Review: Jurassic World: Reino Ameaçado

Oi galera, tudo bem?

Ontem fui conferir Jurassic World: Reino Ameaçado e hoje conto o que achei pra vocês, sem spoilers. 😉

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Sinopse: Três anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

O filme se passa 3 anos após seu antecessor, O Mundo dos Dinossauros. Claire e Owen não estão juntos, e ela trabalha em uma organização que luta pela preservação dos dinossauros. Os animais estão novamente ameaçados de extinção, pois um vulcão da Ilha Nublar foi reclassificado como ativo, e a qualquer minuto ele pode entrar em erupção. As esperanças de Claire se renovam quando Benjamin Lockwood, antigo parceiro de John Hammond (cuja companhia criou os clones dos dinossauros), oferece a Claire a chance de resgatar os animais da Ilha Nublar. Quem organiza toda a empreitada é o braço direito do idoso, Mills, que é também responsável por gerenciar a fortuna de Lockwood. Claire, então, procura Owen para ajudá-la na missão de trazer os dinossauros em segurança, e ele aceita. Entretanto, a ganância humana e a falta de escrúpulos levam os protagonistas a uma situação extremamente perigosa.

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Não posso negar, existem algumas coisas que são óbvias ao espectador logo de cara. O chefe da expedição tem todo o estereótipo de vilão traidor, e o alívio cômico do filme passa 80% do longa sendo apenas isso. Como críticas negativas, ressalto ainda as repetições no roteiro. T-Rex e Blue aparecendo no último minuto pra salvar os humanos é uma fórmula que já não surpreende mais. Ainda assim, o filme é cativante e, assim como o longa anterior, tem cenas de ação que te fazem prender a respiração e agarrar a poltrona do cinema. Seja na erupção do vulcão ou nas cenas da mansão Lockwood, eu levei vários sustinhos e fiquei imóvel de expectativa, tamanha a tensão que Reino Ameaçado causa.

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Nesse longa, o objetivo dos vilões é transformar os dinossauros em armas, leiloando-os a ricaços pelo mundo inteiro (fica aqui a crítica pro estereótipo tosco de comprador russo). O animal mais precioso do “catálogo” é o Indoraptor, uma espécie de fusão entre a Indominus Rex (do filme anterior) com o velociraptor. Além da crítica à ganância humana em si, que brinca com a natureza sem pensar nas consequências, o filme também mostra os maus tratos aos animais, que ficam sofrendo agressões em jaulas minúsculas. Essa atitude causa ainda mais desconforto quando percebemos que os animais sentem dor, medo e outras emoções – como fica nítido no caso de Blue, que demonstra também sentir empatia.

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Os personagens principais seguem carismáticos, e eu gosto muito da dinâmica de gato e rato de Claire e Owen. A nova adição infantil ao elenco, Maisie, também conquista (e está envolvida em um plot twist bem mindblowing, mas que não tem impacto na trama). A menina é neta de Lockwood e tem um papel fundamental no desfecho do longa. Aliás, o final deixa uma possibilidade de continuação incrível, questionando como será possível que a humanidade conviva com os dinossauros, que agora estão em liberdade. Devo dizer, inclusive, que a condução dos fatos nesses novos filmes me lembram a nova trilogia Planeta dos Macacos: inicia com um macaco que passa por experimentos, aí no segundo filme eles ganham o mundo e, no terceiro, há uma batalha pela sobrevivência. Ficarei de olho no terceiro longa de Jurassic World pra ver se vai rolar mais alguma semelhança. 😛

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Jurassic World: Reino Ameaçado é um filme de ação com várias cenas que deixam o espectador tenso e na expectativa pelo que vai acontecer (ainda que eu não tenha achado que seja uma vibe de terror, como outras críticas na internet comentaram). É um excelente entretenimento, que diverte e empolga durante sua duração. Recomendo!

Título original: Jurassic World: Fallen Kingdom
Ano de lançamento: 2018
Direção: Juan Antonio Bayona
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Justice Smith, Daniella Pineda, Rafe Spall, Isabella Sermon, James Cromwell, Toby Jones, Jeff Goldblum

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Review: Aggretsuko

Oi galera, tudo bem?

Faz tempo que eu não falo sobre animes por aqui, né? E se eu te contar que Aggretsuko (de Aggresive Retsuko) foi uma das surpresas mais agradáveis e engraçadas dos últimos tempos? 😉 Vamos conhecer!

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Sinopse: Frustrada com o emprego, Retsuko, a panda vermelha, encara a luta diária cantando heavy metal em um karaokê depois do expediente.

Uma red panda fofinha de 25 anos, que trabalha no setor de Contabilidade de uma grande empresa, sofre diariamente com o abuso de seu chefe preguiçoso e machista e desconta as frustrações do dia a dia cantando death metal num karaokê. Sim, essa é a trama de Aggretsuko, o novo anime da Sanrio (a mesma empresa criadora da Hello Kitty). 😂 E sabem o que é mais engraçado? A trama não é nada surreal, não!

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Retsuko é uma jovem solteira, infeliz no trabalho, insegura quanto sua aparência e que precisa contar as moedinhas no fim do mês pra pagar o aluguel e viver com dignidade. Seus dias são repletos de gritos e cobranças infundadas por parte de seu chefe, o Supervisor Porcão, um homem abusivo, machista e preguiçoso, que passa o dia inteiro polindo seus tacos de golfe e treinando novos movimentos e tacadas. Como todo jovem adulto que precisa do emprego, Retsuko engole diversos sapos e tenta lidar com a rotina da melhor forma possível. Sua maneira de extravasar é cantando sozinha no karaokê, e a comédia fica por conta da discrepância entre sua aparência fofa e o estilo musical favorito da protagonista, o death metal. Gritos, riffs pesados de guitarra, letras xingando o chefe e muito headbang marcam essas cenas, nas quais Retsuko aparece “possuída” pela música, com maquiagem pesada e língua de fora. Impossível não rir! 😂

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Aggretsuko traz, de maneira leve (mas surpreendentemente real) situações cotidianas que todo mundo já passou ou vai passar um dia: a convivência com colegas puxa-saco e fofoqueiros, um crush em um colega de trabalho, a cegueira em relação aos defeitos de alguém logo que nos apaixonamos, a dor de ter que dar um presente caro a amigos que estão se casando (o que compromete as finanças do mês), a sensação de frustração ao comparar sua vida à de uma amiga… São inúmeras situações relacionáveis, o que nos faz criar uma empatia instantânea por Retsuko.

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As amizades femininas também merecem destaque. Para a surpresa da protagonista, ela se vê amiga de duas funcionárias importantes da empresa em que trabalha: Gori e Washimi. Bonitas e bem-sucedidas, elas eram objeto de admiração de Retsuko, até que uma aula de yoga em comum acaba por uni-las. E as duas são incríveis, apoiando e incentivando Retsuko, especialmente  no que diz respeito à vida profissional.

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Com episódios de apenas 15 minutos, Aggretsuko foi uma grata surpresa que a Netflix me proporcionou. Confesso que só topei assistir porque meu namorado insistiu mas, no fim, me vi gargalhando e me identificando com os dramas da vida de Retsuko (que, aliás, tem praticamente a mesma idade que eu kkk rindo de nervoso). É um anime curtinho, que você assiste numa sentada, e vai te arrancar boas risadas. Vale a pena dar uma chance! 😀

Título original: Aggretsuko
Ano de lançamento: 2018
Criador: “Yeti” (pseudônimo)
Elenco: Kaolip, Komegumi Koiwasaki, Maki Tsuruta, Sohta Arai, Rina Inoue, Shingo Kato, Yuki Takahashi

Resenha: Warcross – Marie Lu

Oi povo, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei de Warcross, uma leitura UAU que foi também minha primeira experiência com a autora Marie Lu.

warcross marie lu.pngGaranta o seu!

Sinopse: O Warcross não é apenas um jogo. Para seus milhões de fãs, é uma fuga, uma forma de ganhar dinheiro, um modo de vida. Com tecnologias avançadas e uma proposta de realidade virtual impressionante, o jogo conquistou adeptos em todo o mundo… inclusive Emika Chen, um jovem hacker órfã que luta pela sobrevivência em Nova York. Agora, uma decisão precipitada está prestar a mudar sua vida. Emika viaja para o outro lado do planeta e vai precisar de toda a sua experiência no mundo virtual para enfrentar uma ameaça desconhecida, que pode transformar o jogo numa guerra cruzada e afetar toda a humanidade.

Imagine que existe um gadget chamado NeuroLink capaz de projetar realidade virtual em absolutamente tudo ao seu redor. Utilizando-o, é possível ver tudo mais colorido, animações nas paredes dos prédios, pessoas utilizando armaduras ou a aparência que desejarem ao andar na rua. Além disso, imagine que essa tecnologia é utilizada para jogar o jogo mais popular do mundo, que também acontece em realidade virtual. É esse o cenário de Warcross. O jogo (que dá nome ao livro) e, principalmente, o universo virtual que o envolve determinam como os indivíduos se relacionam (entre si e com o mundo), devido às inúmeras possibilidades oferecidas pelo NeuroLink. A invenção, que revolucionou a tecnologia, pertence a Hideo Tanaka que, aos 13 anos, criou o gadget e o jogo. O NeuroLink é um óculos capaz de “enganar” o usuário, fazendo com que o cérebro crie projeções realistas, semelhantes a um sonho. Agora, aos 21, o rapaz é bilionário e dono da bem-sucedida Henka Games, proprietária de Warcross. Emika Chen, nossa protagonista, é uma caçadora de recompensas endividada que decide hackear a transmissão da abertura do campeonato mundial de Warcross para tentar capturar um item do jogo e posteriormente vendê-lo; contudo, ela é exposta para o mundo inteiro durante a tentativa. Em vez de ser processada, a moça de 18 anos (dona de um talento sem igual para a programação) é surpreendida por uma proposta de trabalho vinda do próprio Hideo, que desconfia de ataques de um hacker ao sistema de Warcross.

Sendo bem sincera, o início do livro não me fisgou. Apesar de eu já ter sido uma grande fã de videogames, atualmente esse universo não faz parte do meu dia a dia, então fiquei um pouco saturada com as inúmeras descrições das maravilhas possibilitadas pelo NeuroLink. Em cada cenário no qual Emika aparece são feitas descrições detalhadas e esplendorosas sobre luzes, cores e detalhes que só são vistos e possibilitados pela realidade virtual. Entendo que isso seja importante para criar uma base sólida a um novo universo mas, infelizmente, essa parte do livro não prendeu minha atenção. Porém, quando a trama engatou, não consegui mais parar de ler!

Emika é colocada em um time profissional de Warcross, os Phoenix Riders, de modo que possa investigar de perto os jogadores (pois Hideo acredita que um deles é o hacker). A partir daí, mergulhamos com Emika no dia a dia com o time, nos treinamentos exaustivos, nos riscos do DarkWorld (uma espécie de Deep Web do mundo de Warcross) e, também, nos sentimentos avassaladores que surgem durante o processo. Eu shippei DEMAIS um certo casal desse livro. ❤

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Outro aspecto bacana do livro é a representatividade. Emika e Hideo são orientais, Asher (o capitão dos Phoenix Riders) é cadeirante, Hammie (a Ladra do  time) é latina e possivelmente negra e Roshan (o Escudo) tem ascendência indiana e é gay ou bissexual. Emika, ainda, é uma personagem que está saindo da adolescência e entrando na vida adulta – ou seja, com os hormônios em ebulição -, e demonstra sua sexualidade com muita segurança e desenvoltura, sem aquela limitação somente do amor romântico. Ainda sobre a protagonista, devo dizer que ela me conquistou totalmente. Ela é muito inteligente e também é bonita (ou seja, as coisas não precisam ser excludentes). Contudo, ela é bonita de um jeito diferente: como eu já disse, sua beleza não é a do padrão ocidental, e ela tem um estilo marcante graças ao cabelo multicolorido e ao braço tatuado. Mas, mais do que suas características físicas, me encantei pela personalidade de Emika: ela passou por inúmeras dificuldades na vida e sofreu grandes perdas pessoais, mas não se tornou alguém amargo, egoísta ou injusto por conta disso. Apesar da dificuldade em trabalhar em equipe, Emika é guiada pela sua coragem, discernindo o certo do errado – mesmo nos momentos mais difíceis. E, por fim, é especialista em um assunto predominantemente masculino, mostrando que mulheres são tão capazes quanto homens no universo da tecnologia e da programação. É um baita mulherão ou não é? ❤

Da metade pro final do livro, o ritmo da narrativa fica alucinante. Emika passa a compreender que os riscos que corre vão muito além do mundo virtual. Zero, o hacker misterioso por trás dos ataques, mostra que é uma ameaça palpável, e não apenas um avatar de um jogo online. Eu até tinha uma aposta para o desfecho e acertei 50% da minha teoria. Ainda assim, fiquei impactada. Quando eu menos esperava, Marie Lu conseguiu trazer à tona um dilema que não poderia ser mais atual, provocando reflexões sobre o papel da tecnologia nas nossas vidas e o quanto realmente somos livres ao utilizá-la do modo que utilizamos hoje. Tudo isso em meio a revelações bombásticas e muita ação, é claro.

Warcross foi uma leitura maravilhosa com diversos elementos que conquistam: a trama é envolvente, o universo é bem construído e os personagens têm um excelente desenvolvimento. Comecei Warcross com um leve desinteresse pelo universo sci-fi de Marie Lu e terminei a leitura implorando pelo segundo volume. Recomendo MUITO!

Título Original: Warcross: player, hunter, hacker, pawn
Série: Warcross
Autor: Marie Lu
Editora: Fantástica Rocco (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 320
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Resenha: A Fogueira – Krysten Ritter

Oi pessoal, tudo bem?

Preparados para mais uma resenha em parceria com a Editora Rocco? 😀 Hoje vim contar pra vocês o que achei de A Fogueira, o livro de estreia de Krysten Ritter (mais conhecida por interpretar a personagem Jessica Jones).

a fogueira krysten ritter.pngGaranta o seu!

Sinopse: Na trama, Abby Williams é uma advogada de 28 anos especializada em questões ambientais. Hoje uma mulher independente vivendo em Chicago, Abby teve uma adolescência problemática numa cidadezinha no estado de Indiana que até hoje ela luta para esquecer. Mas um caso de contaminação envolvendo uma grande empresa obriga Abby a voltar à pequena Barrens e confrontar seu próprio passado. Quanto mais sua equipe avança nas investigações sobre a Optimal Plastics, mais Abby se aproxima também da verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua antiga melhor amiga anos atrás e de outros acontecimentos até então sem resposta.

A Fogueira tem um enredo bastante familiar a quem está acostumado a ler thrillers: uma jovem bem-sucedida precisa voltar à cidade natal (normalmente no interior) e se vê envolvida por mistérios do passado. A trama não é muito original e remete a várias outras obras do gênero, causando uma sensação de “já vi isso antes” durante a leitura. Porém, Krysten Ritter é capaz de unir esses elementos clichês em uma história envolvente com uma narração competente: a autora usa diversas alegorias e analogias interessantes, que deixam a escrita rica sem ser cansativa.

Outro aspecto positivo da leitura são os capítulos curtos, que conferem agilidade à história. O livro é narrado por Abby, a protagonista, e consequentemente tem muitos devaneios dela em relação ao passado (muitos deles extremamente “convenientes” à trama, como se viessem para preencher a lacuna necessária naquele instante. Isso me desagradou um pouco). Entretanto, apesar de Abby ficar refletindo bastante sobre o que aconteceu, a personagem não é irritante ou enfadonha, e seus pensamentos não entediam o leitor. Além disso, o final foi muito satisfatório! Em determinado ponto, eu já pensava que não aconteceria nada muito “uau” na trama, e Krysten Ritter me surpreendeu com o desenrolar dos fatos na reta final. Surge uma situação aflitiva e uma resolução pra trama que fecha muito bem o enredo, concluindo não só a história do livro, mas também o passado de Abby. Por fim, vale elogiar a edição em si, que tem páginas amareladas e fonte confortável, com poucos erros de revisão ao longo do livro.

resenha a fogueira krysten ritter

Agora, preciso falar sobre os aspectos negativos da obra. Em primeiro lugar, fiquei meio ??? com as atitudes da Abby assim que chega em Barrens. Ela vai até o local para resolver uma questão profissional (investigar a maior empresa da região, a Optimal Plastics, e seu envolvimento com a possível poluição da represa local); entretanto, a personagem passa mais tempo beijando as duas primeiras bocas do passado (aka ex-colegas de escola) que vê pela frente: Condor, um cara fortão e bonito que trabalha em uma loja de bebidas, e Brent, um executivo importante da Optimal, por quem Abby foi apaixonada na adolescência. A advogada me pareceu meio imatura demais com essa atitude, que desviou muito a atenção dela em relação ao caso.

Outro aspecto decepcionante diz mais respeito à trama em si. A trama da poluição se resolve rapidamente, e o livro dá uma guinada em uma direção que não tem nada a ver com esse problema em si. Foi isso que me deu a sensação de que a autora tentou juntar elementos demais em um livro tão curto. Ela poderia ter focado em um plot só, desenvolvendo-o melhor, mas acabou falando em poluição de água, o tal Jogo, o mistério de Kaycee, entre outras coisas. Achei too much. Falando em Kaycee, infelizmente não consegui comprar toda a consternação sentida por Abby em relação à antiga amiga desaparecida; por mais que as duas tenham sido muito próximas quando crianças, o adoecimento e posterior “fuga” de Kaycee me parecem situações quase triviais pra perturbar tanto assim a protagonista.

Como tenho experiência lendo thrillers (já que sou apaixonada pelo gênero), não vi nada de muito novo em A Fogueira. Entretanto, percebi o incrível potencial de Krysten Ritter para criar uma história envolvente e bem escrita, que conseguiu me manter entretida mesmo nos pontos da trama que não me agradavam tanto assim. A autora tem potencial, isso é inegável. Eu diria que A Fogueira é uma ótima obra pra quem quer dar o pontapé inicial na leitura de thrillers: é de rápida leitura, tem narração objetiva e uma conclusão satisfatória. Se você está procurando uma obra para começar a se aventurar nesse gênero literário, A Fogueira é uma ótima pedida. 😉

Título Original: Bonfire
Autor: Krysten Ritter
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 288
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: Suits

Oi gente, tudo bem?

Hoje vim indicar uma das séries atuais de que mais gosto: Suits!

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Sinopse: Mike Ross (Patrick J. Adams) é um garoto que abandonou a faculdade de direito mas, brilhante como é, consegue uma entrevista com o respeitado Harvey Specter (Gabriel Macht), um dos melhores advogados de Manhattan. Quando percebe o talento nato e a memória fotográfica do garoto, Harvey o contrata e, juntos, eles formam uma dupla imbatível. Mesmo sendo um gênio, Mike ainda tem muito a aprender sobre o Direito. E mesmo sendo um advogado tão competente, Harvey irá aprender com sua nova dupla a ver seus clientes de outra maneira.

Suits conta a história do jovem Mike Ross, um rapaz muito inteligente com memória fotográfica que, por engano, acaba entrando em uma seletiva para novos associados (ou seja, novos advogados) na firma de advocacia do renomado advogado Harvey Specter. Indo contra todas as possibilidades, o rapaz conquista a atenção de Harvey, que fica impressionado com seu conhecimento avançado na área e seu poder de argumentação. O sonho de Mike sempre foi ser advogado mas, devido a problemas no passado, ele acabou sendo expulso da faculdade, e suas esperanças de conseguir trabalhar no ramo eram nulas… até que Harvey decide empregá-lo.

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Suits (em especial nas primeiras temporadas) é o tipo de série que te prende de cara e faz você maratonar sem pensar duas vezes. Em primeiro lugar, há o conflito de Mike não ser um advogado de verdade, fazendo com que ele e Harvey precisem mentir, forjar documentos e quebrar a lei para mantê-lo no emprego. Além disso, a dupla Mike e Harvey tem muita química, sendo extremamente divertido acompanhá-los ao longo dos casos. Harvey é um advogado brilhante e experiente, que tem muito a ensinar a Mike; o rapaz, por outro lado, é idealista e corajoso, trazendo mais humanidade para o dia a dia corporativo e racional de Harvey. As personalidades de ambos combinam: eles são convencidos, audaciosos e bons no que fazem; entretanto, também se desafiam mutuamente: Harvey traz uma visão mais pé no chão do mundo, enquanto Mike o instiga com seu idealismo da juventude. Tudo isso proporciona uma dinâmica que os eleva instantaneamente a BROTP hahaha! ❤

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Além das tramas envolvendo os casos, há muitos relacionamentos pessoais que interferem no desenrolar da história. Harvey tem relacionamentos conturbados, e várias mulheres passam por sua vida. Uma das mais importantes, porém, não é uma de suas namoradas, mas sua secretária: Donna (shippo demais Darvey, cof cof). Ela é tão mordaz quanto ele, além de muito competente e segura de si. Temos também Rachel, o interesse amoroso de Mike: ela é uma assistente legal que sonha em ser advogada. Apesar de ter mais do que muitos associados da Pearson Hardman, ela precisa enfrentar o preconceito por não ser advogada ainda. A amizade de Rachel e Donna é muito bacana: sem rivalidades ou competição feminina, mas sim apoio mútuo e amor uma pela outra. Louis é outro personagem relevante: ele é o supervisor dos associados novatos. Abusivo, inseguro e problemático, ele causa muita irritação no início da série, mas tem grande evolução ao longo dela. Por fim, temos Jessica Pearson, a sócio-gerente da firma. Ela é uma mulher negra que precisou lutar muito pra chegar onde chegou, e não está disposta a abrir mão de suas conquistas.

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Suits é uma série envolvente, com personagens carismáticos e um enredo cheio de reviravoltas. Infelizmente, a última temporada marcou também a despedida de dois dos protagonistas, além de uma leve queda na qualidade da trama. Ainda assim, recomendo a série e acredito no seu potencial. Só pelas primeiras temporadas eu já acho que vale super a pena, então se joguem! 😉

Título original: Suits
Ano de lançamento: 2011
Criador: Aaron Korsh
Elenco: Gabriel Macht, Patrick J. Adams, Meghan Markle, Sarah Rafferty, Rick Hoffman, Gina Torres

Review: Jogador Nº 1

Oi gente, tudo certo?

Apesar do filme ter estreado há um tempinho, vim contar pra vocês o que achei de Jogador Nº 1.

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Sinopse: Num futuro distópico, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

Nosso protagonista é Wade Watts, um rapaz que vive com a tia em uma zona bem pobre de Columbus, nos Estados Unidos. O ano é 2045, e existe um jogo chamado Oasis, no qual as pessoas podem ser e fazer qualquer coisa por meio de seus avatares. Nesse mundo, Wade é Parzival, o Z, e é lá que ele encontra seus melhores amigos e passa a maior parte do seu tempo. Contudo, o Oasis está ameaçado; o criador do jogo deixou alguns easter-eggs escondidos e, quem encontrá-los, herdará suas ações e o controle de tudo. Obviamente, todos querem atingir esse objetivo, o que inclui uma corporação que visa somente os lucros que o Oasis pode oferecer.

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Assim, vou ser sincera, como sempre: eu achei muito burburinho pra pouca coisa. O filme é muito clichê, e isso pra mim não é necessariamente um problema, desde que bem trabalhado. Porém, o enredo é previsível e deixa várias coisas sem um desenvolvimento satisfatório. Uma delas é a relação (ou melhor, o rompimento) dos dois sócios que criaram o Oasis, James Halliday e Ogden Morrow. Existe a tensão causada por um triângulo amoroso do passado, beleza, mas o filme me deixou sem ter certeza de que foi essa a causa da separação dos sócios. Talvez isso fique mais claro pra quem tenha lido o livro, mas filmes devem ser capazes de contar uma história independentemente da obra original. Além disso, os vilões são caricatos (o que é aquela F’Nale?) e não inspiram ameaça real.

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Outro aspecto um tanto quanto decepcionante é o quanto os personagens secundários, amigos de Parzival, são deixados de lado, com exceção de Art3mis, seu par romântico. É somente quando a coisa esquenta que Daito e Shoto ganham espaço, mas aí o filme já está rolando há tanto tempo que eu nem consegui sentir nada por eles. Aech é ótimo, e Helen também. Só achei engraçado ver Lena Waithe interpretando uma personagem mais adolescente, já que conheci a atriz em Master of None (em que ela interpreta uma mulher perto da casa dos 30 – ou seja, sua idade real), mas isso não é um defeito, é só um fun fact de estranhamento mesmo. Por fim, achei que o filme falhou muito em contextualizar o espectador em relação à realidade na qual os personagens estão inseridos. É um mundo futurista, aparentemente muitas coisas estão dando errado no planeta, mas afinal… o que aconteceu? Não são todos os lugares que estão como Columbus, mas ficamos totalmente no escuro em relação ao que ocorre no mundo fora de Oasis.

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Entretanto, também há aspectos positivos. O filme é muito bonito visualmente, já que grande parte dele se passa no jogo. Ainda assim, não vale o ingresso pra sessão 3D, os efeitos são poucos e não fazem tanta diferença. A trilha sonora é ótima, com diversos clássicos. A ação também é bem conduzida, mantendo o espectador atento a cada detalhe do que acontece no Oasis. A prova para conseguir a segunda chave de Halloway foi muito divertida (ainda que eu tenha dado alguns pulinhos na cadeira, por ter medo de filmes de terror). Por fim, as referências à cultura pop também são bacanas, e é bem provável que você fique tentando identificá-las. 😛

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Jogador Nº 1 foi um filme que, infelizmente, não funcionou pra mim. Eu gosto de filmes de puro entretenimento mas, nesse caso, o desenvolvimento precário na relação dos personagens fez com que eu não sentisse nada por eles (fator importante que me fez não curtir tanto assim o longa). Não me arrependo de ter conferido, mas pra mim foi uma obra esquecível que eu não me vejo assistindo novamente.

Título original: Ready Player One
Ano de lançamento: 2018
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, Lena Waithe, Mark Rylance, Win Morisaki, Philip Zhao, Hannah John-Kamen

Dica de Série: Dear White People

Oi pessoal, tudo bem?

A segunda temporada de Dear White People estreou na Netflix na última sexta-feira e, pra celebrar o retorno da série, vim contar minha opinião pra vocês! 😉

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Sinopse: Alunos negros de uma conceituada universidade norte-americana enfrentam desrespeito e a política evasiva da escola, que está longe de ser “pós-racial”.

Assisti a Dear White People no ano passado e, infelizmente, na época ela não teve a visibilidade que merecia (especialmente depois do boom que foi 13 Reasons Why). A série conta a história de alguns estudantes negros da Universidade de Winchester, um lugar repleto de indivíduos privilegiados e com uma falsa fachada de tolerância racial. Cada episódio da série é focado na perspectiva de um dos alunos negros da universidade e, por isso, são abordados diversos dilemas diferentes, bem como suas origens, posicionamentos e, é claro, opressões sofridas. A trama se inicia após uma festa em que acontece blackface; é esse acontecimento coloca a série em movimento, revoltando os alunos negros e gerando denúncias e tensões.

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Sam é a protagonista, e encabeça o programa de rádio Dear White People. Com sarcasmo e eloquência, ela coloca o dedo na ferida ao abordar diversas formas de racismo, velado ou não, que os negros sofrem. Mas, mesmo ela, uma mulher negra, tem seus privilégios: sua pele é mais clara e seus olhos são verdes, o que lhe confere algumas “vantagens” em relação a mulheres negras de pele mais escura. Isso se chama colorismo: quanto mais escura é a pele do indivíduo, mais discriminação ele sofre. Um episódio que deixa isso bastante claro é protagonizado por Coco: ao contrário de Sam – que exibe seu cabelo afro e é uma militante ativa –, a moça usa os cabelos alisados, está sempre preocupada com a aparência e muitas vezes fecha os olhos para problemas de discriminação racial que ocorrem no campus em nome da diplomacia, pois Coco tem o objetivo de ascender social e politicamente. Mas engana-se quem pensa que Coco não luta contra o sistema apenas porque ela difere dos métodos de Sam; justamente por ter sofrido a vida toda com o colorismo, a personagem criou suas próprias defesas e estratégias para sobreviver e vencer em um mundo que privilegia pessoas de pele clara.

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Além dessas duas personagens, temos também um garoto negro e gay se descobrindo; um rapaz que precisa ser nada menos que excelente em tudo que faz para ser reconhecido; e, por fim, um aluno que se vê vítima de violência policial. Aliás, essa última situação faz parte de um dos melhores episódios da série. É esse episódio que escancara o abismo que existe no que diz respeito à valorização da vida negra e da vida branca, mostrando como um jovem negro pode facilmente ser assassinado apenas por ser quem ele é. Enfim, essas questões todas são apenas a pontinha do iceberg, e a série cumpre muito bem o seu papel ao trazer a visão dos personagens negros em sua narrativa. Suas histórias, suas dores, suas vivências: é disso que Dear White People se trata. A série também traz questões como lugar de fala (que fica mais evidenciado nas discussões entre Sam e seu namorado branco, Gabe) e diferenças políticas dentro do próprio movimento (como a diferença de opressão sofrida por Sam e Coco em função do colorismo, por exemplo, o que faz com que cada uma tenha um modo de agir e ver o mundo).

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Os episódios são curtinhos e o estilo da série é leve e até mesmo engraçado. O narrador (o excelente Giancarlo Esposito) dá um tom irônico e envolvente aos episódios, que narram o dia a dia dos alunos negros em Winchester. Com personagens e situações cotidianas críveis, Dear White People consegue abordar as diversas camadas do racismo – desde o mais óbvio e descarado até o mais sutil e ardiloso – de uma maneira ilustrativa, que incomoda e revolta, justamente por ser algo tão absurdo.

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Enquanto mulher branca, posso apenas imaginar as dores que os negros sofrem diariamente. Porém, o que realmente quero dizer nesse post é: deem uma chance a Dear White People. Além da qualidade das atuações e dos episódios envolventes, as temáticas abordadas são de extrema importância. Não podemos negar a presença do racismo no nosso dia a dia. Mas podemos refletir sobre isso e fazer tudo que estiver ao nosso alcance pra mudar essa realidade. Dear White People merece e precisa ser vista.

Título original: Dear White People
Ano de lançamento: 2017
Criador: Justin Simien
Elenco: Logan Browning, Brandon P. Bell, Marque Richardson, Antoinette Robertson, Ashley Blaine Featherson, DeRon Horton, John Patrick Amedori, Giancarlo Esposito