Resenha: A Última Música – Nicholas Sparks

Oi, galera!

Estou no fim do semestre na facudaldade e, portanto, sem muito tempo para os meus hobbies. Por isso, a resenha de hoje trata de um livro que li já faz um tempo, mas que gostei muito: A Última Música, do Nicholas Sparks. Já aproveito esse espaço para pedir sugestões de vocês para os futuros posts. Ando meio sem ideias sobre o que poderia escrever aqui além do que tenho escrito… Se alguém tiver alguma sugestão, ficarei feliz em saber! 😀

a última música

Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciaram e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor para os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex-pianista, vive uma vida tranquila na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor – jamais sentida.

Eu tinha certo preconceito com os romances clichês do Nicholas Sparks até me dar conta de que um filme de que eu gosto muito (Diários de Uma Paixão) era baseado numa obra dele. Decidi dar uma chance ao A Última Música e já aviso: não só não me arrependi como me apaixonei pelo livro e chorei incansavelmente nos capítulos finais. (Mas uma coisa eu não posso deixar de comentar: como eu odeio essas capas bregas hahaha!)

A protagonista do livro é Ronnie, uma adolescente que deixou de falar com o pai, Steve, desde que ele abandonou a família aparentemente sem maiores explicações. Ele é um pianista talentoso, mas desistiu da carreira e foi viver tranquilamente na Carolina do Norte. Entretanto, naquele verão, ela e seu irmão mais novo (Jonah) acabam indo passar as férias com Steve, depois de muita insistência da mãe dos dois. E nessas férias, a vida de todos eles acaba mudando drasticamente.

Ronnie começa sendo uma personagem bastante irritante. Ela me soou como uma “aborrecente” mimada, rejeitando o piano – instrumento para o qual ela também era muitíssimo talentosa – e fazendo de tudo para provocar e contrariar o pai. Jonah, entretanto, é o oposto: uma criança afetuosa e aberta a todas as possibilidades que a presença de Steve oferece. Entretanto, com o passar dos capítulos, o leitor consegue compreender a mágoa e a dor que a protagonista sente em relação ao pai, que se ausentou repentinamente da vida da família sem maiores explicações. E até então Ronnie não tinha sido capaz de conversar abertamente com ele sobre isso, pois a raiva e a revolta eram predominantes.

Além do relacionamento com o pai, somos apresentados a outros núcleos de personagens. Ronnie conhece Will, um garoto muito popular na cidade e pelo qual ela se apaixona, sendo correspondida. Ambos têm interesses em comum e o desejo de proteger as tartarugas marinhas que utilizam a praia para colocar seus ovos acaba por uni-los. Will é um personagem cativante, que teve de passar por tragédias familiares bastante dolorosas. Ele e seu melhor amigo escondem um segredo envolvendo o incêndio ocorrido na igreja local, que culminou na destruição de boa parte da mesma e que Steve está ajudando a consertar confeccionando um novo vitral. Outro núcleo de personagens é o de Blaze e Marcus, um casal que Ronnie conhece logo em seus primeiros dias na praia. Blaze se torna amiga de Ronnie, mas, por ciúme de Marcus, acaba traindo a confiança da garota e colocando-a em situações problemáticas com a polícia local. Marcus, por sua vez, é um jovem de caráter duvidoso com tendências piromaníacas que, após ser rejeitado por Ronnie, passa a aterrorizar a garota sempre que pode.

O romance entre Ronnie e Will, apesar de ser interessante, de ter conflitos e de mostrar amadurecimento, não é o enfoque do livro. Para mim, o que mais valorizo em A Última Música é o crescimento pessoal de Ronnie e do relacionamento dela com o pai. Ao longo das férias de verão, Ronnie passa a conviver com Steve e perceber quão altruísta e generoso seu pai é. Além de ajudar na reconstrução do vitral da igreja, Steve passa o tempo todo se dedicando aos filhos e à música, e Ronnie percebe isso. Graças à narrativa dada por diferentes perspectivas, sabemos o que se passa na cabeça de Ronnie e também na cabeça de Steve. Descobrimos o real motivo pelo qual ele saiu de casa e também porque fez questão que os filhos fossem visitá-lo naquele verão. Enquanto isso, somos capazes de perceber o amadurecimento de Ronnie e a mudança na opinião dela sobre o pai. Uma protagonista que inicia o livro com uma personalidade infantil e emocionalmente desequilibrada torna-se uma jovem forte e decidida, fazendo de tudo para ver os sonhos do pai realizados – o que inclui tanto o vitral da igreja quanto a composição de uma música que ele nunca teve inspiração para terminar.

O final do livro é trágico e emocionante, como imagino que todas as histórias do Nicholas Sparks sejam. Apesar de clichê, acredito que valha a pena para quem gosta do estilo ou para quem procura uma história cativante e bonita. Em alguns momentos o livro se torna um pouco arrastado e com acontecimentos quase desnecessários, mas acho que isso não prejudica muito a leitura. Tenho motivos particulares para que o enredo mexa tanto comigo, mas acredito que ele seja capaz de levar às lágrimas boa parte dos leitores. Além de um romance que foge dos padrões de casais melosos e pegajosos, o livro traz um enfoque muito maior na relação de pai e filha. A Última Música mostra que certas feridas demoram muito tempo para cicatrizar, mas que vale a pena investir nas pessoas que amamos e dar uma segunda chance a elas. Terminei o livro bastante abalada, mas também com um sentimento de que vale a pena encarar a dor, se for para estar com quem se ama pelo maior tempo possível. É uma leitura que vale a pena, principalmente para quem gosta do gênero! 🙂

Título original: The Last Song
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 400
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