Livros leves para ler na quarentena

Oi pessoal, tudo bem?

Imagino que, assim como eu, a maior parte de vocês esteja enfrentando o isolamento social autoimposto, a atitude mais responsável e empática a tomar nessa pandemia de coronavírus (caso seja possível, claro – sabemos que nem todas as empresas estão zelando pela saúde de seus funcionários e da sociedade como um todo).

O momento é ansiogênico e, ao que tudo indica, ainda vai durar bastante. Por isso, resolvi reunir uma lista de leituras leves e divertidas que podem animar um pouquinho o dia a dia de vocês. Afinal, em meio a tanta insegurança, um pouco de distração vai bem, né?

@mor – Daniel Glattauer

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Nesse romance epistolar narrado por meio de e-mails, conhecemos Emi e Leo: ela envia um e-mail por engano para ele, que responde. Essa troca de mensagens dá origem a uma amizade que rapidamente se transforma em “um algo a mais” estimulante para ambos os lados. Porém, os obstáculos em suas vidas pessoais e o medo de se conhecerem pessoalmente tornam a dinâmica um pouco mais complicada.

A Queda – Garth Nix

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O primeiro volume da série A Sétima Torre é uma ótima pedida pra quem adora fantasia. A trama nos apresenta a um universo novo e criativo, em que itens místicos chamados Pedras-do-Sol são responsáveis pelo calor, pela luz e pelo poder das pessoas que vivem no lugar conhecido como Castelo. Quando o jovem Tal vê a segurança de sua família em perigo, ele resolve escalar o Castelo em busca de uma Pedra-do-Sol mais poderosa. Entretanto, a jornada não termina bem, e ele acaba caindo fora dos limites do seu lar, em meio à imensidão do gelo. Lá ele descobre que existe um mundo além das paredes do Castelo, com povos (e ameaças) bem diferentes.

Biblioteca Sobre Rodas – David Whitehouse

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Um livro fofo que aborda as diferentes formas de ser família. Tendo como principal cenário uma biblioteca itinerante, a trama desenvolve a amizade do solitário Bobby Nusku com Rosa e sua mãe, Val. Enquanto fogem vivem uma aventura a bordo da biblioteca, o caminho dos três cruza com o de Joe, um fugitivo. Por mais improvável que pareça, esses quatro elementos (somados ao cachorro preguiçoso, Bert) criam vínculos que até então não tinham. É uma trama bem fantasiosa, mas fofa.

Confissões de Uma Garota Desastrada – Emma Chastain

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Bem-vindo ao túnel do tempo que vai te levar de volta à adolescência. Confissões de Uma Garota Desastrada é leve e bem-humorado, e narra o ano escolar de Chloe Snow. Em meio a um novo crush, dificuldade de lidar com o divórcio dos pais e brigas com a melhor amiga, o livro aborda vários assuntos que qualquer adolescente já viveu. É aquela leitura rápida e gostosinha que faz a gente relaxar.

Extraordinário – R. J. Palácio

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Cheio de lições, Extraordinário é uma leitura para todas as idades e momentos. Acompanhamos os desafios de Auggie, um menino que vai enfrentar o desafio de ir para uma escola regular pela primeira vez, após anos estudando em casa. Como se isso já não fosse desafiador o bastante, Auggie nasceu com malformações congênitas em seu rosto que chamam a atenção por onde ele passa. O livro então discorre sobre bullying, sobre o amor da família e dos amigos e sobre enfrentar os desafios de cabeça erguida. É lindo!

Lendo de Cabeça Para Baixo – Jo Platt

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Após ser abandonada no altar, Ros vê sua vida de ponta cabeça. Deprimida e sem perspectivas, ela é convencida por um amigo próximo a investir em uma livraria, de modo que ocupe a cabeça e conheça novas pessoas. Lá, Ros faz amizades que pouco a pouco vão devolvendo a cor aos seus dias; além delas, seu novo (e gatíssimo) vizinho também se mostra um incentivo interessante. É um chick-lit engraçado e que deixa o coração quentinho.

Curtiram as dicas, pessoal?
Se quiserem, posso trazer uma parte 2. Me contem nos comentários! 😉

Beijos e até o próximo post. 😘

Meus favoritos de 2015

Oi gente, tudo bem? Como foram de Réveillon? 😀

Seguindo o clima de virada de ano, no post de hoje eu resolvi fazer uma retrospectiva de tudo que me marcou em 2015, de livros até música! Teve muita coisa boa no meu ano, e espero que gostem da seleção dos meus favoritos. \o/

Melhor leitura

a queda garth nix

A Queda (Garth Nix): Na verdade, A Queda trata-se de uma releitura. Como expliquei na resenha do livro, eu li essa série há anos, quando era criança, e sempre tive comigo as memórias do quanto eu gostava da história. A releitura foi incrível e eu fiquei com mais vontade ainda de reler todos os volumes. 😀

Melhor filme

poster star wars o despertar da força

Star Wars: O Despertar da Força: O que dizer desse Episódio VII? O filme foi o mais aguardado do ano, bateu recordes como a maior bilheteria e é a continuação de uma das sagas mais icônicas do cinema. Todos esses títulos são justos, porque o filme é sensacional. ❤ Tem review aqui no blog, confiram (sem spoilers). 😉

Melhores animações

poster divertida mente e o pequeno príncipe

Divertida Mente e O Pequeno Príncipe: Libriana indecisa como sou, foi muito difícil escolher de qual animação eu gostei mais. Considerando tramas novas, eu opto por Divertida Mente, mas O Pequeno Príncipe me levou às lágrimas desde o trailer, e trouxe um filme com uma arte incrível, de encher os olhos. Contudo, devo dizer que os personagens e o enredo inovador de Divertida Mente foram os que mais me cativaram em 2015 (juro que não tentei fazer uma piadinha infame). ❤

Melhores séries

poster breaking bad e demolidor

Breaking Bad e Demolidor: Outro caso no qual fiquei absolutamente dividida. Breaking Bad definitivamente mexeu muito mais com as minhas emoções. Conforme expliquei na resenha, foi uma série à qual dei uma segunda chance, que me levou do “ódio” ao amor de forma muito intensa e que me surpreendeu (positivamente) demais. Já Demolidor foi uma série que me agradou desde o primeiro episódio em todos os aspectos (não à toa assisti 7 episódios em um dia). Por isso, as duas foram as melhores séries que assisti esse ano. 😀

Melhores shows

nightwish e tarja turunen

Nightwish e Tarja Turunen: Como comentei nesse post, o ano de 2015 foi recheado de shows incríveis. Dois deles foram da minha banda e cantora favoritos: Nightwish e Tarja Turunen. Em termos de show propriamente dito (playlist, animação do público, vibe) eu diria que Nightwish foi o mais marcante. Porém, o sentimento que a Tarja carrega ao cantar, a atenção que ela dá ao público (gente, ela desceu do palco, sabe!) e, é claro, o quanto eu gosto da sua carreira solo, fizeram com que o show dela fosse muito marcante pra mim. ❤

Melhor descoberta musical

james bay

James Bay: Gente, faz tempo que estou querendo falar desse menino pra vocês (e ainda pretendo). ❤ Conheci James Bay no rádio, ouvindo Hold Back The River. Adorei a música, achei super diferente, e fui procurar mais canções dele no Youtube. Sabem o que é gostar de TODAS? Tipo, sem exceção? Isso raramente acontece comigo! A cada música que eu ia colocando eu ia curtindo mais e mais. E desde então esse rapaz britânico se tornou um dos meus cantores favoritos. ❤

Bom, pessoal, essa foi a minha seleção de tudo que eu mais gostei em 2015. 😀
Me contem nos comentários o que foi mais marcante pra vocês ao longo do ano que passou, vou adorar conhecer as escolhas de vocês!

Beijos e até semana que vem! 😉

Resenha: A Queda – Garth Nix

Oi gente, como vão? 😀

Fazia muito tempo que eu não postava uma resenha por aqui, né? Eu sei, estou devendo mesmo.
Eu até pretendo falar sobre isso futuramente, mas por enquanto peço desculpas pela negligência hahaha! 😛

A resenha de hoje foi muito bacana de escrever, pois trata-se de um livro que eu li na minha infância e que resolvi reler esse ano: A Queda, de Garth Nix. O livro pertence a uma coleção de 6 livros chamada A Sétima Torre, e eu lembro de ter lido uns 4 deles quando tinha uns 9 ou 10 anos. Enfim, espero que gostem! ❤

a queda garth nix

Sinopse: Tal viveu toda a sua vida na escuridão. Nunca saiu de seu lar, um misterioso castelo de sete torres, e não percebe a ameaça que irá separá-lo de sua família e de seu mundo. Mas Tal não pode ficar a salvo para sempre. Quando chega o perigo, ele precisa desesperadamente escalar a Torre Vermelha para roubar uma Pedra-do-Sol. Ele alcança o topo mas… Cai num estranho e desconhecido mundo de guerreiros, navios no gelo e magia oculta. Lá, Tal faz um inimigo que irá salvar sua vida – e que possui a chave de seu futuro.

O mais legal de você reler um livro que você leu quando criança depois de adulta é que é possível sentir toda a nostalgia da época e, ainda assim, se surpreender com cada detalhe que você não lembrava com clareza. E foi exatamente isso que senti relendo A Queda. Eu lembrava da história de um modo geral, com informações pinceladas de todos os livros que li, mas sem recordar exatamente de como as coisas se desenrolavam. Lembrava também do quanto tinha adorado a história (mesmo que naquela idade fosse muito mais difícil pra mim compreender a leitura) e do quanto eu queria saber como ela terminava. Pois bem, já adianto que reler A Queda foi uma experiência ainda melhor!

A história começa no capítulo zero, e o autor nos apresenta a um garoto que está escalando uma torre muito alta. Não sabemos o motivo pelo qual ele está lá, mas aos poucos ele vai nos revelando por meio das suas lembranças e reflexões. O garoto é Tal, um Escolhido de 13 anos que vive no Castelo. Este Castelo é o seu lar e ele nunca saiu de lá na vida, mas diversos fatores o levaram a embarcar nessa escalada. No Castelo, as pessoas são divididas pelas cores do arco-íris, sendo a Vermelha a Ordem mais baixa e a Violeta a Ordem mais alta. Essas pessoas são os Escolhidos, e cada um tem um Espírito-Sombra que o serve, o protege e o acompanha. Essas criaturas, sombras capazes de assumir qualquer forma, são encontradas em Aenir, o reino dos espíritos. Ao completar treze anos, as crianças – que até então têm sombras-guardiãs, mais fracas – entram em Aenir para capturar seu próprio Espírito-Sombra. Para isso, elas precisam utilizar uma Pedra-do-Sol, um tipo de gema feita pelos Escolhidos que absorve a luz do sol e gera luz e calor. O Castelo está localizado abaixo do Véu, uma enorme cobertura negra que os protege do sol. Acima do Véu ficam as Pedras-do-Sol, e é na tentativa de conseguir uma pedra poderosa o suficiente que Tal escala a Torre Vermelha. Porém, ele é atacado por um Espírito-Sombra (algo inimaginável para ele, já que Espíritos-Sombra não devem jamais atacar Escolhidos) e cai. E é aí que a aventura de Tal começa.

O livro é narrado em terceira pessoa e dividido em duas partes: antes e depois da queda. Antes, nós somos apresentados ao contexto de Tal. O autor nos apresenta como é a vida no Castelo, como funciona a divisão por Ordens e sua hierarquia, entre outras coisas. Descobrimos que Rerem, o pai de Tal, está desaparecido após uma missão para a Imperatriz (a líder do Castelo), com isso, a Pedra-do-Sol da família também sumiu. Com dois irmãos mais novos e uma mãe doente, Tal entra em desespero ao pensar que sua família pode perder os privilégios por não terem uma Pedra-do-Sol verdadeira. A sua, uma pedra de criança, é suficiente para prover calor e luz para si mesmo, mas não para representar sua família. É por isso que Tal parte em diversas missões dentro do Castelo para tentar conseguir uma pedra nova, mas sem sucesso. Ao conversar com seu tio-avô maluco Ebbitt, surge a ideia da escalada, o que nos leva ao “depois” da queda.

Na segunda parte, após cair da Torre Vermelha, Tal acaba em um mundo desconhecido tomado pelo gelo. Como o garoto nunca saiu do Castelo, o mundo exterior é um grande mistério. Ele é encontrado por um grupo que ele julga ser do Povo Inferior, os servos do Castelo. Porém, logo ele percebe que esse povo não obedece às leis que ele conhece: são os Homens-do-Gelo, um povo livre. Milla, uma garota da sua idade que almeja ser uma Donzela Guerreira, deseja matá-lo a todo custo, por não acreditar na sua história. A Matriarca, contudo, vê no garoto a oportunidade de conseguir para o seu clã uma nova Pedra-do-Sol, que os guia na escuridão. Apesar de acreditar que os Espíritos-Sombra são seres terríveis e que o povo do Castelo é uma marionete nas mãos deles, a Matriarca envia Milla e Tal numa missão que visa buscar uma nova Pedra-do-Sol para seu navio. Aproveitando o gancho da Matriarca, é bacana perceber que as líderes do livro são mulheres. Tanto no Castelo como entre os Homens-do-Gelo, as maiores autoridades são figuras femininas, e tratando-se de um livro antigo, foi algo que me deixou bem contente. 🙂

Isso é apenas a ponta do iceberg do enredo. Por ser dividido em duas partes, existe diversas nuances a serem exploradas: algumas dentro do Castelo, outras fora dele. Em poucas páginas, Garth Nix consegue nos entregar uma história de fantasia rica, envolvente e fluida. As descrições não tomam mais páginas do que o necessário e o ritmo dos acontecimentos faz com que a curiosidade se mantenha sempre presente. O autor deixa vários elementos em aberto que fazem com que fiquemos desconfiados da intenção das pessoas e da verdade por trás dos fatos, o que me deixou extremamente aflita por começar a continuação.

Para ser sincera, acho que a coleção A Sétima Torre é uma das mais criativas que já li. Nunca vi um enredo parecido, com esse tipo de criaturas e ambientação. Os personagens são bem construídos e muito peculiares: Tal tem uma certa arrogância para com os Homens-do-Gelo por acreditar na hierarquia e superioridade que aprendeu no Castelo, mas o leitor sabe que ele é um ótimo garoto, com intenções sinceras de proteger e ajudar a sua família. Milla é uma garota forte e obstinada, que coloca o seu sonho de lutar como uma Donzela Guerreira acima de tudo, além da fidelidade inabalável por seu povo. Contudo, sua teimosia pode ser bastante irritante em alguns momentos. Existem alguns personagens odiosos, e outros que nos fazem sentir uma simpatia quase instantânea (oi, Ebbitt), ainda que sua participação seja relativamente curta.

Recomendo muito A Queda para todos que adoram uma boa fantasia infantojuvenil, sem enrolações mas com uma história bem contada. É um livro curtinho, que você devora super rápido, mas cheio de aventuras e de conteúdo! Se antes eu já era fã da série, agora me tornei mais ainda! 🙂

Título Original: The Seventh Tower: The Fall
Série: A Sétima Torre
Autor: Garth Nix
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 206
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