Livros para presentear no Dia dos Namorados

Oi meu povo, tudo bem?

Dia dos Namorados tá chegando, e se tem um presente que um leitor nunca recusa são livros! ❤ Pensando nisso, fiz uma listinha com indicações bem bacanas para vocês presentearem quem amam ou mandarem pro crush como uma indireta bem direta. 😂

A Revolução dos Bichos – George Orwell

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Para uma leitura politizada, mas ainda assim didática, nada melhor que A Revolução dos Bichos (um dos meus livros favoritos, por sinal).

Trilogia Jogos Vorazes – Suzanne Collins

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Quase todo mundo já deve conhecer Jogos Vorazes, nem que seja pelos filmes. Ainda assim, é uma trilogia que vale a pena indicar. Se você ainda não leu, dê uma chance! Tem ação, um universo criativo, bons personagens e o romance não é exagerado e nem rouba o foco da trama.

Como Eu Era Antes de Você – Jojo Moyes

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Não poderia faltar uma indicação de romance na lista, né? Eu amo esse livro, de verdade. Os personagens são incríveis, os diálogos são ótimos e o desenvolvimento é emocionante. Não li os volumes seguintes, mas esse eu indico de olhos fechados.

Série As Quatro Estações do Amor – Lisa Kleypas

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Quer ler uma série de romance de época curta e fofa? As Quatro Estações do Amor é a escolha certa!

Série Cormoran Strike – Robert Galbraith

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Se você ou o mozão gostam de literatura policial, fica a dica: os livros da série Cormoran Strike (escritos por J. K. Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith) são incríveis. A escrita é envolvente e a dupla de detetives conquista sem esforço. Sou fã!

Trilogia Para Todos os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

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Outro exemplo de fofura que tem tudo a ver com o Dia dos Namorados. Jenny Han constrói um romance adolescente cativante, que aquece o coração!

Clube da Luta Feminista – Jessica Bennett

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Vocês devem estar cansados de me ver indicando esse livro, mas o que eu posso fazer se ele é maravilhoso? 🙈 Com dicas práticas e dados reais, Jessica Bennett elucida diversas questões sobre o machismo no ambiente corporativo e nos ajuda a combatê-lo.

Entrevista com o Vampiro: A História de Cláudia – Anne Rice e Ashley Marie Witter

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Pra quem curte graphic novels, essa é simplesmente imperdível. Com o traço mais lindo que eu já vi na vida, a obra conta parte do enredo de Entrevista com o Vampiro – sob o olhar da jovem Cláudia.

Love Is: Ilustrações Sobre o Amor – Puuung

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Mais um exemplo de graphic novel, Love Is é uma obra que aquece o coração graças à sua simplicidade. Com ilustrações delicadas sobre o cotidiano de um relacionamento, Puuung celebra os pequenos gestos que mantêm o amor aceso.

E vocês, qual dessas obras vocês gostariam de ganhar no próximo Dia dos Namorados? Me contem nos comentários! ❤

Beijos e até o próximo post.

Livros para ler no Carnaval

Oi gente, tudo bem?

Pensando em quem também é do Bloquinho da Netflix e dos Livros e prefere curtir o Carnaval longe da folia, preparei uma lista de leituras fluidas e envolventes para ler no feriadão. Espero que gostem! 😀

E Não Sobrou Nenhum

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400 páginas | Resenha |  Compre aqui

Esse é um dos meus livros favoritos e eu li mais da metade dele em uma única tarde. Foi meu primeiro contato com Agatha Christie e já pude perceber porquê ela é chamada de Rainha do Crime. Minha dica é: não se assustem com o número de páginas, tenho certeza que a leitura será fluida. Afinal, será impossível segurar a curiosidade até descobrir quem é o assassino da Ilha do Soldado.

Mentirosos

mentirosos e lockhart

272 páginas | Resenha | Compre aqui

Um livro que me surpreendeu pelo final, Mentirosos também é uma boa opção para o feriadão. Com menos de 300 páginas, a obra consegue manter o leitor confuso até o último (e surpreendente) capítulo.

O Sorriso da Hiena

capa o sorriso da hiena gustavo avila

304 páginas | Resenha | Compre aqui

Aqui, acompanhamos o dilema moral de um psicólogo que é instigado por um serial killer a estudar a origem da maldade humana. Como não ficar curiosa(o) com uma trama assim? Além disso, a narrativa é ágil e o livro não é muito longo, o que super favorece uma maratona de Carnaval.

Outros Jeitos de Usar a Boca

outros jeitos de usar a boca rupi kaur

208 páginas | Resenha | Compre aqui

Apesar de eu não ser a maior fã de poesia, essa obra me tocou. Com poemas que retratam as diferentes experiências (e dores) do ser mulher, Rupi Kaur não nos poupa com suas palavras – em alguns momentos doces, em outros contundentes.

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

a sutil arte de ligar o foda-se

224 páginas | ResenhaCompre aqui

Mais um exemplar de obras que não costumo ler, mas que acabei gostando. O livro é curto, chama a atenção já pelo título e traz um cinismo interessante sobre a vida e sobre a importância que damos a certas coisas. Aprendi algumas lições bem valiosas com ele!

Clube da Luta Feminista

clube da luta feminista

336 páginas | Resenha | Compre aqui

Uma das minhas leituras favoritas do ano passado, eu recomendo esse livro pra todo mundo! Jessica Bennett explora as diversas facetas do machismo no ambiente corporativo e nos mune com táticas para combatê-lo. É um livro importante, mas fácil de devorar graças à sua narrativa divertida.

A Revolução dos Bichos

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152 páginas | Resenha | Compre aqui

Um dos meus livros favoritos da vida, essa fábula é uma obra fácil de ler, mas isso não diminui em nada sua mensagem poderosa. George Orwell utiliza diversas alegorias para falar sobre a hipocrisia humana e sobre o que acontece quando certos tipos sobem ao poder.

Para Todos os Garotos Que Já Amei

capa para todos os garotos que ja amei

320 páginas | Resenha |  Compre aqui

Não podia faltar um romance bem água com açúcar nessa lista, né? A história inusitada de Lara Jean e Peter Kavinsky cai muito bem um feriadão, já que é difícil largar o livro até a história terminar. E, se você quiser conferir a adaptação, ela está disponível na Netflix. 😉

@mor

@mor

188 páginas | ResenhaCompre aqui

Eu li esse livro há uns anos, mas ainda o adoro! Nele, duas pessoas começam a trocar e-mails após um erro de digitação da protagonista, que desejava entrar em contato com uma revista. Acompanhar os diálogos dessa amizade virtual é muito divertido – especialmente quando os sentimentos começam a mudar.

Confissões de Uma Garota Desastrada

confissoes de uma garota desastrada emma chastain

320 páginas | Resenha | Compre aqui

Uma opção de livro bem leve sobre a adolescência, que traz diversas situações pelas quais a maioria de nós já passou: a ansiedade sobre o primeiro beijo, o primeiro crush, o afastamento natural de algumas amizades… É um livro despretensioso, ótimo para passar o tempo com leveza.

Gostaram das dicas? Já leram alguma das obras sugeridas?
Me contem nos comentários!

E bom Carnaval. 🎉

Resenha: A Revolução dos Bichos – George Orwell

Oi pessoal, como estão?
Hoje é Dia das Mães, e espero que todos tenham passado ótimos momentos ao lado delas, ou de quem cumpre esse papel em suas vidas. ❤

Para o post de hoje, eu trouxe a resenha de um dos melhores livros que eu já li, mas sobre o qual eu ainda não havia falado por aqui. Resolvi reler, para refrescar a memória, e finalmente escrevi a respeito: trata-se de A Revolução dos Bichos, obra do genial George Orwell.

a revolução dos bichos george orwell

Sinopse: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, ‘A Revolução dos Bichos’ é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stalin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

Eu nunca fui muito adepta de discussões políticas, entretanto, sempre gostei de História. No Ensino Médio, um professor indicou a leitura de 1984, de George Orwell, para um trabalho, e ali tive minha primeira experiência com uma leitura de cunho político. Meu fascínio com o livro foi tanto que, em seguida, li A Revolução dos Bichos. Outra leitura fantástica, que eu decidi refazer agora, anos depois – coincidindo com a turbulência política atual do nosso país.  Hoje, mais politizada e mais questionadora, novamente eu fui atingida por um soco no estômago e tomada por uma angústia ainda maior do que a que eu já havia sentido antes. A Revolução dos Bichos nunca deixa de ser atual, nunca deixa de ser provocativo e nunca deixa de ser uma das melhores experiências literárias que já tive.

É importante salientar que George Orwell era socialista. Tanto 1984 (sobre o qual falarei em outra oportunidade) quanto A Revolução dos Bichos são uma crítica específica ao regime stalinista e à “Rússia socialista” (entre aspas mesmo, porque, no meu entendimento, definitivamente o regime stalinista não era socialismo). Dito isso, vamos ao enredo: certo dia, os animais da Granja do Solar são chamados pelo velho porco Major, muito respeitado entre todos, para uma reunião. Pressentindo que sua vida chegaria ao fim, Major discursa sobre a fugacidade e a escravidão presentes na vida dos animais, que passam seus curtos anos trabalhando até a exaustão para atender às vontades humanas. Ele fala ainda sobre um futuro resplandescente, em que todos os animais serão iguais e tomarão o controle das próprias vidas, até que os humanos não existam mais. Além disso, ensina a eles o hino “Bichos da Inglaterra”, que exalta esse futuro de igualdade. Após a sua morte, a Revolução acontece, e os animais tomam posse da granja, expulsando seu antigo dono, Jones, e a renomeando como Granja dos Bichos. Instaura-se então o Animalismo, que prega que todos os animais são iguais. Contudo, não demora muito para que os animais mais perspicazes, os porcos (a intelligentsia da granja), comecem a usufruir de maiores privilégios do que os outros animais.

Alguns personagens destacam-se ao longo do livro: Bola-de-Neve (que representa Trótski) e Napoleão (Stalin), os porcos mais influentes e participativos nas discussões e debates; Sansão, um cavalo forte e burro, que resolve todos os problemas sob seus lemas pessoais (“Trabalharei mais ainda” e “Napoleão tem sempre razão”); Benjamin, um burro cético que opta por não se envolver nos trâmites políticos; Garganta, o porta-voz da decisão dos porcos, perito em persuasão, entre outros. Bola-de-Neve e Napoleão estão em constantes divergências, mas Bola-de-Neve ainda aparenta ser mais preocupado com a democracia e com a melhora na vida dos bichos. Ainda assim, ele usufrui de privilégios exclusivos para os porcos, que surgem desde o início da revolução. Já Napoleão e Garganta são dois dos personagens mais odiosos com os quais já me deparei. Napoleão nada mais é do que um verdadeiro ditador. Por meio do medo, de execuções públicas, de manipulação dos animais mais facilmente influenciáveis e de manobras políticas, ele toma o controle da granja para si e instaura um verdadeiro regime de terror. Garganta, responsável pela diplomacia, é a principal ferramenta para grande parte desses feitos. Alterando os fatos e a memória dos animais por meio do discurso, argumentando com situações extremas (em um nível de “vocês não querem a volta de Jones, querem?”) e usando de sua eloquência para manipulação, ele faz com que os animais, pouco a pouco, percam a voz. Ao longo dos anos, cada animal vai acatando às decisões dos porcos e qualquer tipo de protesto é silenciado – principalmente por meio da violência. Vale a pena mencionar também Sansão: ignorante e trabalhador, o forte cavalo só tem a ambição de ver o moinho de vento que irá diminuir a carga de trabalho na granja (projeto original de Bola-de-Neve, posteriormente roubado por Napoleão) concluído, mesmo que acabe comprometendo toda a sua saúde na empreitada. O desfecho do personagem é um dos mais cruéis, cínicos e dolorosos que eu já li. É uma das partes que me faz chorar e me deixa em uma bad bem complicada.

Eu sempre fui adepta de que quantidade não necessariamente significa qualidade. E isso se reflete facilmente no número de páginas de A Revolução dos Bichos: em apenas 112 páginas, George Orwell constrói uma história crível, com personagens extremamente bem construídos, com motivações obscuras e personalidades dúbias. Por meio de uma fábula, o autor nos dá uma aula de História e personifica muito bem os tipos humanos. Para quem gosta de política, A Revolução dos Bichos é uma leitura obrigatória. Para quem não gosta, o livro também é uma opção maravilhosa graças à riqueza em seu desenvolvimento. E para quem se interessa pelo assunto, não existe opção melhor, já que a narrativa fluida e de fácil entendimento tornam o assunto muito mais simples.

Certeiro em sua crítica e didático em sua simplicidade, A Revolução dos Bichos é, disparado, um dos melhores livros que já li. Leiam. Depois leiam de novo. E leiam mais uma vez.

Título Original: Animal Farm – A Fairy Story
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 152
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