Resenha: A Hospedeira – Stephenie Meyer

Olá, meu povo! Tudo certo?

Hoje eu trago pra vocês a resenha do que foi provavelmente a leitura mais demorada que já fiz: A Hospedeira, da Stephenie Meyer. Mas isso não quer dizer que foi ruim não. 😉 Calma, já vou explicar!

a hospedeira stephenie meyer.png

Sinopse: Melanie Stryder se recusa a desaparecer. Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores. Suas mentes são extraídas enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a ‘alma’ invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade pela qual Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua incapaz de se separar dos desejos de seu corpo. Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida em uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa pelo homem que ambas amam.

Como a sinopse já é bem completa, não vou explicar muito o enredo e vou direto para os meus comentários. Eu comecei a ler A Hospedeira em 2013. Na época eu fazia faculdade e cursinho pré-vestibular pra tentar trocar de curso, ou seja, minha rotina era punk. Talvez por isso a leitura não tenha me fisgado, acho que não era bem o momento, então acabei parando mais ou menos na metade do livro. Esse ano (sim, 4 anos depois!) resolvi continuar de onde tinha parado. Obviamente fiquei com preguiça de começar do zero, especialmente porque o início do livro é bem maçante, então voltei uns dois capítulos pra relembrar a história e segui com a leitura. E não é que eu gostei? 

Até Peg e Mel encontrarem o esconderijo dos humanos, a história é MUITO arrastada. E mesmo depois que elas são levadas para esse lugar, a história demora a engrenar. Só que Stephenie Meyer tem um estilo de narrativa envolvente, então você acaba se apegando aos personagens e ficando curioso pra saber o que vai acontecer. Afinal, trata-se de duas pessoas ocupando o mesmo corpo. Como esse dilema vai se resolver? E é essa questão que me manteve interessada no enredo durante as mais de 500 páginas.

Eu achei a ideia da autora bastante criativa. Primeiro, porque ela criou uma espécie alienígena que, honestamente, é muito melhor do que nós somos. As almas são pacíficas, altruístas, amigáveis, honestas… boas. E em vários momentos do livro vemos características opostas nos seres humanos, as pessoas pelas quais, em tese, deveríamos torcer. Mas, ao mesmo tempo em que Stephenie Meyer nos apresenta ao lado cruel e sujo da humanidade, ela também faz com que a própria Peg fique encantada por nossa espécie: ela vê como humanos são capazes de amar com todo o coração e fazer de tudo pelas pessoas que lhe são importantes.

resenha a hospedeira stephenie meyer

Durante boa parte do livro, Peg é rejeitada pela comunidade humana. Apenas Jeb (tio de Melanie e líder do local), Jamie, Walter, Ian e alguns outros humanos (cuja participação é tão insignificante que eu nem fiz questão de lembrar dos nomes deles) aceitam a presença de Peg no esconderijo. E demora bastante para que a personagem ganhe espaço no local, o que tem dois lados: 1) é cansativo, porque vemos Peg sendo escorraçada por páginas e páginas sem fim e 2) é coerente, porque não faria sentido algum uma alienígena que rouba a consciência humana ser aceita em um piscar de olhos. A demora para que os acontecimentos fluíssem deu veracidade à história, porque tornou a aceitação de Peg na comunidade algo muito mais verossímil – e eu aprecio isso. Confesso que em vários momentos senti que aquele número de páginas não era realmente necessário, mas preciso admitir que essa construção gradual da história e dos personagens tornou tudo mais crível.

Falando um pouquinho sobre os personagens: Peg é maravilhosa! Ela é coerente do início ao fim e entendemos todas as decisões e conflitos da personagem. Suas decisões (especialmente no final) fazem todo o sentido com a sua jornada, e isso me deixou bastante feliz. Mel, apesar de dividir os pensamentos com Peg, não é tão marcante, e é muito insegura também. Tudo bem, ela está numa situação horrível e dá pra entender o azedume da personagem, mas ainda assim ela não me conquistou. Jamie e alguns outros aliados da Peg são bastante indiferentes, não me marcando sob nenhum aspecto. Jared é um cara um tanto irritante e eu não simpatizei com ele (principalmente ao saber que Mel tinha 17 anos quando os dois se conheceram, e ele 34. Sorry, não consigo achar normal). Quem realmente roubou meu coração nesse livro foi Ian. Ao se aproximar de Peg, ele passa a enxergá-la como o ser único que ela é, respeitando-a enquanto alma e enquanto indivíduo. Ele é apaixonante! ❤ Contudo, um defeito importante está no fato de que a Stephenie Meyer tende a escrever personagens masculinos com tendências violentas como sinônimo de “preocupação”/amor. Isso acontece mais de uma vez, tanto com Jared quanto com Ian.

Eu diria que os maiores defeitos do livro ficam por conta do “romance” (muitas aspas aqui) meio meloso com Jared, do desenrolar arrastado até Peg e Mel chegarem às cavernas que abrigam os humanos e, por último, a falta de ameaça real. A vilã da história é quase um bicho-papão, e não sentimos medo pelos personagens durante o livro inteiro. A única cena de ação e perigo envolvendo a antagonista nem é mostrada, Peg apenas fica sabendo. Ou seja, impacto zero. Lembrei muito do final de Amanhecer, na qual está todo mundo apavorado em relação aos Volturi e nem rola batalha nenhuma. 😛

Eu sei que a resenha ficou grande, mas depois de demorar 4 anos pra retomar essa leitura, eu precisava desabafar HAHAHA! Em resumo, eu gostei bastante de A Hospedeira. O plot é criativo e a construção da espécie alienígena é muito bacana. Com personagens interessantes e uma trama que se desenrola de modo bastante coeso, acho que Stephenie Meyer construiu uma história muito interessante e até mesmo mais madura, se comparada com Crepúsculo. Existem alguns defeitos, é claro, mas ainda assim os pontos positivos prevaleceram. Recomendo! 😉

Título Original: The Host
Autor: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 557

P.S. (selecione caso não se importe com spoilers): achei bizarro a autora não ter dito como as primeiras almas capturaram os seres humanos, já que são uma espécie bem pequena e frágil, que não sobrevive fora do corpo humano. o.O

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TAG: Dias da Semana em Livros

Oi, pessoal!

Com o início da faculdade – e com o sono sendo uma constante nos meus dias –, eu ainda não pude concluir a minha leitura mais recente (The Walking Dead: A Ascensão do Governador). Pra contornar a situação, eu decidi postar uma tag que eu vi no Garota It e que eu adorei: Dias da Semana em Livros! Bora conferir as minhas escolhas? 😀

Domingo – Um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse.

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Diversos livros me proporcionaram uma imersão muito grande, fazendo com que eu desejasse que a história se estendesse indefinidamente. Porém, acredito que o livro que eu mais sofri com o término foi Harry Potter e as Relíquias da Morte (J. K. Rowling). Por ter crescido junto dessa história mágica e insubstituível e ser uma potterhead assumida, foi muito difícil perceber que aquela série finalmente encontrava o seu desfecho e que eu não teria mais pelo quê esperar. Foi uma despedida bem difícil. </3

Segunda – Um livro que você tem preguiça de começar.

got

Respondo sem pestanejar: A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin). Como vocês já sabem, sou fissurada na série de TV, mas ainda não tive coragem de começar a ler os livros. Tenho todos em casa, mas admito que me sinto intimidade pelo tamanho deles. Parece que vou levar anos pra ler um único volume! Estou trabalhando nesse receio, porque quero muito começar a leitura da série. Torçam por mim! 😛

Terça – Um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação.

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Eu li poucos livros “por obrigação” e, felizmente, todos eles foram experiências maravilhosas. Acredito que o livro que eu mais estou empurrando com a barriga é A Hospedeira (Stephenie Meyer). Parei na metade dele há um ano e não consigo criar coragem de pegá-lo novamente. E não é porque a história estivesse me desagradando, porque acho a temática do livro bem interessante. Simplesmente cansei da enrolação sem fim da narrativa. L Mas não se preocupem, não pretendo deixá-lo pela metade pra sempre! hahaha

Quarta – Um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento.

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Eu poderia citar novamente A Hospedeira, mas vou optar pela segunda parte da questão: o livro que estou lendo no momento. Como comentei no início do post, eu iniciei a leitura de The Walking Dead: A Ascensão do Governador (Robert Kirkman e Jay Bonansinga) essa semana. Estava bem cansada de romances e afins, por isso escolhi uma história mais tensa e com nuances de terror. Por enquanto não tenho nada de positivo nem de negativo para comentar a respeito, mas vamos ver como a história se desenrola!

Quinta – O livro de quinta. Um livro que você não recomenda.

50

Outro livro que nem preciso pensar duas vezes pra responder: 50 Tons de Cinza (E. L. James). Movida pela curiosidade, eu resolvi descobrir por mim mesma o motivo pelo qual esse livro se tornou um fenômeno. E eu realmente não encontrei razão. E. L. James escreve extremamente mal, o enredo é clichê de uma forma “não legal” e os personagens não chegam nem perto de cativar (pelo menos a mim). Eu não aguentava mais ler infinitas vezes que Anastasia, a protagonista, tinha ruborizado. Sério, não me desceu.

Sexta – Um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra).

ficar

Faz algum tempo que não compro nenhum livro (desde que comprei o Kobo e me vi com a possibilidade de baixar livros, me forcei a diminuir/parar as compras pra conseguir controlar as minhas finanças), então não estou ansiosa por nenhuma encomenda. E sobre lançamentos: há vários livros que me chamam a atenção, mas não estou esperando ansiosamente por nenhum em especial. Talvez possa citar Se Eu Ficar (Gayle Forman), já que o trailer do filme me deixou super curiosa e me deu vontade de ler o livro. Mas nenhuma necessidade muito visceral. 😛

Sábado – Um livro que você quis começar novamente assim que ele terminou.

em chamas

Eu fiz isso diversas vezes com Harry Potter e o Cálice de Fogo (J. K. Rowling) porque na época ele me foi dado de presente e eu cheguei ao ponto de reler 8 vezes hahaha! ♥ Mas escolhendo um livro que eu tenha lido mais recentemente, acho que posso dizer Em Chamas (Suzanne Collins). Meu livro favorito da trilogia Jogos Vorazes, o desfecho me deixou de boca aberta. Além das reviravoltas da história e do desenvolvimento dos personagens, fazendo desse o ponto alto de toda a série! Acho que só não li novamente porque corri pra começar A Esperança hahaha! 😛

É isso, pessoal! Gostaram das minhas escolhas? Quais livros vocês manteriam e quais vocês trocariam? Deixem a opinião de vocês nos comentários, vou adorar saber a resposta de vocês! 😀 Beijão!