Dica de Série: Ordem na Casa com Marie Kondo

Oi gente, tudo bem?

Em uma manhã de domingo, após acordar às 7h da manhã, comecei a assistir Ordem na Casa com Marie Kondo. Aparentemente, abracei de vez a senhorinha que sou! 😂

ordem na casa com marie kondo

Sinopse: A famosa especialista em arrumação Marie Kondo ajuda clientes a colocarem ordem na casa e na própria vida, transformando lares com muita inspiração.

A série é um reality show no qual Marie Kondo, criadora do método de organização KonMari, visita diversas famílias que gostariam de colocar ordem em suas casas e suas vidas. Para auxiliá-los na organização, Marie não apenas ensina técnicas de arrumação, mas também o conceito de “trazer alegria” (spark joy) para que alguém decida se um item permanecerá em sua vida ou não, buscando entender se existe um desejo de levá-lo consigo para o futuro.

ordem na casa com marie kondo 2.png

Marie visita famílias dos mais diversos tipos: famílias com filhos pequenos, uma senhora viúva que agora precisa aprender a viver sozinha, casais LGBT, famílias com animais de estimação e casais que estão esperando o primeiro filho. O mais bacana de assistir essas diferentes famílias organizando suas coisas é perceber que existem muitas diferenças entre as pessoas, mas que o apego sentimental é um denominador comum que muitas vezes nos faz acumular coisas de que não precisamos mais. Ainda assim, Marie Kondo respeita cada indivíduo, suas particularidades e decisões sobre o que vai e o que fica. Ela não julga nenhuma escolha, mas faz o seu melhor para guiar os envolvidos em uma análise sobre o que determinado item realmente significa para si.

ordem na casa com marie kondo 4.png

Obviamente, as dicas de arrumação são muito boas. É impossível não ficar com vontade de organizar a casa toda enquanto assiste (eu já arrumei meu guarda-roupa, que tá bem bonitinho rs). Marie dá algumas dicas maravilhosas que você fica “como não pensei nisso antes?”. Ela ensina a dobrar roupas, a organizar itens de cozinha, separar documentos, entre diversos outros itens. Claro, como a série é curta (somente 8 episódios de 30-40 minutos), acredito que grande parte das dicas de seus livros tenha ficado de fora. E sim, fiquei com vontade de ler suas obras também!

ordem na casa com marie kondo 3.png

Outro aspecto interessante da série é o choque cultural a qual somos apresentados por meio de Marie. Ela é japonesa, um povo bem diferente dos ocidentais em muitos aspectos. Marie tem uma relação bem espiritual com as casas que visita, com o processo KonMari, com os objetos que ficam e que são descartados e com o que tudo representa para as famílias que auxilia. A primeira coisa que ela faz antes de começar a arrumação, por exemplo, é “cumprimentar” a casa, conectando-se com a energia do lugar e visualizando o futuro dele. Para nós, ocidentais, isso pode soar um pouco estranho a princípio; mas com o passar dos episódios vai ficando mais natural, assim como o respeito pela diferença cultural cresce.

Ordem na Casa com Marie Kondo é uma série bem bacana, com cenas emocionantes, famílias diversas e muitas dicas úteis. Se você está buscando inspiração para seu próprio lar ou gosta de realities, recomendo que você dê uma chance. Aposto que vai achar a Marie uma fofa também! ❤

Título original: Tidying Up with Marie Kondo
Ano de lançamento: 2019
Criador: Marie Kondo
Elenco: Marie Kondo

Anúncios

Resenha: Desafiando as Estrelas – Claudia Gray

Oi gente, tudo bem?

A resenha de hoje é sobre Desafiando as Estrelas, um livro de ficção científica cheio de cenas de ação.

desafiando as estrelas claudia gray.pngGaranta o seu!

Sinopse: Noemi Vidal é uma soldado do planeta Gênesis, que um dia já foi uma colônia da Terra e hoje está em guerra por sua independência. Os humanos da Gênesis lutaram contra os exércitos de mecans, robôs humanoides terrestres, por décadas e o conflito não parece estar chegando ao fim. Depois de um ataque surpresa, Noemi acaba presa em uma nave abandonada, onde conhece Abel, o protótipo mecan mais sofisticado já feito. E ele deveria ser seu inimigo. Mas a programação de Abel o força a obedecer a Noemi como sua comandante, o que significa que ele tem que ajudar a salvar a Gênesis — mesmo que o plano dela para chegar à vitória implique a morte dele. Forçados a trabalhar juntos, os dois embarcam numa perigosíssima aventura pela galáxia e se veem obrigados a questionar tudo o que sempre tomaram como verdade absoluta.

Em um futuro muito distante, a Terra atingiu avanços tecnológicos memoráveis, criando inclusive andróides humanóides – chamados mecans, cujos modelos vão de B a Z – com as mais diversas funções: temos o modelo Tare, para a medicina, as Rainhas e os Charlies para a guerra, entre muitos outros. Porém, o avanço tecnológico também culminou na total destruição do meio ambiente, tornando o planeta incapaz de suportar a quantidade de seres humanos que nele vivia. Assim, a Terra conseguiu colonizar outros planetas no que agora é chamado de Loop, um sistema que envolve a própria Terra e seus mundos: Stronghold (onde se extrai ferro, minério e afins), Cray (um local árido, em que vivem as maiores mentes e cientistas oriundos da Terra), Kismet (uma espécie de destino paradisíaco, para onde vão os ricos e famosos de férias) e Gênesis (o planeta mais parecido com a própria Terra). Acontece que a Gênesis iniciou a chamada Guerra da Liberdade, de modo a ter independência da Terra, pois acredita que os terráqueos farão com eles o mesmo que fizeram com o próprio planeta: exploração e destruição.

O plot por si só já é extremamente interessante, com uma construção de universo riquíssima e cheia de detalhes a serem explorados. Isso fica ainda mais interessante quando conhecemos nossos dois protagonistas-narradores: Noemi Vidal, uma jovem de 17 anos e soldado da Gênesis, e Abel, o mecan mais avançado da galáxia e único exemplar do modelo A, criado pelo próprio Burton Mansfield (a mente por trás da invenção dos mecans). Os dois se reúnem da maneira mais improvável: Noemi vê sua melhor amiga se ferir em uma batalha inesperada e a conduz até uma nave aparentemente abandonada; o que ela não sabia é que Abel estava preso lá há 30 anos, após a fuga da tripulação e de seu criador. As coisas ficam ainda mais surpreendentes quando Abel é forçado por sua programação a obedecer a maior autoridade humana à bordo, tornando Noemi sua comandante. A jovem agarra essa chance e traça um plano envolvendo Abel e a destruição do Portão Gênesis, uma construção que une buracos de minhoca e permite viagens espaciais – inclusive dos mecans da Terra, que dizimam cada vez mais soldados da Gênesis. Para isso, os dois partem em uma missão que envolve explorar a galáxia em busca do objeto capaz de destruir o Portão.

É muito difícil falar sobre esse livro sem me aprofundar um pouco mais sobre o enredo, mas acredito que tenha conseguido contar tudo que vocês precisam saber para entender a trama. Apesar de parecer complexo, Desafiando as Estrelas vai apresentando os fatos de maneira gradual e facilmente compreensível. Com o passar dos capítulos, vamos aprendendo mais sobre a personalidade fechada e a baixa autoestima de Noemi, sobre sua relação com a melhor amiga, sobre sua conexão com o planeta natal, sobre a extensão do universo, bem como sobre a solidão sentida por Abel ao longo dos 30 anos presos na nave, sua maneira peculiar de funcionar, os aspectos orgânicos e cibernéticos que formam seu corpo, as novas conexões neurais que seu cérebro foi capaz de produzir nas últimas três décadas… Ou seja, nenhuma informação é jogada de modo brusco ao leitor, tornando fácil acreditar e assimilar esse novo mundo que Claudia Gray propõe.

resenha desafiando as estrelas.png

E como não amar a dinâmica de Noemi e Abel? Os dois começam a trama como inimigos declarados, tornam-se cúmplices e parceiros, desenvolvem uma amizade sólida e, por fim, sentimentos mais profundos florescem. Só que tudo isso ocorre de maneira gradual, após atitudes e situações que fazem com que tudo faça sentido. Abel inicialmente é compelido a ajudar Noemi devido à sua programação, mas ao conviver com ela percebe sua coragem, seu altruísmo e seu caráter. A jovem, por outro lado, pouco a pouco percebe que Abel está longe de ser somente uma máquina, mas sim um ser diferente de tudo que ela já viu, com pensamentos e opiniões próprias… com uma alma (e vamos separar um minuto para exaltar o fato da personagem ser latina? Já quero ver essa representatividade em um filme ou série!). O melhor de tudo é que cada um aflora no outro o melhor que eles podem ser: enquanto Noemi é a primeira a acreditar na alma de Abel, ele mostra a ela o quanto sua vida é valiosa e o quanto ela é importante. Mas, se eu tivesse que escolher um favorito, acho que ficaria com Abel. Os comentários práticos e diretos dele me divertiram demais (especialmente quando ele sugere prostituição como a solução óbvia para conseguirem dinheiro HAHAHA! Sério, essa cena é bem engraçada).

Outro aspecto muito bacana do livro é que ele nos mostra que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Conforme vai conhecendo outras realidades – e as dificuldades que os seres humanos passam em todos os planetas do Loop –, Noemi passa a questionar o quão correto é a Gênesis se fechar para os outros mundos. Ao conviver com pessoas diferentes, a jovem passa a abrir sua mente e entender que nada é preto no branco, e que suas crenças sobre os mundos do Loop eram deturpadas e sem proximidade com a realidade; isso fica nítido em sua relação com Abel. Se antes ela julgava os mecans seres descartáveis, somente objetos, o dia a dia com ele a faz perceber que muito do que ela acreditava não era correto. Perceber como a personagem se abre a novas experiências e permite que suas crenças sejam questionadas é algo interessante e saudável, afinal, nem sempre existe uma única verdade que sirva para todos. Agora, como crítica negativa, deixo somente a obviedade do plot twist, que eu já havia previsto muito tempo antes de acontecer.

Desafiando as Estrelas tem uma excelente construção de universo, uma narrativa muito envolvente e personagens excelentes (inclusive os secundários, que surgem enquanto Abel e Noemi exploram o universo). Eu até admito que demorei mais do que o normal para terminar essa leitura e, em alguns momentos, acabei ficando entediada ou com sono, mas atribuo isso ao fato de que o último mês foi muito exaustivo pra mim (por motivos pessoais e profissionais). Desafiando as Estrelas é uma obra excelente, que tem todos os elementos necessários para agradar a fãs de sci-fi ou, simplesmente, leitores que adoram histórias cheias de ação, novos mundos, personagens divertidos e ambientação bem desenvolvida. Recomendo! ❤

Título Original: Defy the Stars
Série: Constelação
Autor: Claudia Gray
Editora: Fantástica Rocco
Número de páginas: 387
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

Dica de Série: The Handmaid’s Tale

Oi pessoal, tudo bem?

Agora que The Handmaid’s Tale chegou à TV aberta, acho que é uma ótima oportunidade de falar novamente sobre essa trama tão poderosa, dolorida e necessária – agora no formato de série.

the handmaids tale

Sinopse: Baseado na obra de Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale conta a história na distopia de Gilead, uma sociedade totalitária que foi anteriormente parte dos Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governada por um fundamentalismo religioso que trata as mulheres como propriedade do Estado. Como uma das poucas mulheres férteis restantes, Offred é uma serva na casa do Comandante, sendo parte de uma das castas de mulheres forçadas à servidão sexual como uma última tentativa desesperada para repovoar um mundo devastado. Nesta sociedade aterrorizante onde uma palavra errada pode acabar com sua vida, Offred vive entre Comandantes, as suas mulheres cruéis e seus servos – onde qualquer um poderia ser um espião para Gilead – tudo com um único objetivo: sobreviver e encontrar a filha que foi tirada dela.

The Handmaid’s Tale é baseada no livro O Conto da Aia, sobre o qual já falei aqui no blog. A história segue basicamente a mesma premissa e se desenvolve de maneira muito fiel ao que é descrito no livro: em um futuro distópico, uma ditadura religiosa retirou os direitos civis das mulheres nos Estados Unidos (agora República de Gilead), determinando suas funções na sociedade em um modelo de castas. Há as Marthas (mulheres dedicadas ao serviço doméstico), as Tias (que educam as Aias), as Esposas (casadas com os Comandantes, membros do alto escalão militar dessa nova sociedade religiosa) e, por fim, as Aias (mulheres férteis responsáveis pela reprodução). Nossa protagonista é Offred, uma mulher que teve seu marido e filha arrancados de si e agora serve ao lar de seu Comandante como uma Aia. Com o passar dos episódios, Offred vai nos contando como tudo aconteceu e como é a vida nesse novo modelo de existência.

the handmaids tale 2.png

Porém, diferentemente do livro, aqui temos uma visão bem mais ampla sobre o que ocorre em Gilead. Além do ponto de vista de Offred, também vislumbramos o papel da Esposa do Comandante no golpe, e a angústia que ela sente por ser deixada de lado pelo novo sistema que ajudou a construir. É um paradoxo muito interessante este: ela, a mulher por trás do ideal de Gilead, vê-se praticamente na mesma posição que as mulheres que ela ajudou a oprimir; ou seja, descartada e sem voz. Além disso, na série também temos acesso a mais cenas do passado de Offred com sua família, suas tentativas de fuga e até mesmo sobre o que aconteceu com seu marido, Luke.

the handmaids tale 4

Offred é a personagem que mais muda do livro para a série, mas não de maneira negativa. Na produção audiovisual, ela tem um nome e faz questão de relembrá-lo: June. Mais irônica, sarcástica e afrontosa que sua contraparte literária, a June da série é alguém que causa ainda mais empatia e simpatia no espectador. No livro me entristecia ver a apatia de Offred, que só conseguia transgredir em atitudes muito pequenas. Na série, contudo, June é mais ativa e revoltada, ao mesmo tempo que transmite toda a dor e a emoção que permeiam sua nova existência. Elizabeth Moss, que a interpreta, faz um trabalho fenomenal nesse sentido, pois apenas com o olhar ela consegue passar os mais diversos sentimentos vividos por sua personagem. Mas ela não é a única a realizar um excelente trabalho; as atuações de modo geral são primorosas e causam as mais diversas reações: pena, asco, revolta, tristeza, desprezo.

the handmaids tale.png

De certo modo, achei mais difícil assistir The Handmaid’s Tale do que ler O Conto da Aia. Se no livro Offred rememora tudo que lhe aconteceu de maneira mais linear e apática, em The Handmaid’s Tale somos obrigados a assistir todas as torturas e abusos sofridos pelas mulheres de Gilead. A primeira cena do primeiro episódio já me levou às lágrimas e, devo dizer, praticamente todos os episódios da primeira temporada o fizeram. A cada nova cena que surgia na tela, a cada nova violência a qual as mulheres eram submetidas, era um novo soco no estômago. Por outro lado, diferentemente do livro, existem cenas de MUITO girl power e empoderamento feminino. Há momentos de subversão tão poderosos – ainda que relativamente simples – que é impossível não ficar com cada pelo do corpo arrepiado. Somado a isto está uma fotografia de qualidade impecável, que abusa dos tons pálidos para reforçar ainda mais o destaque e o incômodo causados pelo vermelho das vestes das Aias.

the handmaids tale 3.png

The Handmaid’s Tale é, assim como O Conto da Aia, uma obra necessária. Em tempos como os nossos, em que o fundamentalismo religioso se faz presente em diversas esferas do governo, é ainda mais necessário que a gente mantenha os olhos abertos. O retrocesso é muito mais fácil de acontecer do que pensamos, e manter nossos direitos é uma luta constante que jamais pode esmorecer. A série traz reflexões sobre o direito aos nossos próprios corpos, sobre a velocidade com que o retrocesso ganha espaço e sobre como precisamos nos unir enquanto mulheres. Todo mundo deveria assistir The Handmaid’s Tale. E cuidado: Gilead pode estar na esquina.

Título original: The Handmaid’s Tale
Ano de lançamento: 2017
Criador: Bruce Miller
Elenco: Elisabeth Moss, Yvonne Strzechowski, Joseph Fiennes, Alexis Bledel, Samira Wiley, Ann Dowd, Madeline Brewer, Max Minghella, O. T. Fagbenle

Lista #7: Minhas séries de comédia favoritas

Oi gente, como estão?

Vocês sabem que eu sou aloka das séries, né? E, apesar de já ter feito review de várias delas aqui no blog, percebi que ainda não tinha organizado em uma lista as minhas favoritas. Por isso, no post de hoje resolvi contar pra vocês quais são as minhas séries preferidas, começando por um dos estilos que mais gosto: comédia! ❤

#1 Friends

friends (2).png

Friends é a minha série favorita da vida! Eu tenho até uma tatuagem homenageando essa sitcom que foi e é tão importante pra mim. Em momentos bem complicados da minha vida eu encontrei consolo nos seis amigos que dividiam as alegrias e as agruras do dia a dia em um café charmoso e aconchegante de Nova York. ❤ Até hoje, quando estou passando por algum momento mais tenso ou estressante, recorro a Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Joey e Ross. E sempre funciona!

#2 One Day at a Time

one day at a timeReview

Minha segunda série de comédia favorita é essa sitcom MARAVILHOSA que todo mundo deveria conhecer. One Day at a Time acompanha uma família de origem cubana vivendo nos Estados Unidos e é repleta de humor, piadas conscientes, responsabilidade e carisma. Nunca vi uma série que abordasse tão bem questões psicológicas como depressão e ansiedade, além de trazer críticas sociais e temas fortes como alcoolismo, drogas e homossexualidade de maneira natural e responsável. One Day at a Time é uma série necessária, que sabe fazer humor sem ofender e ainda conscientizar sem forçar a barra. É muito amor envolvido! ❤

#3 Brooklyn Nine-Nine

brooklyn nine-nine (3)Review

Mais um exemplo de série que sabe fazer humor sem precisar pisar ou debochar de ninguém. Brooklyn Nine-Nine (ou B99, para os íntimos) fala sobre racismo, homofobia, machismo, empoderamento feminino e muito mais, enquanto acompanha os casos investigados pelos detetives da 99ª delegacia do Brooklyn. Apesar do grande número de personagens masculinos, vai totalmente contra os conceitos de masculinidade tóxica, e as personagens femininas são diversas e badass, cada uma à sua maneira.

#4 Mom

mom.png

Essa série foi uma grata surpresa. Nunca tinha ouvido falar nela mas, um dia, zapeando pela tv a cabo, meu namorado e eu vimos parte de um episódio (que achamos muito engraçado). Começamos a assistir do início e foi amor instantâneo! Trazendo como tema principal o alcoolismo – pois a série acompanha uma relação disfuncional entre mãe e filha, ambas ex-alcoólatras que frequentam o AA) –, Mom tem ótimos personagens, diálogos e cenas de humor. Entretanto, assim como em um momento você está rindo, no próximo você está chorando, pois a série é capaz de trabalhar um tema forte (o vício) de maneira muito tocante e real.

#5 Modern Family

modern family 3Review

Apesar de ter perdido um pouco do fôlego nas temporadas mais recentes (talvez da 5ª ou 6ª em diante), Modern Family ainda ocupa um lugar muito especial no meu coração. A série acompanha uma família muito diversa, cujos pilares são um patriarca bem tradicional, Jay (casado com uma mulher mais jovem, Gloria, que tem um filho do casamento anterior) e seus dois filhos, Claire (uma mulher forte e determinada, mãe de três filhos e casada com o doce Phil) e Mitchell (que é assumidamente gay e casado com Cam). O forte de Modern Family é justamente acompanhar as tensões, reconciliações e os momentos fraternos dessa família tão diversa. E é claro que não faltam boas cenas de comédia e personagens muito engraçados, com destaque para Phil e Gloria.

#6 Grace and Frankie

grace and frankieReview

Como não amar essa dupla? Grace and Frankie tem um plot ótimo: duas mulheres na terceira idade descobrem que seus maridos são gays e pretendem pedir o divórcio para se casar. De modo improvável, as duas acabam morando juntas e, pouco a pouco, vão aprendendo com as diferenças entre elas. A amizade de Grace e Frankie é admirável e vai se construindo aos poucos, até porque as duas têm personalidades opostas. Além disso, a série faz muito bem em trazer a terceira idade como pilar, pois dá voz a essa parcela da população e mostra que essa fase da vida pode ser muito mais interessante do que a gente julga.

Menções honrosas: The Good Place é outra série sensacional e nonsense que me faz rir MUITO. Adoro a temática e acho o plot twist da primeira season finale SENSACIONAL. Além dela, a criança que eu fui ficaria profundamente magoada se eu não citasse as primeiras séries que fizeram parte da minha vida, me aproximando desse tipo de produção: Eu, a Patroa e as Crianças, Um Maluco no Pedaço e Todo Mundo Odeia o Chris. ❤

Já conferiram alguma das séries da lista, pessoal? Gostam de alguma?
Me contem nos comentários quais são as favoritas de vocês! ❤

Beijos e até o próximo post.

Tatuagens geeks #5

Oi gente, tudo bem?

Quem me acompanha há mais tempo aqui no blog sabe que adoro tatuagens, especialmente se a temática for literária ou geek. ❤ E, como faz tempo que não trago referências assim, resolvi fazer mais um post com tattoos geeks pra vocês. Quem sabe não surge uma inspiração? 😉

sem rosto tattoo

Sem Rosto, de A Viagem de Chihiro, por @livianunestattoo.

ohana tattoo.png

Ohana quer dizer família. ❤ Stitch, por @anaboueri.tattoo.

pelucio tattoo

Um Pelúcio fofinho pra alegrar o dia! Por @vitalmonteirotattoo.

livros tattoo

Uma bela homenagem aos livros, por @mychelaink.

luz de earendil

Luz de Eärendil que fiz no braço, para homenagear meu personagem favorito de O Senhor dos Anéis: o Sam! ❤ Por @monkey.drawing.

Curtiram as tattoos, pessoal? Fariam alguma delas? 😉
Beijos e até o próximo post! ❤

Resenha: Aenir – Garth Nix

Oi povo, tudo bem?

Seguindo as resenhas da série A Sétima Torre, fiz a releitura do terceiro volume, Aenir. Spoiler alert: que experiência ótima! ❤

resenha aenir garth nix

Sinopse: O mundo de sonhos de Aenir não é um lugar seguro. Um passo em falso pode levar ao perigo, a ciladas ou… à morte. Tal e Milla precisam encontrar seu caminho através dessa paisagem enganosa. Estão procurando o Códex, um estranho objeto mágico que decidirá o destino de seus mundos. Muitas criaturas se interpõem em seu caminho – desde os Pastores de Tempestades, feitos de nuvens, e do enxame de Vêsboras até uma figura horripilante chamada Rudbrut. Tal e Milla não podem ir embora de Aenir sem o Códex. Mas encontrá-lo é muito mais perigoso do que poderiam imaginar…

Aenir começa logo após o final de O Castelo. Tal, o Escolhido, e Milla, a Garota-do-Gelo, conseguiram fazer a passagem a Aenir, o Reino dos Espíritos. O problema é que, logo de cara, eles são atacados por duas criaturas ameaçadoras, conhecidos como Pastores de Tempestades. A contragosto, Tal acaba selando um pacto com eles, tornando-os Espíritos-Sombra dos dois garotos. Porém, essa atitude impensada causa uma ruptura em sua frágil amizade com a jovem, o que os leva à separação; afinal, os Homens-do-Gelo valorizam as sombras naturais e têm aversão pelos Espíritos-Sombra.

Depois que Tal e Milla partem em jornadas diferentes, o leitor tem a oportunidade de conhecer ambos com mais profundidade. Tal está incomodado por ter tomado para si um Espírito-Sombra que ele julga pouco imponente; Milla sente-se desonrada e acredita que seu sonho de virar uma Donzela Guerreira terminou. A busca pelo Códex dos Escolhidos, missão que os levou a Aenir, é cheia de percalços – que ficam ainda mais desafiadores por estarem separados.

O crescimento dos protagonistas é palpável nesse volume. Apesar de muito jovens, Tal e Milla carregam uma grande responsabilidade. Para o garoto, a missão envolve proteger sua família e descobrir o que aconteceu com seu pai; para a garota, conseguir uma Pedra-do-Sol significa salvar seu clã e provar seu valor como guerreira. Durante seu tempo em Aenir, Tal e Milla enfrentam diversos inimigos e criaturas ameaçadoras, o que só se torna possível com a ajuda dos Pastores de Tempestades.

aenir garth nix.png

Aliás, que adição carismática a desses dois! Adras e Odris são irmãos com personalidades distintas: Adras é “macho”, muito forte, mas completamente burro; Odris é fêmea, tem um tamanho menor, mas é muito inteligente. De certa forma, eles são complementares a Tal e Milla. Enquanto o jovem “letrado e culto” conseguiu um Espírito-Sombra de inteligência abaixo da média, a “bruta e rude” Milla ficou com uma Espírito-Sombra gentil e racional. Essas relações acabam auxiliando os protagonistas em seu crescimento pessoal, por terem que lidar com diferenças tão gritantes de modo tão próximo.

Aenir é um mundo à parte, com criaturas totalmente novas e muita magia. Novamente preciso elogiar a construção de universo feita por Garth Nix, que nos apresenta a uma fantasia infantojuvenil muito original e diversificada. Os mistérios – que envolvem o sumiço do pai de Tal, as diferentes visões que Escolhidos e Homens-do-Gelo têm das sombras e, é claro, as intenções do Mestre-das-Sombras Sushin – permanecem nesse volume, que tem um desfecho cheio de ação. Além disso, nesse volume percebemos ainda mais semelhanças entre o povo dos Escolhidos e o povo dos Homens-do-Gelo, o que inclui antepassados em comum. Espero que em breve mais respostas sejam dadas (já que, a partir daqui, as leituras serão inéditas pra mim, já que nunca concluí a série).

Eu adorei reler Aenir e fiquei, novamente, encantada com o universo de A Sétima Torre. Foi uma leitura muito prazerosa e envolvente, com aquela narrativa fluida típica de livros infantojuvenis – mas sem se tornar superficial ou boba. Se você gosta de universos fantásticos criativos, vale muito a pena dar uma chance a essa série. 😉 Recomendo muito!

Título Original: Aenir
Série: A Sétima Torre
Autor: Garth Nix
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 240

TAG: A Bela e a Fera

Oi gente, tudo bem?

Depois de ver no blog da Leslie (Apenas Leite e Pimenta) a TAG A Bela e a Fera, quis correr e trazê-la aqui pro blog também! ❤ Um dos meus filmes favoritos + livros? Combinação de sucesso. 😍 Espero que gostem! o/

Bela: um livro com uma capa e uma história bonita.

por lugares incriveis jennifer nivenResenha | Compre aqui

Talvez vocês já estejam cansados de eu falar nesse livro, mas lá vou eu de novo: Por Lugares Incríveis! Essa capa é demais e se conecta totalmente à história – que é igualmente linda e emocionante. Acho que nunca vou superar essa obra. 😂

Fera: um livro com uma capa feia, mas uma história legal.

uma noiva para winterborne lisa kleypasResenha | Compre aqui

Uma Noiva Para Winterborne, sem dúvidas. O livro é ótimo, mas a capa… Só consigo imaginar uma assombração olhando pra casa onde morreu HAHAHA!

Lumière: um livro que acendeu algo dentro de você.

1984Compre aqui

1984 foi uma leitura que eu fiz ainda no Ensino Médio, mas que mexe comigo até hoje. O livro tem uma história tensa, pesada e cruel, mas te obriga a refletir sobre tiranias do governo e sobre a hipocrisia política.

Horloge: um livro que você devorou sem sentir o tempo passar.

clube da luta feministaResenha | Compre aqui

Clube da Luta Feminista, uma leitura importante, necessária e, ao mesmo tempo, leve. Amei a narrativa da Jessica Bennett e, obviamente, tenho muito interesse no assunto, então foi uma experiência muito prazerosa.

Maurice: o livro mais velho da sua estante.

rita skeeter harry potter e o calice de fogoCompre aqui

Bah, gente, difícil essa. Provavelmente Harry Potter e o Cálice de Fogo, que foi o primeiro livro da série que eu ganhei de presente (pois já tinha lido os anteriores graças à biblioteca da escola ❤).

Madame Samovar: um livro que te faz sentir aconchego.

capa para todos os garotos que ja ameiResenha | Compre aqui

A trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei, com seu tom doce e delicado, é muito boa em causar esse sentimento.

Zip: um livro narrado por criança.

alice no pais das maravilhasCompre aqui

Não lembro se Alice no País das Maravilhas é narrado pela Alice (li faz trocentos anos), mas foi o único que passou pela minha mente.

Gaston: um livro com uma capa bonita, mas o conteúdo não é tão bom.

meu erro cinthia freireResenha | Compre aqui

Meu Erro tem uma capa bonita, que chama a atenção, mas eu não consegui gostar de nenhum aspecto da história (muito menos do romance). 😦

Um livro que se passa na França.

Essa categoria vou ter que deixar em branco, não me recordo de ter lido nenhum livro ambientado por lá.

Um livro que você está ansiosa para ser lançado.

wildcard marie lu

A continuação de Warcross e o próximo livro da série Cormoran Strike! 😍

Curtiram a TAG, pessoal? Fiquem à vontade para fazer também! ❤
Aproveito para convidar as meninas do Uma Amiga Indicou para respondê-la: Caverna Literária, A Colecionadora de Histórias, Interrupted Dreamer e Estante da Ale.

Beijos e até o próximo post. 😘