Resenha: Guerreiras Mágicas de Rayearth – CLAMP

Oi, pessoal! Tudo certo?

Faz tempo que eu não falo de mangás por aqui, né? No post de hoje eu decidi falar a respeito de um mangá bastante conhecido e que fez parte da infância de muita gente, principalmente na sua versão anime: Guerreiras Mágicas de Rayearth!

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Sinopse: A história gira em torno de três garotas ginasiais que são transportadas para um mundo fantástico repleto de seres mágicos e criaturas inimagináveis. Lá, as jovens recebem a inesperada missão de salvar aquele mundo à beira do colapso. Enquanto lutam para restabelecer a paz e a ordem em um mundo mergulhado no caos, as garotas embarcam em uma jornada de autoconhecimento, aprendizado e amadurecimento. O mangá é repleto de cenas de ação, com belíssimas armaduras, espadas e monstros, mas ainda assim é carregado de emoção, momentos de reflexão e romance. Até hoje, a obra se mantém como uma das mais cultuadas pelos fãs do CLAMP.

Guerreiras Mágicas de Rayearth é um mangá do grupo CLAMP, uma equipe de mangakás extremamente conhecida – cujas obras incluem Card Captor Sakura, Chobits, entre outros. Eu já conhecia (e gostava muito) do anime, e tive a oportunidade de conferir a história original no ano passado, ao comprar uma coleção usada das edições antigas.

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GMR conta a história de três jovens – Hikaru, Umi e Fuu – que são transportadas para um mundo totalmente novo e mágico, Cefiro, enquanto faziam uma excursão à Torre de Tóquio. Elas são convocadas a esse lugar fantástico pela Princesa Emeraude (Esmeralda, na versão em português), o Pilar de Cefiro. Ser o Pilar significa que a pessoa detentora de tal responsabilidade é quem vai definir o destino daquele mundo por meio de suas orações e sentimentos, podendo trazer a paz ou o caos. Emeraude foi sequestrada por Zagato, um mago poderoso e antigo braço direito da Princesa, que deseja destruir Cefiro. Por isso, Emeraude convoca as três meninas, que são as predestinadas a se tornarem as lendárias Guerreiras Mágicas, aquelas que salvarão Cefiro da destruição. A partir daí, as meninas passam por treinamentos e aprendizados com diversas pessoas diferentes, como o Guru Clef e a ferreira Presea (ou Priscila).

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Guerreiras Mágicas de Rayearth é um mangá delicado, focado nas emoções, na confiança e na amizade. Essa sensibilidade quase exagerada pode ser um pouco irritante pra quem não tem muita paciência (eu mesma ficava irritada em algumas cenas), mas acho que é uma característica que pode ser relevada. Acompanhamos o crescimento pessoal das meninas, que começam sua aventura ingênuas e despreparadas, até o final, em que finalmente se tornam capazes de assumir o título de Guerreiras Mágicas de Rayearth. Porém, a verdadeira missão das garotas é muito mais cruel e ambígua do que parece. Enfrentar Zagato traz sérias consequências e descobertas que são capazes de desestabilizar as guerreiras, mesmo após toda a evolução que Hikaru, Umi e Fuu obtiveram. Pra falar a verdade, o primeiro arco do mangá (que trata da Princesa e de Zagato) é a minha parte favorita. A história não é óbvia, os personagens têm emoções e convicções muito fortes e nem tudo é o que parece. Apesar de GMR aparentar ser um mangá inocente e sem muito aprofundamento, a primeira fase da história traz uma grande carga emocional.

Outro ponto que vale a pena salientar: a arte do CLAMP é maravilhosa! Tudo em GMR é feito com muito capricho e riqueza de detalhes. Os personagens e cenários são muito bem desenhados e é impossível não se encantar com a beleza do mangá. Eu já gostava especialmente dos traços utilizados no anime, mas devo dizer que o mangá consegue ser superior nesse quesito. Pra quem gosta de observar esses detalhes, recomendo muito a arte do CLAMP, em especial de GMR.

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Em suma, Guerreiras Mágicas de Rayearth é uma série que me traz muita nostalgia e lembranças da infância. Não é uma história inesquecível e tampouco imperdível, mas para fãs de animes e mangás ela acabou se tornando clássica. Pra quem gosta desse tipo de leitura e aprecia um traço bonito e detalhado, Guerreiras Mágicas de Rayearth pode ser uma opção bem divertida para passar o tempo ou ainda relembrar da infância. 🙂

Título original: Magic Knight Rayearth
Autores: CLAMP
Editora: JBC
Volumes: 6
Número de páginas (por volume): aproximadamente 200