Livros para ler no Carnaval

Oi gente, tudo bem?

Pensando em quem também é do Bloquinho da Netflix e dos Livros e prefere curtir o Carnaval longe da folia, preparei uma lista de leituras fluidas e envolventes para ler no feriadão. Espero que gostem! 😀

E Não Sobrou Nenhum

e nao sobrou nenhum agatha christie

400 páginas | Resenha |  Compre aqui

Esse é um dos meus livros favoritos e eu li mais da metade dele em uma única tarde. Foi meu primeiro contato com Agatha Christie e já pude perceber porquê ela é chamada de Rainha do Crime. Minha dica é: não se assustem com o número de páginas, tenho certeza que a leitura será fluida. Afinal, será impossível segurar a curiosidade até descobrir quem é o assassino da Ilha do Soldado.

Mentirosos

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272 páginas | Resenha | Compre aqui

Um livro que me surpreendeu pelo final, Mentirosos também é uma boa opção para o feriadão. Com menos de 300 páginas, a obra consegue manter o leitor confuso até o último (e surpreendente) capítulo.

O Sorriso da Hiena

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304 páginas | Resenha | Compre aqui

Aqui, acompanhamos o dilema moral de um psicólogo que é instigado por um serial killer a estudar a origem da maldade humana. Como não ficar curiosa(o) com uma trama assim? Além disso, a narrativa é ágil e o livro não é muito longo, o que super favorece uma maratona de Carnaval.

Outros Jeitos de Usar a Boca

outros jeitos de usar a boca rupi kaur

208 páginas | Resenha | Compre aqui

Apesar de eu não ser a maior fã de poesia, essa obra me tocou. Com poemas que retratam as diferentes experiências (e dores) do ser mulher, Rupi Kaur não nos poupa com suas palavras – em alguns momentos doces, em outros contundentes.

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

a sutil arte de ligar o foda-se

224 páginas | ResenhaCompre aqui

Mais um exemplar de obras que não costumo ler, mas que acabei gostando. O livro é curto, chama a atenção já pelo título e traz um cinismo interessante sobre a vida e sobre a importância que damos a certas coisas. Aprendi algumas lições bem valiosas com ele!

Clube da Luta Feminista

clube da luta feminista

336 páginas | Resenha | Compre aqui

Uma das minhas leituras favoritas do ano passado, eu recomendo esse livro pra todo mundo! Jessica Bennett explora as diversas facetas do machismo no ambiente corporativo e nos mune com táticas para combatê-lo. É um livro importante, mas fácil de devorar graças à sua narrativa divertida.

A Revolução dos Bichos

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152 páginas | Resenha | Compre aqui

Um dos meus livros favoritos da vida, essa fábula é uma obra fácil de ler, mas isso não diminui em nada sua mensagem poderosa. George Orwell utiliza diversas alegorias para falar sobre a hipocrisia humana e sobre o que acontece quando certos tipos sobem ao poder.

Para Todos os Garotos Que Já Amei

capa para todos os garotos que ja amei

320 páginas | Resenha |  Compre aqui

Não podia faltar um romance bem água com açúcar nessa lista, né? A história inusitada de Lara Jean e Peter Kavinsky cai muito bem um feriadão, já que é difícil largar o livro até a história terminar. E, se você quiser conferir a adaptação, ela está disponível na Netflix. 😉

@mor

@mor

188 páginas | ResenhaCompre aqui

Eu li esse livro há uns anos, mas ainda o adoro! Nele, duas pessoas começam a trocar e-mails após um erro de digitação da protagonista, que desejava entrar em contato com uma revista. Acompanhar os diálogos dessa amizade virtual é muito divertido – especialmente quando os sentimentos começam a mudar.

Confissões de Uma Garota Desastrada

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320 páginas | Resenha | Compre aqui

Uma opção de livro bem leve sobre a adolescência, que traz diversas situações pelas quais a maioria de nós já passou: a ansiedade sobre o primeiro beijo, o primeiro crush, o afastamento natural de algumas amizades… É um livro despretensioso, ótimo para passar o tempo com leveza.

Gostaram das dicas? Já leram alguma das obras sugeridas?
Me contem nos comentários!

E bom Carnaval. 🎉

Resenha: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se – Mark Manson

Oi gente, tudo bem?

Antes de irmos para o post de hoje, queria lembrá-los de que tá rolando sorteio de A Fogueira (livro de estreia de Krysten Ritter, a Jessica Jones) aqui no blog. Bora participar! ❤
E agora vamos à resenha: o livro em questão é A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, uma das minhas últimas leituras de 2018.

a sutil arte de ligar o foda-seGaranta o seu!

Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva – sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se. Mark Manson usa toda a sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites.

Eu não sou muito adepta a obras de autoajuda, mas foi difícil ignorar um livro cujo título incentiva o leitor a literalmente ligar o foda-se. Sendo eu uma pessoa bastante ansiosa e que se preocupa (até demais) com os outros – e o que os outros pensam de mim -, achei que me faria bem sair da caixa e ler algo com uma proposta como essa. E não é que a experiência foi interessante?

Mark Manson é um autor direto, que dá sua opinião sem meandros. Confesso que durante parte da leitura não simpatizei com ele (vamos combinar, ele é um cara cheio de privilégios), mas não posso negar que as reflexões que ele me propôs foram valiosas. Começando pelo título do livro: ao sugerir que a gente ligue mais o foda-se para as coisas, o autor não quer dizer que a gente não deva ligar pra nada nem ninguém. O que ele quer dizer é que precisamos PRIORIZAR aquilo que verdadeiramente é importante, para que possamos deixar de lado o que não é. Desse modo, paramos de nos estressar com situações que fogem ao nosso controle, que são triviais, que não valem o nosso sono. Esse conceito já foi suficiente pra me fazer pensar e refletir sobre o modo como lido com diversas coisas na vida, então nesse ponto já estava considerando a leitura útil.

resenha a sutil arte de ligar o foda-se.png

Posteriormente, o autor também discorre sobre como a busca constante pela felicidade é um erro. Em sua opinião, as pessoas fogem tanto das decepções e dores que não se permitem crescer; elas acreditam que seus problemas são únicos, que elas são especiais (no sucesso ou no fracasso) e que ninguém compreende as dificuldades que elas passam – quando, na verdade, a maioria de nós compartilha de problemas muito semelhantes (em maior ou menor grau) e ninguém é tão especial assim. Para Mark Manson, a partir do momento que aceitamos que a dor e a desilusão fazem parte do processo de crescimento, temos coragem para tomar atitudes, resolver problemas e, aí sim, encontrar a felicidade.

Para tal, Mark Manson propõe que repensemos nossos valores. Ele acredita que existam valores ruins e valores bons para guiar nossas escolhas. Os valores ruins estão, basicamente, ligados a terceiros: “sucesso pra mim é ser amado por todos”, por exemplo. É algo que não depende de você, mas de outras pessoas. Portanto, é um grande gerador de ansiedade. Quando você muda seus valores para algo que você possa realizar (como, por exemplo, “ser honesto(a) em meus relacionamentos”), é possível administrar muito melhor aquilo que você realmente deseja para si, inclusive mudar a sua visão sobre sucesso e fracasso.

Eu não concordei com todas as teorias de Mark Manson sobre a vida e nem sempre achei o autor a pessoa mais carismática do mundo. Contudo, não posso negar que A Sutil Arte de Ligar o F*da-se me fez pensar. Ao terminar a leitura, cheguei à conclusão de que ela me fez bem por abrir a minha mente e me mostrar como pode ser saudável ligar o botão do “foda-se” pro que não é importante. 🙂 Vale a pena dar uma chance.

Título original: The Subtle Art of Not Giving a F*ck
Autor: Mark Manson
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 224
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