Tatuagens geeks #4

Oi, povo! Como estão?

Faz tempo que eu não trago inspirações de tatuagem por aqui, né? Acreditam que, desde que o primeiro Tatuagens literárias foi ao ar, eu escrevi exatamente 1 post com essa temática por ano? Juro que foi sem querer HAHAHA! O feedback a esse conteúdo é sempre muito bom, então prometo que vou tentar me organizar pra trazê-lo com mais frequência aqui no blog. 🙂

Também resolvi mudar o título da coluna, porque isso já vinha me incomodando há algum tempo. “Tatuagens literárias” acabava me limitando, e eu acho que a palavra geek engloba mais referências que eu gosto.

Sem mais delongas, vamos conferir a lista de tatuagens super bacanas que eu trouxe pra vocês? \o/

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O Hobbit (J. R. R. Tolkien)

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Os Instrumentos Mortais (Cassandra Clare)

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O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

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Star Wars

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How I Met Your Mother

Cada vez que eu pesquiso pra escrever esses posts, fico com vontade de me tatuar de novo! ❤
Infelizmente, se eu fosse homenagear tudo que gosto, faltaria espaço na minha pele HAHAHA!

E vocês, curtiram as ideias de tattoo? 😉
Me contem nos comentários!

Beijos e até semana que vem! ❤

TAG: Ler É Um Presente

Oi pessoal! Estão aproveitando bastante esse feriadão? 😀

Apesar de ter alguns conteúdos “atrasados” aqui pro blog, deu uma vontade súbita de fazer um tipo de post que não faço há meses: responder a uma TAG! \o/
Eu acho TAGs super divertidas, e pra hoje escolhi a Ler É Um Presente, criada pelo blog Uma Pedra no Caminho! 🙂

tag ler é um presente

1. “É só uma lembrancinha…”
Um livro curto ou com menos de 100 páginas que tenha te encantado.

o pequeno príncipe antoine de saint-exupery capa

O Pequeno Príncipe é um clássico que me encantou desde a primeira leitura. Quando li pela segunda vez, gostei mais ainda. ❤ É curtinho, mas cheio de belos ensinamentos. Tem resenha aqui. 😉

2. “Não precisava!”
Um livro que você amou ganhar de presente ou qual tipo de livro você mais gosta de ganhar.

o livro dos artefatos mágicos harry potter

Amo ganhar qualquer um dos livros especiais de colecionador do universo de Harry Potter! ❤ Meu namorado já sabe que é sempre um acerto escolher esses livros HAHAHA! O último que ganhei dele foi O Livro dos Artefatos Mágicos! ❤

3. A embalagem perfeita
Uma capa sensacional.

game of thrones por dentro da série da hbo.png

Gente do céu… a foto não faz jus à beleza desse livro, sério! Game of Thrones: Por Dentro da Série da HBO tem uma capa almofadada com vários detalhes brilhantes/envernizados, incluindo o título. Ainda não fiz review dele por aqui, mas se vocês quiserem, posso fazer! ❤

4. Presente dos deuses
Um livro que mudou sua vida.

pedra filosofal

Coloquei Harry Potter e a Pedra Filosofal aqui pra representar a série que mudou – e ainda muda – minha vida pra sempre! ❤

5. Surpresa!
Um livro que você começou a ler sem muitas expectativas e te conquistou.

@mor

Eu nunca tinha ouvido falar em @mor quando comecei a lê-lo, mas em poucas páginas me vi envolvida pela história e pelo estilo de narrativa, que até então era novidade pra mim: troca de e-mails. Tem resenha aqui. 🙂

6. “É a sua cara!”
Uma narrativa ou personagem com os quais você se identifique.

hermione

Não é novidade pra ninguém que a personagem com quem mais me identifico é a Hermione Granger, né? Também fui uma criança nerd e meio metida a sabichona. 😛 Também sou super fiel aos meus amigos e muito determinada em relação aos meus objetivos.

7. Presente de grego
Um livro que não era nada do que você pensava e te decepcionou.

harry-potter-e-a-crianca-amaldicoada

Difícil escolher um livro pra essa categoria… então fico com Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, que foi uma leitura um tanto decepcionante. Também tem resenha aqui no blog!

8. “Mais afortunado é dar do que receber…”
Um livro especial que você deu de presente ou daria.

eleanor-park-rainbow-rowell

O último livro que dei de presente foi também um dos livros que mais gostei no último ano: Eleanor & Park. ❤ Tem resenha aqui!

9. “Pode trocar, se precisar!”
Um livro que você começou a ler, mas teve de parar: não deu para continuar!

twd

Já falei sobre esse livro em outras TAGs, e repito aqui: bah, não deu. The Walking Dead: A Ascensão do Governador é tedioso, me deu sono e, por mais que eu não goste de desistir de uma leitura, fui obrigada a deixar esse livro de lado.

10. Ainda na wishlist…
Aproveite o momento para dar aquela dica do que quer ganhar! 😉

harry potter e a camara secreta ilustrado

Meu sonho de consumo no momento é Harry Potter e a Câmara Secreta (Edição Ilustrada)! ❤ #fikdik

E então pessoal, curtiram a TAG? 😉
Gostaria de convidar os seguintes blogs a participar também, mas sintam-se todos convidados a responder:

Caverna Literária
A Colecionadora de Histórias
O Que Tem Na Nossa Estante
Cantinho Para Leitura
My Dear Library
Estante da Ale
News Nessa
Balaio de Babados
Espilotríssimo
Interrupted Dreamer

Beijos e até semana que vem! ❤

Parceria e entrevista: Natalia Smirnova Moraes

Olá, pessoal! Tudo bem?

Fico muito feliz em trazer essa novidade pra vocês: o Infinitas Vidas agora é parceiro da autora Natalia Smirnova Moraes, ou NS Moraes! 😀
Sua obra, O Saotur – Segredos de Um Reino Sem Nome, é o primeiro volume de uma série de fantasia. Vamos conhecê-lo?

O Saotur - Natalia Smirnova Moraes - Livro 1.jpg

Sinopse: Se o bater das asas de uma borboleta pode causar uma tempestade do outro lado do mundo, poderia então uma pérola afetar o destino de uma raça inteira? Depois de se aventurar pelo mundo em um navio de saqueadores e criminosos, Constantin Teller é levado por um trágico naufrágio à terras das quais o mundo nunca ouviu falar. Terras guardadas por escudos de Menelau como se fossem o maior dos segredos. O forasteiro é resgatado por Lyhty Morken Fin, uma jovem que chama a atenção pelo olhar de cor púrpura e vitalidade contagiante, e que torna-se uma amiga para a qual ele confessa uma vida de crimes e promiscuidade. Aspirante a escritor, Constantin deseja espiar seus crimes quando é levado até a capital onde passa a morar. Mas nem tudo está em paz nessas terras estranhas e a aparição do forasteiro apenas esquenta ainda mais os ânimos de um povo dividido, de uma raça oprimida e de um castelo envolto em mistérios. Um confronto entre o povo das águas e o reino já é inevitável. Aventuras, segredos, traições, orgulho e amores proibidos são apenas algumas das facetas de um lugar cuja existência foi oculta por séculos. Histórias envolventes que vão mudar o rumo de muitas vidas, criaturas majestosas e revelações chocantes ilustram os capítulos deste livro.

Chegou a hora da gente conhecer um pouquinho mais sobre a autora. 😉 Convidei a Natalia a participar da entrevista que faço com os autores parceiros aqui do blog. Confira as respostas!

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1. Como e quando você decidiu ser escritora?

Jamais decidi isso. Acredito que isso foi decidido por mim no momento em que me dei conta de que as histórias me “chamavam”. Onde quer que eu estivesse (especialmente no carro ouvindo música) um mundo inteiro estava se desenvolvendo em minha cabeça. Sempre foi assim, desde pequena. Por conta dos shows de circo (eu sou circense, hoje só de alma) eu demorava muito para dormir depois dos espetáculos e ficava na cama olhando o teto, imaginando as histórias mais incríveis do mundo. Comecei a escrever depois dos vinte, quando já dominava melhor o idioma (o português é tão complexo quanto o russo). Havia uma história “rodando” em minha cabeça e ela não me deixava em paz. Fui escrevendo e peguei o gosto pela coisa.

2. Quais autores foram as suas maiores inspirações no mundo literário?

Não tenho nenhum autor favorito, pois me apaixono pela obra. Seja música, cinema, personalidades o que me conquista é a obra. Devo dizer que os clássicos predominam nesse sentido. Eu tenho um livro favorito de toda a vida, O Conde de Monte Cristo por Alexandre Dumas é um livro que me inspira sempre. Lembro-me de quando tinha doze ou treze anos e minha mãe leu Os Três Mosqueteiros e Romeu e Julieta, ainda em russo na época. Aquelas histórias me impressionaram muito.

3. Como foi o processo de desenvolvimento de O Saotur – Segredos de um Reino sem Nome? Quais foram as partes mais bacanas e as mais difíceis ao longo desse processo?

A criação de O Saotur foi uma jornada ao desconhecido. Não tinha em mente nada específico quando comecei, apenas alguns personagens. Eu só descobri quem era o personagem principal quando já estava terminando o livro. A parte mais incrível foi descobrir coisas eles que eu não sabia (parece estranho, mas é verdade). A parte mais chatinha foram as pontes entre um ponto marcante e outro. É muito excitante escrever as grandes revelações, as batalhas e os segredos, mas entre um ponto e outro é necessário desenvolver a história de uma forma inteligente. Não pode ficar chato, não pode parecer “enchimento de linguiça”. Essa parte foi trabalhosa.

4. Você teria alguma dica para quem também deseja publicar seu próprio livro?

Tratando-se da escrita, a minha dica é: lute para tornar-se um clássico e não uma moda. Escreva por amor primeiro. Depois você terá todo o tempo do mundo para tratar seu livro como o produto que ele é. Tratando-se de publicação eu só posso dizer uma frase: marketing é tudo. Invista, erre, aprenda.

5. Fique à vontade para deixar um recado aos leitores do Infinitas Vidas!

Tenha sempre em mente o motivo pelo qual você escreve. Nunca arrume motivos supérfluos para justificar algo tão importante quanto a escrita. Ame o que está fazendo e pode ter certeza que o sucesso e fortuna serão consequências.
Agradeço a oportunidade e espero que essa parceria vá longe. Beijos!

Dicas preciosas, hein? 😉
Concordo totalmente com a Natalia: acima de tudo, o importante é escrever com amor! ❤

Espero que tenham gostado da novidade!
Fiquem ligados, porque em breve teremos mais conteúdo sobre O Saotur por aqui. \o/

Beijos e até semana que vem! :*

Vamos conversar sobre 13 Reasons Why?

Oi pessoal, como estão?

Lembram que na semana passada, quando postei sobre Jessica Jones, comentei que tinha terminado 13 Reasons Why e não sabia exatamente como falar a respeito? Pois bem, durante a semana fui maturando meus sentimentos, lendo opiniões diversas e debatendo o assunto, e hoje trago pra vocês a síntese do que senti em relação a essa série. Esse post é e não é ao mesmo tempo um Dica de Série, pois não quero apenas fazer um review, mas levantar também algumas reflexões. Espero que gostem e tenham paciência pra ler esse textão. 🙂

13 reasons why

Sinopse: Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida – além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos.

Vamos falar um pouco sobre a série. 13 Reasons Why tem a seguinte premissa: Hannah Baker se suicidou. Enquanto a escola na qual a garota estudava lida com isso, Clay Jensen, nosso protagonista (que era apaixonado por Hannah), recebe uma caixa com fitas gravadas pela garota. Nessas fitas, ela conta os motivos pelos quais tomou tal atitude, e Clay está nessas fitas. Enquanto as ouve, o garoto se depara com o sofrimento de Hannah e com coisas muito mais sombrias do que pensava.

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Eis o grande “trunfo” da série pra manter o espectador curioso: por que Clay está nas fitas? O que ele fez? O que ele deixou de fazer? Essa dúvida faz com que você queira continuar assistindo episódio após episódio, por mais que o desenrolar da trama seja bastante lento em diversos momentos. Alguns episódios são arrastados e talvez não precisassem de 50 minutos pra serem contados. Pra mim, esse é um dos maiores defeitos enquanto série (analisando apenas como uma produção para a TV, sem debates mais profundos).

Contudo, a série acerta muito em outros aspectos: a atuação dos jovens atores é brilhante, com destaque para os dois protagonistas, Katherine Langford e Dylan Minnette (Hannah e Clay, respectivamente). Enquanto Katherine conseguia passar toda a esperança, o sofrimento e as desilusões de Hannah (e ao mesmo tempo imitar perfeitamente o sotaque americano, considerando que ela é australiana), Dylan trouxe à vida um Clay desajustado socialmente, tímido, mas carismático (no passado) e também fechado, magoado e confuso (no presente). Outros dois jovens atores merecem destaque nas atuações: Alisha Boe (Jessica) e Brandon Flynn (Justin). Ambos foram protagonistas de cenas de grande sofrimento e entregaram muita emoção no que faziam. Kate Walsh, que interpreta a mãe de Hannah, também emociona, como uma mãe que não aceita o destino da filha e está obcecada em descobrir por quê Hannah fez o que fez, já que a garota não deixou nenhum bilhete ou explicação.

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Bullying e machismo

A partir de agora, o review contém spoilers!

Bom, agora eu gostaria de entrar no primeiro ponto de debate sobre 13 Reasons Why. Conversando com algumas colegas da faculdade, percebi uma coisa que não tinha notado: sim, a série é sobre bullying. Mas ela é também sobre machismo. E quase ninguém está falando a respeito.

Hannah começa a sofrer quando iniciam um boato de que ela transou com Justin. Depois, ela vai parar em uma lista das “melhores e piores da escola” como tendo a melhor bunda. Depois, uma falsa amiga espalha boatos sobre sua reputação para esconder o próprio segredo. Depois, um cara se acha no direito de tentar tocá-la. Depois, ela presencia um estupro. Depois, ela própria é estuprada. E, por fim, quem deveria ajudá-la acaba culpabilizando a garota pelo que aconteceu. Ou seja, as agressões que a personagem sofre, em sua maioria, são originadas do julgamento alheio a respeito da sua sexualidade. Sim, acontecem outras coisas no meio de tudo isso que entram na categoria de bullying, mas se analisarmos o cerne de tudo que acontece com ela e que faz com que o copo transborde, vamos encontrar um denominador comum: o machismo.

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Em determinado momento, Hannah diz a essa falsa amiga que não se importa com rumores. E, por um tempo, a garota consegue “aguentar o tranco” por mais que sofra com tudo que está acontecendo. O problema é que o acúmulo de coisas vai se tornando um fardo muito pesado, e a personagem (que começa a série mentalmente saudável) vai adoecendo, apesar do enredo não focar nisso com muita eficiência. No final, após o estupro, ela já se sente morta. E eu imagino que muitas mulheres que passam por isso realmente possam se sentir assim – sem esperança, sem vontade de seguir em frente, após terem seu corpo e sua alma violados.

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Ainda dentro desse espectro, unindo bullying e machismo, a série critica comportamentos que, infelizmente, são extremamente comuns na nossa sociedade. Alguns personagens são passivos e deixam coisas erradas acontecerem, motivados pelo desejo de aceitação. Outros, como Bryce, são o estereótipo de sucesso americano: ricos, poderosos, inatingíveis. São aqueles homens que fazem parte do time da escola, que tem um futuro brilhante e que acreditam que todas as mulheres querem estar com eles. São o tipo de cara que não sabem ouvir “não” e que acreditam que o mundo está sob seus pés. Infelizmente, esse tipo de homem é mais comum do que eu gostaria de acreditar.

13 Reasons Why é sobre bullying e suas consequências? Também. Tyler é uma prova disso, já que no final vemos o tipo de personagem que ele vai se tornar. Mas a série traz outra questão fundamental que, infelizmente, nem a própria série parece assumir: machismo. E machismo mata.

Sobre gatilhos, riscos e a cena do suicídio

Outro debate que vem tomando as redes sociais é sobre a irresponsabilidade da série em relação aos riscos que ela traz para pessoas emocionalmente fragilizadas. Explico: alguns estudiosos do assunto, pessoas com depressão e educadores têm se mostrado preocupados com a abordagem escolhida por 13 Reasons Why para tratar da questão do suicídio. Segundo esses críticos, a série não segue recomendações da Organização Mundial de Saúde ao retratar de modo explícito o suicídio, o que pode servir como gatilho para pessoas que já pensam no assunto.

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Honestamente, não posso falar nessa questão com propriedade, pois não me enquadro no grupo de risco. Mas posso dizer o seguinte: a série me causou tanta bad que, no fim de semana em que terminei, eu realmente não queria fazer nada, nem mesmo sair de casa. Tenho crises de ansiedade e, como mulher, sofri especialmente nas cenas de estupro – pois sabia que é um risco que todas nós corremos. A cena da morte da Hannah, pra MIM, não foi romantizada: não havia música de fundo, a personagem sofre ao se machucar e tudo ocorre de modo visceral e agoniante. E, mesmo eu não sendo grupo de risco, fiquei mal. Falei disso com a minha psicóloga, pra vocês terem ideia.

Então se eu, que não sofro com problemas psicológicos graves, fiquei fragilizada, consigo imaginar o que alguém nessa situação possa ter sentido. E isso me fez entender que sim, existem riscos, e essa abordagem pode sim ser gatilho pra alguém que pensa no assunto. Porque o final da Hannah é desesperançoso: quando ela tenta buscar ajuda, ela não consegue. E, por mais que o final tente trazer alguma luz por meio de Clay e Skye, a verdade é que nós nos afeiçoamos à Hannah. Nos identificamos com Hannah. E a Hannah não vê outra solução que não se matar. Entendem como isso é problemático? Não acredito que a série faça suicidas. Infelizmente, pessoas que pretendem fazer isso sabem como fazer e onde pesquisar. É triste, mas é a realidade. Mas eu acredito que sim, a série possa disparar gatilhos em quem já se vê sem esperança.

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Por outro lado, o Centro de Valorização à Vida – que fez uma parceria de divulgação com a Netflix – vem registrando um aumento significativo na busca por ajuda. É algo positivo? Com certeza. Vale o risco de perder alguém que não veja outra solução? Eis o x da questão. 

Eis o que penso que poderia ter ajudado nessas questões: acredito que a série deveria trazer avisos de “conteúdos fortes” desde o primeiro episódio, pois isso começa a acontecer apenas no episódio 9 e, até lá, o espectador já está envolvido com a história. Além disso, acredito que no fim de cada episódio poderia ter alguma cena com algum psicólogo ou psiquiatra dando conselhos a respeito do assunto e divulgando os telefones do CVV. Acho que seria uma forma de minimizar os riscos trazidos pela história e falar no assunto com mais responsabilidade. E, por fim, o adoecimento mental da Hannah – que é mais subentendido do que mostrado – poderia ter mais espaço na trama, em vez de tanto “suspense” acerca das fitas.

Em suma, eu gostei de 13 Reasons Why. É uma série que me fez pensar e mexeu comigo. Porém, acredito que ela funcione mais para pessoas que podem ser “porquês” do que pra pessoas fragilizadas emocionalmente. Se eu recomendo a série? Não pra todo mundo. Leia a respeito dela, pegue spoilers se for preciso, reflita sobre como você se sente e, só depois disso, tome a decisão de assistir ou não. E não esqueça: você é importante. 🙂

(Deixo aqui embaixo o telefone do CVV e alguns links com opiniões que tem mais propriedade pra falar da questão da depressão e do suicídio.)

Título original: 13 Reasons Why
Ano de lançamento: 2017
Criadores: Brian Yorkey
Elenco: Dylan Minnette, Katherine Langford, Christian Navarro, Brandon Flynn, Alisha Boe, Miles Heizer, Justin Prentice, Michele Ang, Kate Walsh

Dica de Série: Jessica Jones

Oi gente, tudo bem?

Enquanto não organizo os pensamentos pra falar sobre 13 Reasons Why, a nova série da Netflix, resolvi me redimir e escrever um pouquinho sobre outra série do serviço de streaming que eu assisti, gostei, mas não resenhei antes: Jessica Jones! 🙂 Assim, aproveito e cumpro minha promessa do ano passado, na qual eu comentei que traria conteúdos sobre os quais eu queria falar por aqui! 😛

jessica jones poster

Sinopse: Desde que sua curta vida como super-heroína acabou de forma trágica, Jessica Jones (Krysten Ritter) vem reconstruindo sua carreira e passou a levar a vida como detetive particular no bairro de Hell’s Kitchen, em Nova York, na sua própria agência de investigações, a Alias Investigations. Traumatizada por eventos anteriores de sua vida, ela sofre de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, e tenta fazer com que seus super-poderes passem despercebidos pelos seus clientes. Mas, mesmo tentando fugir do passado, seus demônios particulares vão voltar a perseguí-la, na figura de Zebediah Kilgrave (David Tennant), um obsessivo vilão que fará de tudo para chamar a atenção de Jessica.

Depois de me viciar totalmente em Demolidor – foi uma das melhores séries de 2015 pra mim –, fiquei cheia de expectativas pra conferir Jessica Jones. Porém, ao contrário da série do Demônio de Hell’s Kitchen, o envolvimento com o enredo demorou a acontecer. Os primeiros episódios de JJ (vou abreviar, tá?) são mais arrastados e tem um desenrolar mais lento, apresentando devagar a protagonista e suas nuances. Jessica sofre de estresse pós-traumático e tem sérios problemas com alcoolismo. No passado, já usou suas habilidades especiais (ela é super forte e resistente) para ajudar outras pessoas, mas hoje ela trabalha como detetive particular – enquanto afoga seus traumas na bebida.

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O motivo pelo qual a personagem se encontra nessa situação é o abuso psicológico e sexual que sofreu graças a Kilgrave, um indivíduo que também tem habilidades especiais: ele é capaz de controlar as pessoas apenas falando com elas. E, por muito tempo, ele fez uso dessas habilidades para controlar Jessica e mantê-la ao seu lado. Em determinado momento, após um acontecimento marcante, a personagem consegue se desvencilhar desse controle e acredita que Kilgrave estava morto. Mas o desaparecimento da estudante Hope Shlottman leva Jessica a enfrentar os seus medos e rever suas crenças.

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Jessica Jones é uma série muuuito girl power. Jessica é uma anti-heroína de personalidade forte, que quebra muitos paradigmas sobre feminilidade. Assombrada pelo passado, cheia de paranoias e emocionalmente destruída, Jessica é uma das representações possíveis de alguém que foi abusada, convive com as consequências disso e tenta seguir em frente. Ela não se preocupa em agradar ninguém, ela não liga pro que pensam dela e ela faz o que precisa ser feito, rompendo o ideal de personagem feminina que vemos em tantas produções. Além dela (e do fato da série ter sido criada por uma mulher), temos também Trish Walker, a melhor amiga de Jessica. Ela é determinada, profissional e corajosa, sendo um ponto de apoio fundamental para a protagonista, que não confia em ninguém. A amizade das duas é uma das melhores amizades femininas das séries porque, mesmo com personalidades tão distintas, as duas se amam e se preocupam genuinamente uma com a outra. Em um mundo em que a rivalidade feminina é incentivada, esse tipo de relação deve ser celebrada. 🙂 Outra personagem feminina forte é Jeri Hogarth, a advogada que muitas vezes contrata os serviços de Jessica. Lésbica, bem-sucedida, inteligente, mas também cheia de defeitos (entre eles a ganância e a indiferença), ela é uma personagem complexa, real e que mostra como personagens femininas podem ser muito mais que mocinhas inocentes. Outro personagem que merece ser comentado é Luke Cage, que é introduzido em JJ e depois ganha sua própria série. Infelizmente o personagem não me conquistou, tanto aqui quanto na sua série solo.

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O vilão também é bem trabalhado e, por muitas vezes, quase consegue nossa simpatia (em parte graças ao carisma de David Tennant). Totalmente obcecado por Jessica, Kilgrave tenta de todas as maneiras manipulá-la, por meio do discurso, da perseguição e da ameaça de violência. Podemos fazer um paralelo com a realidade: muitos homens, por meio do charme e da manipulação psicológica, conseguem fazer as vítimas de abuso acreditarem que eles estão arrependidos e podem mudar. O personagem representa homens que, mesmo sem habilidades especiais, conseguem minar a autoconfiança de suas parceiras e fazê-las duvidar da sua própria sanidade. É um tipo de violência que faz com que as vítimas se vejam em um ciclo vicioso extremamente difícil de sair, já que esses agressores utilizam-se da confiança que suas parceiras têm ou um dia tiveram nelas. No caso de Kilgrave, a relação com a Jessica se inicia devido aos seus poderes de controle mental, mas ainda assim é uma representação do que acontece na vida real.

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Não vou negar: Jessica Jones tem altos e baixos (especialmente da metade pro final, com algumas viagens wtf no roteiro) e não me envolveu tanto quanto a primeira temporada de Demolidor. Mas ela também é genial, pois não foca em mostrar estupro e abuso de maneira explícita, como tantas outras séries fazem e sem motivos importantes. Ela vai além: ela mostra as consequências de tudo isso. Ela mostra o sofrimento de quem passa por esse tipo de trauma e também das pessoas próximas, que são obrigadas a ver alguém querido em um sofrimento constante. Ao abordar de maneira tão verossímil essas questões, Jessica Jones torna-se mais do que uma série de super-heróis, trazendo um tema e uma discussão necessários a milhares de pessoas. Recomendo! 🙂

Título original: Marvel’s Jessica Jones
Ano de lançamento: 2015
Criadores: Melissa Rosenberg
Elenco: Krysten Ritter, David Tennant, Rachel Taylor, Mike Colter, Carrie-Anne Moss

Verão em Santa Catarina

Oi pessoal, tudo bem?

Lembram quando eu fiz dois posts falando um pouco sobre minhas férias em João Pessoa no ano passado? O feedback foi tão legal que eu decidi manter a categoria de Viagens aqui no blog! Eu (ainda) não viajo muito, mas sempre que rolar algo bacana eu vou trazer dicas pra vocês!

2017 começou com o pé direito: meu namorado e eu viajamos duas vezes para o litoral de Santa Catarina, Estado vizinho ao nosso. Eu nunca tinha ido pra lá, acreditam? Em fevereiro fomos na companhia de amigos e ficamos na cidade de Imbituba, bem pertinho de Garopaba, Praia do Rosa, Praia do Ouvidor, Ferrugem… Uma semana depois do Carnaval, voltamos a Santa Catarina: dessa vez apenas meu namorado e eu, com destino à Guarda do Embaú. Lá também conhecemos a praia da Pinheira, mais especificamente a Praia de Cima e a Praia de Baixo. Vou dividir o post em “Carnaval” e em “férias” pra falar um pouquinho sobre as praias pra vocês. 😉 Espero que gostem!

Carnaval: Praia do Ouvidor e Praia do Rosa

Durante o Carnaval, a praia que mais aproveitamos foi a Praia do Ouvidor. Ela fica bem longe da estrada principal, então o melhor acesso é de carro ou moto. Na faixa de areia, que é bem larga, é possível estacionar o carro (dá um ar meio farofeiro, não vou negar :P). A praia é bem pequena, e é cercada por morros e pedras. A água estava maravilhosa, azulzinha e transparente. ❤

praia do ouvidor

Praia do Ouvidor.

A Praia do Rosa (fomos para a parte Sul) era bem mais aberta, apesar de também ser cercada por morros e pedras. A água também era muito mais agitada – não à toa essa praia é um paraíso para os surfistas. O acesso também não é fácil, e se você não acordar cedo pra ir de carro, provavelmente não vai conseguir um lugar pra estacionar. Fomos a pé e foi bem cansativo hahaha! A praia é linda, mas fiquei com um pouco de medo da força das ondas, pois não sei nadar. No fim, a Praia do Ouvidor acabou sendo a minha favorita pra curtir um banho de mar mais tranquilo.

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Praia do Rosa.

Férias: Guarda do Embaú e Pinheira

Depois de voltarmos pra Porto Alegre, meu namorado e eu saímos de férias. O mais punk de tudo foi a viagem: fomos de moto! Foram mais ou menos 420 km pra ir e 420 km pra voltar, com várias paradas ao longo do caminho. Não vou mentir: cansa, e muito! 😛

Chegando na Guarda do Embaú, já gostamos de cara da pousada: o quarto era espaçoso, tinha varanda e até mesmo uma rede pra gente relaxar! Adoro! ❤ O lado ruim da viagem foi o tempo: São Pedro não nos ajudou muito e pegamos alguns dias de tempo nublado e um de chuva. Porém, os dois dias de sol forte que tivemos foram muito bem aproveitados!

guarda do embau

Barquinhos no Rio da Madre.

A Guarda do Embaú é uma praia linda, e pra chegar no mar você atravessa o Rio da Madre. A travessia pode ser feita a pé pelo meio do rio ou no barco dos barqueiros que ficam por ali (o valor era de R$ 3 por pessoa para atravessar). O mar da Guarda do Embaú tem ondas fortes e a praia é uma Reserva Mundial de Surf. Por isso, eu acabei aproveitando mais os banhos no rio. Adoro tomar banho de rio/lagoa! ❤ Ali na areia, entre o rio e o mar, também ficam diversos stands nos quais é possível alugar pranchas, e nós aproveitamos pra fazer stand-up paddle! É muuuito divertido! \o/

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E não caí nenhuma vez! 😛

Outro dos passeios que fizemos na praia foi a trilha para a Pedra do Urubu. Pra chegar lá, você faz uma trilha de mais ou menos 30-40 minutos morro acima. E a vista compensa todo o esforço, pois é sensacional. ❤

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Pedra do Urubu.

No dia seguinte, fomos para a Praia da Pinheira. Conhecemos a Praia de Cima e a Praia de Baixo. A Praia de Cima tinha ondas tranquilas, poucas pessoas e era linda! A Praia de Baixo tinha outra vibe: há vários barcos lá, onde os pescadores trabalham, e é uma enseada tranquila que faz a água parecer uma piscina salgada totalmente sem ondas. Uma delícia! ❤ Amei tomar banho por lá! O Chris gostou mais da Praia de Cima, onde podia ficar pegando “jacarés” nas ondas.

pinheira praia de cima

Bem faceiros e bobalhões na Praia de Cima! ❤

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Olhem só a tranquilidade da água na Praia de Baixo! ❤

A única coisa que eu teria pra criticar na Guarda do Embaú seria a falta de gentileza de muitos estabelecimentos. Fomos mal atendidos em vários locais, onde os donos falavam com a gente meio que de qualquer jeito, sabem? Contamos nos dedos os locais em que gostamos do ambiente e do atendimento.

Então pessoal, por hoje é só! 😀
Sei que o post ficou um pouquinho extenso, mas espero que tenham gostado de saber um pouquinho mais sobre esse destino paradisíaco aqui no sul do país! ❤

Beijos e até semana que vem!

Resenha: Mentirosos – E. Lockhart

Oi pessoal, tudo bem?

Para o post de hoje, trago uma resenha de um livro que estava na minha wishlist há muito tempo (graças às resenhas na blogosfera, que super elogiavam a história): Mentirosos, da E. Lockhart.

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Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano eles passam as férias de verão numa ilha particular. Cadence — neta primogênita e principal herdeira —, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos. Cadence admira Gat por suas convicções políticas e, conforme os anos passam, a amizade com aquele garoto intenso evolui para algo mais. Mas tudo desmorona durante o verão de seus quinze anos, quando Cadence sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

A sinopse de Mentirosos já resume muito bem a trama, então não vou explicá-la novamente pra não tornar essa resenha maior do que precisa ser. Vou partir direto para a minha análise da obra. 🙂

A narrativa em primeira pessoa tem um tom poético, reminiscente e melancólico. Existem dois momentos da vida da protagonista que são mais esmiuçados ao longo do livro: o verão dos quinze (ou o verão do acidente) e o verão dos dezessete (o presente). Com o passar das páginas, vamos descobrindo fatos sobre o verão dos quinze que Cadence esqueceu ao mesmo tempo em que vivenciamos com ela o que acontece com sua família no presente. O livro tem um desenrolar lento, ainda que não seja maçante. O problema é que os finais de capítulo não tinham ganchos imperdíveis, então nem sempre eu tinha vontade de prosseguir a leitura (por mais curiosa que estivesse pra saber o que havia acontecido). Isso me fez demorar mais do que pretendia pra terminar Mentirosos, que é um livro curto. As descrições também vem na medida certa, sem exageros. A autora se preocupa muito em trabalhar as relações familiares e os personagens, o que é fundamental para a trama.

Falando em personagens, preciso comentar sobre os quatro Mentirosos. Infelizmente, a narrativa de Cadence não foi o ponto forte. Não consegui me afeiçoar a ela no verão dos quinze, e tampouco no verão dos dezessete. A personagem era uma adolescente apaixonada como qualquer outra, mas depois do acidente ela se vê num looping de sofrimento e autopiedade que não causou grandes emoções em mim. Gat, outro personagem fundamental, tinha tudo para ser interessante: ele era o primeiro amor de Cadence, era questionador, era o “estranho no ninho” na família Sinclair… mas faltou carisma. Mirren não ganhou minha simpatia nem no passado, nem no presente. A menina não parecia ter vontade alguma de questionar seus privilégios, além do comportamento autoritário e mimado. Johnny, por fim, foi meu Mentiroso favorito. Tudo que faltou nos outros três elementos do quarteto foi reunido nele: Johnny é carismático, divertido e envolvente. Em determinado momento, ele também mostra a força de seu caráter. O resto da família Sinclair, infelizmente, não tenho como elogiar. Harris, o avô, é o exemplo do patriarca da “família tradicional”, preconceituoso e preocupado com seu poder em primeiro lugar. As filhas são mulheres fracassadas que não conseguem sair debaixo da asa do pai e precisam se humilhar constantemente para garantir seu sustento – com os luxos a que estão acostumadas. E as crianças menores são pouco desenvolvidas, não tendo grande impacto durante a narrativa.

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Mentirosos traz alguns temas bem interessantes em suas páginas, como a crítica às aparências. E. Lockhart nos mostra uma família decadente, cada vez mais fracassada em diversos aspectos da vida, mas que se recusa a deixar a soberba de lado. A verdade é que os quatro Mentirosos não são os únicos a merecer esse título. Além da crítica a essa “aristocracia” da família Sinclair, a autora também traz discussões (ainda que superficiais) raciais e de classe – principalmente pela voz de Gat, que é o personagem responsável por levar Cadence à reflexão.

O final é simplesmente… arrebatador. A autora faz você pensar em mil possibilidades, traça uma linha que parece a explicação mais plausível para, na revelação final, te mostrar que você estava completamente errado. Quando li o final, tive que parar na mesma hora e, juro pra vocês, fiquei olhando pro teto e pras paredes, atordoada. Senti como se tivesse levado um soco na boca do estômago e perdi o fôlego, então precisei reler várias vezes pra assimilar não apenas o final – mas toda a trajetória. Na hora eu pude entender porque tudo foi contado tão aos poucos, com tantos detalhes que, em um primeiro momento, poderiam parecer preciosistas. Se durante a leitura eu havia pensado “ok, já entendi que os Sinclair são assim”, ao terminar o livro eu soube as razões da autora pra desenvolver a história – e os personagens – da forma que desenvolveu. E como eu sou fã de bons finais (sim, um final ruim pode estragar uma experiência pra mim), esse livro, que já era bom, subiu de patamar, entrou pra lista de leituras que provavelmente não vou esquecer e me causou uma ressaca literária violenta, já que não consigo parar de pensar nele. Mesmo agora, que já comecei a próxima leitura, Mentirosos segue constantemente na minha cabeça.

Mentirosos é um livro com alguns problemas (como a falta de carisma de Cadence e o desenrolar lento da trama), mas faz um excelente trabalho ao construir as relações familiares e apresentar aos poucos as memórias da protagonista. O final é de tirar o fôlego, junta todas as peças soltas e te faz questionar como você não percebeu a verdade antes. Só por esse final eu já recomendo Mentirosos sem pensar duas vezes: vale a pena!

Título Original: We Were Liars
Autor: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Número de páginas: 272