Resenha: Meu Corpo Virou Poesia – Bruna Vieira

Oi pessoal, tudo bem?

Fazia muito tempo que eu não lia um livro de poemas, então aproveitei a oportunidade de ler Meu Corpo Virou Poesia, disponibilizado pela editora Seguinte ao Time de Leitores. Foi minha primeira experiência lendo a Bruna Vieira e hoje compartilho com vocês como foi. 😉

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Sinopse: Em 2017, Bruna Vieira fez as malas, deixou a vida no Brasil de lado e foi escrever uma nova história em outro país, vestida de coragem e guiada por um sentimento que sempre foi sua maior prioridade: o amor. Com o tempo, porém, os dias foram ficando cada vez mais longos e solitários. Era como se naquele lugar o amor tivesse perdido o equilíbrio e se tornado uma obrigação. Foi bem perto do fim e de jeito mais frio que ela finalmente se deu conta: é impossível ser “nós” sozinha. Formado por quatro partes – cabeça, garganta, pulmão e ventre –, este livro é um mapa. Um mapa que leva Bruna de volta à escrita e a si mesma. São relatos reais, repletos de lembranças, aprendizados e cicatrizes, que agora deixam o corpo da autora para encontrar o seu, em forma de poesia. Ao tocar em temas como autoestima, amizade feminina e relacionamentos (com o outro e sobretudo consigo mesma), Bruna olha para dentro e nos convida a percorrer nestes versos nossa própria viagem de autodescoberta.

Eu sigo a Bruna no Instagram há algum tempo e acompanhei a época em que ela se mudou pra Califórnia com o então namorado. Eles chegaram a noivar, mas o relacionamento acabou, ela voltou para o Brasil e lançou um vídeo-poesia contando um pouco sobre as dores que não havia revelado sobre a relação. Esse parece ter sido o primeiro passo do processo de cura da autora, que transformou os últimos anos em poemas que falam com mais profundidade (e exposição) tudo que ela viveu e como tem sido se reencontrar.

O livro é dividido em quatro momentos: cabeça, garganta, pulmão e ventre. A primeira parte é mais sombria e explora a sensação de invisibilidade e inadequação que Bruna experimentou durante o relacionamento e seu período na Califórnia. Fica claro que, em seu coração, ela sente que se doou muito mais do que o parceiro para uma relação que, em grande parte, só existiu verdadeiramente na sua cabeça. Por isso, a solidão também é um tema recorrente nesses primeiros poemas. Bruna também revela o quanto de si ela “perdeu” ao tentar se encaixar em uma vida e em um namoro que não fazia mais sentido, se moldando a expectativas alheias e se encolhendo cada vez mais em si mesma.

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Conforme avançamos nas páginas, o tom dos poemas vai mudando e ganhando um teor de cura e amor próprio. Ao deixar pra trás o relacionamento e a cidade que não lhe faziam bem, a autora entra num processo de redescobrir a si mesma e curar suas cicatrizes emocionais. Aqui encontramos poemas que falam sobre respeitar e honrar suas diferentes versões, abraçar suas imperfeições e valorizar a mulher que você é. Até o final do livro, o leitor se depara com o processo de libertação e cura de Bruna, que a coloca no momento em que se sente mais confortável consigo mesma: o presente.

Falando sobre o livro no geral, curti boa parte dos poemas e achei vários trechos bem bonitos. Porém, como ponto negativo, ressalto aqui o uso exaustivo do recurso de falar em “todas as suas versões”, é como se Bruna ficasse batendo na mesma tecla porque gosta muito de como a frase soa. Inclusive, senti que esse tipo de frase de efeito traz um teor meio “bobinho” e adolescente pro livro.

Com um ritmo gostoso e vários poemas legais, Meu Corpo Virou Poesia foi uma experiência bem bacana. Apesar de segui-la no Instagram, não me considero uma superfã da Bruna Vieira, então fui com expectativas bem neutras e acabei me surpreendendo positivamente. Se você busca um livro de poesias com várias reflexões sobre buscar o melhor de nós mesmos, vale incluir o título na lista. 😉

Título original: Meu Corpo Virou Poesia
Autora:
Bruna Vieira
Editora: Seguinte
Número de páginas: 184
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.