Review: Shazam!

Oi gente, tudo bem?

Aproveitando minha última semana de férias, na última quinta-feira fui conferir a estreia de Shazam! Além de ter me divertido muito, devo dizer que foi ótimo ir ao cinema em um horário no qual ninguém vai. 😂 E hoje conto pra vocês o que achei, sem spoilers.

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Sinopse: Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa sua poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).

Billy Batson é um garoto que vive pulando de uma casa de acolhimento para outra, tentando investigar o paradeiro de sua mãe biológica – da qual se perdeu quando era um menininho. Em sua casa atual, ele se depara com uma família grande e amorosa, mas ainda assim ele não sente que aquele é seu lar. Em uma de suas tentativas de fuga, o garoto é surpreendido ao ser transportado para uma espécie de dimensão paralela, onde o mago Shazam lhe explica que Billy foi escolhido para ser seu campeão e derrotar os Sete Pecados Capitais. O mago então confere ao adolescente poderes descomunais, que são ativados ao gritar a palavra “Shazam!”. Além dos poderes, Billy também muda de aparência, transformando-se em sua contraparte adulta. A partir desse momento, vemos como um jovem lida com essas novas habilidades (e, é claro, com as possibilidades que um corpo adulto oferece – como comprar cerveja).

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Shazam! é um filme cômico e alto astral. É aquele entretenimento sem compromisso, perfeito para acompanhar uma tarde no cinema (ou em casa) com um combo de pipoca e refrigerante. A vibe “filme de aventura da Sessão da Tarde” faz de Shazam! um longa que diverte sem cansar, com um tom acertado e personagens carismáticos. A começar por Billy: apesar de ter tido uma infância difícil e bancar o durão para sua família adotiva, o personagem é engraçado e fácil de gostar. Tanto na forma adolescente quanto na adulta, é nítida a imaturidade do garoto, que primeiro se preocupa em ganhar dinheiro, fazer vídeos e se divertir com os novos poderes e só depois com a responsabilidade que eles trazem. E poderia ser diferente? Afinal, ele só tem 14 anos! E tudo isso fica ainda mais engraçado quando a maior parte das atitudes imaturas fica por conta da excelente atuação de Zachary Levi, que consegue interpretar muito bem o papel de um garoto que repentinamente pode ter o corpo de um adulto.

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A família de Billy também é ótima! Apesar de alguns personagens serem mais coadjuvantes, é impossível não se apaixonar pela fofura cativante de Darla e pelo sarcasmo de Freddy, que vem a se tornar uma espécie de sidekick de Billy. Os dois garotos têm uma química inegável – tanto na versão adolescente quanto na versão adulta do protagonista – e, assim como verdadeiros amigos e irmãos, vivem momentos de cumplicidade, mas também de desentendimentos. O papel da família no longa é fundamental para que Billy amadureça e perceba suas responsabilidades enquanto super-herói mas, principalmente, porque o ensina uma lição valiosa sobre pertencimento, lar e o que família realmente significa. Muito mais do que o sangue, é o amor e o carinho uns pelos outros que formam o elo familiar.

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O vilão de Shazam! é bem caricato. Thaddeus Sivana, quando criança, teve a oportunidade de se tornar o escolhido do mago Shazam, mas demonstrou um coração corrompido e acabou falhando no teste. Dedicando sua vida a descobrir o portal, conseguir o poder que um dia ele vislumbrou e se vingar de sua família, Sivana não mede esforços para atingir seus objetivos. Ele é uma contraparte interessante a Billy: apesar de ambos desejarem aceitação e serem oriundos de famílias desestruturadas e lares instáveis, o primeiro desde cedo demonstrou sua ganância e seu desejo de provar seu valor, enquanto Billy sempre foi motivado pelo desejo de reencontrar sua mãe e sentir-se parte de uma família. Apesar de não ser um santo (especialmente na fase inicial, após a conquista dos poderes) Billy é um jovem que se importa, especialmente com quem ama.

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Achei o arco final especialmente a última batalha um pouco estranho. Me surpreendeu, mas não de um jeito tão positivo, porque senti uma perda do fôlego e uma diminuição no protagonismo de Billy. Ainda assim, as sequências de ação são ótimas e constantes, mantendo o ritmo do longa bem acelerado. O bom humor e a leveza da narrativa e dos personagens também são muito bem-vindos: Shazam! é um filme sobre crianças, para crianças e não tem pretensão de ser uma obra-prima de super-heróis, muito menos aprofundar questões mais éticas e morais. Pra mim, essa foi uma ótima decisão da DC, que está começando a mostrar filmes com tons de voz particulares, que combinam com o herói que está na tela.

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Em suma, Shazam! é o filme pra quem quer dar boas risadas e curtir sem maiores pretensões. Ao contrário de Thor: Ragnarok – que também tem uma pegada mais infantil e tenta ser engraçadão, mas falha miseravelmente (pelo menos pra mim) –, Shazam! traz uma história simples, bem-humorada e com ótimos personagens, cuja química funciona e é fundamental para o desenrolar dos fatos. É entretenimento puro, daqueles que fazem você sair mais leve do cinema devido à diversão proporcionada. Vale a pena conferir!

Título original: Shazam!
Ano de lançamento: 2019
Direção: David F. Sandberg
Elenco: Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Mark Strong, Djimon Hounsou, Faithe Herman

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Review: Aquaman

Oi pessoal, tudo certo?

Fui ao cinema conferir o elogiadíssimo Aquaman e hoje conto tudo pra vocês (sem spoilers!). ❤

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Sinopse: Filho do humano Tom Curry (Temuera Morrison) com a atlante Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) cresce com a vivência de um humano e as capacidades metahumanas de um atlante. Quando seu irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, subjugando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a Arthur a tarefa de impedir a guerra iminente. Para tanto, ele recebe a ajuda de Mera (Amber Heard), princesa de um dos reinos, e o apoio de Vulko (Willem Dafoe), que o treinou secretamente desde a adolescência.

Se você é daqueles que achava o Aquaman um super-herói tosco e sem graça, digo apenas uma coisa: reveja seus conceitos, parça! 😂 O Aquaman de Jason Momoa é tão badass que consegue deixar até mesmo o uniforme amarelo e verde incrível. Vimos o personagem pela primeira vez em Liga da Justiça, mas em seu primeiro filme solo podemos conhecer mais de sua personalidade e história de origem.

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O filme se passa depois da Liga, mas traz muitos vislumbres do passado do herói: ele nasceu do amor de um humano, Tom, e uma atlante, mais especificamente a rainha de Atlantis, Atlanna (sim, repetitivo rs). A rainha fugiu de um casamento arranjado e acabou se apaixonando por Tom, na superfície, com quem teve o pequeno Arthur. Porém, alguns anos depois, ela retorna a Atlantis para proteger a sua família, já que o noivo abandonado enviou soldados para buscá-la, colocando Arthur e Tom em risco. Já no presente, vemos Arthur desempenhando seu papel heróico de modo mais “tímido”, geralmente ajudando marinheiros e combatendo piratas. Porém, a ação realmente começa quando a princesa Mera procura Arthur para informar que seu meio-irmão, Orm, está reinando em Atlantis e planejando um ataque devastador à superfície. O único modo de impedi-lo é Arthur reivindicar o trono.

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Apesar da trama simples e linear (a típica jornada do herói em sua fórmula mais óbvia), Aquaman consegue costurar cada acontecimento de modo muito satisfatório. A sequência dos fatos ocorre de modo bastante natural, dando muito sentido às escolhas e ações dos personagens. Arthur nunca desejou ser rei mas, ao perceber e ameaça que paira sobre a superfície, ele decide agir para impedir o meio-irmão. Essa decisão o leva em uma jornada em busca do Tridente do primeiro rei de Atlantis, cuja posse o legitima como verdadeiro Mestre dos Oceanos. Como aliados, Arthur conta como Vulko (um conselheiro real que, a pedido de Atlanna, o treinou durante a infância) e Mera (princesa de Xebel, um dos reinos marítimos aliados de Atlantis). A busca pelo tridente é cheia de cenas de ação incríveis, que mantêm o espectador entretido e animado.

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E o que dizer dos efeitos especiais? Parte do longa, obviamente, se passa embaixo d’água, e somos apresentados a diversas civilizações que existem no fundo do mar. A riqueza de detalhes das cidades submersas, bem como seus diferentes povos, encantam quem assiste. Atlantis é colorida, cheia de efeitos neon e criaturas interessantes. Além disso, a fluidez dos movimentos embaixo d’água é admirável, tornando tudo o mais verossímil possível (considerando as circunstâncias fantásticas, é claro rs).

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Jason Momoa é um ator extremamente carismático, que dá vida a um Aquaman meio fanfarrão, divertido e bem-humorado. As piadas têm um ótimo timing e trazem uma leveza MUITO bem-vinda aos filmes da DC. Apesar de ele não entregar uma performance tão boa em cenas mais dramáticas, isso não chega a prejudicar a experiência. Também gostei de Amber Heard como Mera. Ela é uma personagem bastante firme, um pouco autoritária e muito decidida, além de poderosa e badass (e é a cara da Scarlett Johanson!). A química entre os personagens funciona e, apesar das personalidades muito diferentes, eles se complementam muito bem.

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Os vilões são um pouco rasos, com motivações um tanto óbvias. Arraia Negra é um pirata que busca vingança pela morte do pai, enquanto Orm tem dois sentimentos principais guiando suas decisões: ressentimento de Arthur (pois o culpa pela morte da mãe) e ódio da superfície (pela poluição e desrespeito com o mar). Nesse cenário, Orm acaba sendo mais interessante, apesar da reflexão bastante superficial sobre os danos causados pelos humanos à vida marinha.

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Aquaman foi um BAITA acerto da DC esse ano, sendo um filme divertido, fluido e coerente. O tom do longa também é ótimo, entregando uma história eficiente com uma dose de humor acertada e bem-vinda. Os efeitos especiais encantam e a performance dos atores é competente, com destaque para o carisma de Jason Momoa. Resumindo: assistam!

Título original: Aquaman
Ano de lançamento: 2018
Direção: James Wan
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Nicole Kidman, Temuera Morrison, Dolph Lundgren

Review: Liga da Justiça

Oi pessoal, tudo bem?

Voltei do cinema agora há pouco e vim correndo contar pra vocês o que achei de um dos filmes mais esperados do ano: Liga da Justiça! 

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Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

Devido a uma sequência de erros da DC, muita gente temia (com razão) o resultado de Liga da Justiça. Felizmente, Mulher-Maravilha acalmou meu coração e eu fui de mente aberta assistir à Liga.

O longa começa nos mostrando onde cada herói está. Bruce está tomado pelo remorso, sentindo-se responsável pela morte do Superman; Diana está lutando contra vilões “nas sombras”, sem revelar sua identidade; Barry Allen, o Flash, não tem uma vida estável, pulando de emprego em emprego, enquanto tenta arrumar um jeito de inocentar seu pai (que está na cadeia); Arthur Curry, o Aquaman, está ajudando uma vila de pescadores, sem assumir sua posição como rei de Atlantis; Victor Stone, o Ciborgue, está em conflito, não sabendo até que ponto ele é homem ou máquina após o acidente com uma das Caixas Maternas (fontes de energia infinita, capazes de criar e destruir). Essa introdução foi bastante necessária e interessante, porque pudemos conhecer um pouco de cada personagem e ter um contexto que justifique sua união posteriormente. A formação da Liga não ocorre “do nada”, os personagens têm motivos para tomarem a decisão de lutarem juntos. Ponto muito positivo!

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A introdução do vilão foi um pouco estranha. Do nada, o Lobo da Estepe – uma criatura que enfrentou as Amazonas, o povo de Atlantis e os homens há muitas eras – volta de seu exílio em busca das Caixas Maternas. A morte do Superman, o medo das pessoas e a falta de fé delas no mundo parecem ser pontos-chave na volta do vilão, que utiliza o medo como combustível e alimento para os demônios que o acompanham. Infelizmente, não achei o desenvolvimento do vilão e de sua mitologia satisfatórios. Outros dois personagens que não tiveram um desenvolvimento bem feito foram o Aquaman, cujo plot em Atlantis foi rápido e confuso, não deixando muito claras as relações do personagem (especialmente com Mera), e Ciborgue, que não tem muito de seu passado revelado e nem seu “renascimento” como Ciborgue explicado.

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Um aspecto muito positivo foi a adição de humor no longa. Os filmes da DC tendem a ser mais sérios, e isso não me incomoda nem um pouco. Contudo, as doses de comédia (em sua maioria protagonizadas por Barry) caíram muito bem. E o melhor: o personagem do Flash não se resume a piadinhas fora de contexto, justamente porque em suas primeiras cenas conhecemos um lado mais profundo do personagem (ao ver sua conexão com o pai e o drama familiar que o envolve).

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Agora, se teve uma coisa MUITO zoada no filme, foi o CGI. Assim como aconteceu em Mulher-Maravilha, os efeitos foram exagerados e artificiais, especialmente nas cenas de luta. O Lobo da Estepe não tem expressões faciais e fica deslocado em meio aos atores reais. Além disso, o que foi a boca do Superman??? Gente, era impossível não ficar encarando enquanto ele falava! Muuuito tosco, serião. Henry Cavill não podia raspar o bigode por uma questão contratual de outro filme que estava filmando e, no fim, o resultado ficou beeem ruim. Uma pena! Também senti falta de uma trilha sonora mais marcante. Não tivemos os temas clássicos dos heróis, nem o da própria Liga. 😦

Eu saí da sessão satisfeita com Liga da Justiça. Apesar de alguns deslizes, o filme teve o que eu gosto em filmes de super-heróis: boas cenas de luta, uma história que me manteve interessada, personagens (em sua maioria) desenvolvidos, atuações competentes e muita química entre os heróis. Estou ansiosa para conferir os próximos! \o/

Título original: Justice League
Ano de lançamento: 2017
Direção: Zack Snyder
Elenco:  Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Amy Adams, Jeremy Irons, Ciarán Hinds