo do próprio filho, Adelaide também percebe seu coração mudando e, com o tempo, ela se transforma na maior defensora de Abelardo. O bacana disso é perceber que mães não necessariamente são seres cujo amor incondicional seja instantâneo; ele pode demorar a acontecer, e considero importante desestigmatizar esse processo.

Espero que tenham gostado da lista, pessoal!
Não pretendo ser mãe, e justamente por isso tento ser muito sensível com esse assunto, por entender que nem todo mundo consegue se livrar da pressão social que direciona para esse caminho. Por isso, tentei não ser muito óbvia nas indicações e trazer alguns pontos importantes pra gente pensar na maternidade como um todo: com suas delícias, mas também suas dores.

Beijos e até o próximo post! 😘

Lista #6: Livros com mães memoráveis

Oi gente, tudo bem?

O mês de maio foi uma loucura pra mim, por isso não consegui publicar no prazo o post da coluna Uma Amiga Indicou (uma parceria com os blogs Estante da Ale, Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias e Interrupted Dreamer). Me perdoem pelo vacilo, meninas! 🙈

uma amiga indicou

Para maio, uma das nossas opções de assunto era o Dia das Mães, e eu fiz uma lista com livros que trazem mães memoráveis (a lista não segue uma ordem de preferência, mas sim a ordem alfabética dos livros que originaram as personagens). Espero que gostem! 😉

Sra. Lancaster – A Culpa é das Estrelas

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A mãe de Hazel é um exemplo de força e faz tudo para que a filha tenha a vida mais confortável e plena possível, apesar das circunstâncias. As cenas das duas são bem emocionantes e é possível sentir o amor e a dedicação existentes na relação familiar.

Camilla Traynor – Como Eu Era Antes de Você

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A mãe de Will, Camilla, também enfrenta uma situação difícil (assim como a Sra. Lancaster). Lidar com a tetraplegia do filho e com seu desejo pela eutanásia é um grande e dolorido desafio, e nem sempre ela consegue respeitar as vontades de Will. Ainda assim, o amor dela é inegável e ela não mede esforços para fazê-lo feliz.

Lilian Potter e Molly Weasley – Harry Potter

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O que dizer da mãe cujo amor protegeu O Escolhido? Lilian não hesitou em se sacrificar para proteger Harry, e o sentimento seguiu com o garoto por toda a sua vida – inclusive impedindo o Lorde das Trevas de tocar nele. E o que dizer da segunda mãe de Harry? Molly Weasley não apenas “adotou” o garoto em sua família como também dedicou todo o amor a cada um de seus filhos. Dois exemplos de mães incríveis!

Cecilia, Rachel e Tess – O Segredo do Meu Marido

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Três mulheres totalmente diferentes entre si, mas com algo muito forte em comum: a maternidade e a capacidade de fazer coisas impensáveis pelo bem dos filhos. Cecilia, para protegê-los, estava disposta a guardar um segredo terrível; Rachel, que nunca superou a morte da filha, tomou atitudes extremas; e Tess “liberou” o marido para ter um caso, desde que não afetasse o filho. De maneiras imperfeitas e muito particulares, as três são exemplos de mulheres e mães memoráveis da literatura.

Marcelline Noirot – Sedução da Seda

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Ambiciosa e talentosa, Marcelline enfrentou diversos preconceitos em uma época que não favorecia mulheres empreendedoras. Tudo que ela faz é para dar uma vida digna à filha, fruto de um casamento que terminou com a morte prematura de seu marido. Desde então, Marcelline não mede esforços para, sozinha, criar a filha da melhor forma possível, mesmo com as adversidades.

Jean McClellan – Vox

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Vivendo em um futuro ditatorial no qual as mulheres podem dizer somente 100 palavras por dia, a Dra. Jean vê seu filho mais velho sucumbir ao sistema e a filha mais nova desde cedo aprender que não deve falar. Quando a oportunidade de mudar essa situação surge, Jean se envolve em um projeto complexo e perigoso, visando apenas a chance de dar um futuro melhor à sua filha.

Gostaram da lista, pessoal?
Quem mais vocês incluiriam nela? 😀

Beijos e até o próximo post!

 

Lista #1: Especial Dia das Mães

Oi gente! Tudo bem?

Hoje é um dia muito especial: é Dia das Mães! ♥
Espero que todos possam aproveitar com suas mães ou com quem teve esse papel em sua vida. =)
Pra comemorar, fiz uma lista com grandes mães das obras que já li ou assisti. Espero que gostem!

1

Lílian Potter (Harry Potter): Impossível falar de mães sem lembrar de Lílian Potter. Ela lutou contra Voldemort, era amada e admirada por todos aqueles que a conheciam e sua última ação foi se sacrificar em nome do filho, Harry. Corajosa e amorosa, Lílian salvou a vida de Harry e serviu como exemplo por toda a vida do garoto.

2

Molly Weasley (Harry Potter): J. K. Rowling sabe criar mães fortes e que fazem de tudo pelos filhos, né? Molly Weasley é amorosa, mas também enérgica e sabe quando repreender. Adota Harry como um filho e ajuda a cuidar dele, além de se preocupar com toda a sua família e cuidar dela com unhas e dentes. Além disso, é impossível esquecer da icônica frase “not my daughter, you bitch!” (melhor pessoa) 😛

3

Catelyn Stark (As Crônicas de Gelo e Fogo/Game of Thrones): Senhora de Winterfell, Catelyn Stark definitivamente não é uma mulher passiva. Mãe de 5 filhos, ela cuida de cada um com afinco e carinho. Quando Bran é empurrado da torre (no primeiro episódio da série) e, posteriormente, sofre uma tentativa de assassinato, Catelyn luta e se arrisca para salvar a vida do filho. Posteriormente, acompanha Robb na luta contra Porto Real/King’s Landing. Uma mãe de muita fibra e determinação!

4

Cersei Lannister (As Crônicas de Gelo e Fogo/Game of Thrones): Mesmo que eu não goste da Cersei Lannister, uma coisa preciso admitir: se ela ama alguém na vida, são os filhos. Quando alguma coisa os atinge ou foge ao controle dela, Cersei transforma-se em uma leoa e a vemos em fúria. Apesar do caráter duvidoso, o amor e a dedicação que ela tem aos filhos (mesmo ao psicopata do Joffrey) são inegáveis.

5

Regina Mills/Rainha Má (Once Upon a Time): Pra mim, Regina Mills, ou a Rainha Má, é a melhor personagem de Once Upon a Time. A personagem era uma jovem doce que, após perder um grande amor, transformou-se na vilã que conhecemos. Ao chegar no nosso mundo, após a sua maldição, ela adota Henry e forma uma família. O amor que ela sente pelo menino é tangível, e ela faz absolutamente tudo que estiver ao seu alcance para protegê-lo. Grande parte da evolução da personagem é em nome do amor que ela sente pelo filho, e esse sentimento faz com que Regina deixe de ser uma vilã e torne-se uma pessoa melhor.

6

Mary Margaret/Snow White (Once Upon a Time): Imagino que uma das piores coisas para uma mãe seja abandonar seu filho. Snow White (Mary Margaret fora da Floresta Encantada) obrigou-se a fazer isso para salvar seu bebê recém-nascido, Emma, da maldição da Rainha Má. Para proteger a criança (e ter uma chance de salvar o Reino), Snow enviou-a para nosso mundo e obrigou-se a esperar até que a filha voltasse para salvar a todos. A culpa persegue Snow em tempo integral, mas ela é uma mãe exemplar que se preocupa com os filhos e faz de tudo para incentivá-los e encorajá-los.

7

Jocelyn Fray (Os Instrumentos Mortais): Olha a diva da Lena Headey aqui de novo! Eu li apenas o primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais, mas lembro do quanto gostei da história de Jocelyn, apesar de trágica. Ao descobrir os planos terríveis de Valentim, seu marido, a Caçadora de Sombras o abandonou. Grávida de Valentim, Jocelyn se escondeu e passou a viver como uma mundana. Criou Clary de maneira a protegê-la daquele mundo que ela julgava tão perigoso de maneira incansável.

Bom, pessoal, essa foi a minha lista especial pro Dia das Mães!
Vocês lembram de mais alguma mãe especial do mundo da literatura ou dos filmes e séries? Me contem nos comentários! 😀

Beijos e até semana que vem! ❤