Dica de Série: Mindhunter

Oi, pessoal. Tudo bem?

Hoje trago pra vocês minhas impressões sobre uma das séries mais recentes (e interessantes) da Netflix: Mindhunter!

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Sinopse: Baseada no livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit, a série se passa em 1977 e gira em torno de dois agentes do FBI, interpretados por Jonathan Groff e Holt McCallany, que entrevistam assassinos em série presos para tentar resolver casos em andamento.

Como a sinopse já menciona, Mindhunter conta a história de dois agentes do FBI que passam a entrevistar serial killers presos para entender um pouco mais sobre eles: como eles pensam, o que os motiva, o que aconteceu em seu passado, etc. Holden Ford, o protagonista, é um jovem agente muito idealista, que trabalhava como negociador em casos de sequestro. Insatisfeito e incompreendido por seus métodos, ele é transferido e passa a ser assistente de Bill Tench, um agente veterano responsável pela escola móvel, um programa do FBI que viaja por todo o país para capacitar policiais e ensinar algumas técnicas da instituição. Nessas viagens, Holden e Bill passam a entrevistar também alguns presos – chamados inicialmente de “assassinos sequenciais” – para compreender o aspecto psicológico que os envolve e tentar detectar esses mesmos sinais em outros possíveis criminosos ou casos em aberto. Após muita dificuldade e burocracia, os dois passam a representar a Unidade de Ciência Comportamental do FBI e ganham uma aliada: a Dra. Wendy Carr, uma psicóloga e pesquisadora que vê grande potencial no projeto.

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Mindhunter, que foi produzida por David Fincher e Charlize Theron, tem a cara do diretor: o clima é tenso, os diálogos são inteligentes e a história vai se desenrolando aos poucos, enquanto aprofunda cada aspecto da narrativa e dos personagens. Mesmo uma cena inocente (como aquela em que Wendy alimenta um gato que vive escondido na lavanderia) traz uma tensão e uma urgência palpáveis, deixando o espectador desconfiado e acreditando que a qualquer momento algo horrível irá acontecer. Mas Mindhunter não é focada em plot twists e em cenas de ação. O grande atrativo da série está em seus personagens.

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A dinâmica entre Holden e Bill é muito interessante. Eles começam a série como pupilo e professor mas, aos poucos, Holden vai criando mais confiança em si mesmo e em seus métodos – aproximando-se muito de seus próprios objetos de estudo. Desde o início, o personagem demonstra seu lado egocêntrico, que vai ficando mais evidente conforme ele adentra o mundo (e a mente) dos serial killers. Bill, por outro lado, seria aquele estereótipo do agente durão, mas que tem mais jogo de cintura para lidar com a burocracia do FBI. Ao longo dos episódios, o espectador se depara com a fragilidade do personagem, que tem uma situação complicada e questões mal resolvidas na família (especialmente por não saber lidar com um filho autista).

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Temos também duas mulheres importantes na trama: a Dra. Wendy é uma acadêmica cética e centrada, que tenta  (muitas vezes em vão) manter o estudo com os assassinos dentro de parâmetros acadêmicos, para que os dados sejam válidos em termos de pesquisa. Ela sugere questionários e metodologias, mas Holden é resistente e prefere ser metido seguir seus instintos. A outra mulher é a namorada de Holden, Debbie. Estudante de Sociologia, a moça tem uma visão bem diferente de Holden e, no início da série, acaba sendo uma influência que flexibiliza o namorado. Com o passar dos episódios, contudo, Holden fica cada vez mais autocentrado e a relação dos dois enfrenta diversas tensões. Afinal, Holden lida todos os dias com assassinos que – em sua maioria – subjugam, humilham, estupram e assassinam mulheres (pelas mais diversas motivações). Seria praticamente impossível sair imune desse tipo de proximidade, e Holden sente as consequências de seu trabalho na pele.

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Outro aspecto muito bacana é ver os desafios que a equipe precisa enfrentar para se fazer ouvir. Se hoje o termo serial killer já existe e é encarado com seriedade, naquela época esse conceito nem existia. Nos anos 70, as autoridades só se importavam com capturar os criminosos e condená-los à pena de morte, por isso foi extremamente complicado para a Unidade de Ciência Comportamental encontrar seu espaço nesse contexto. Tanto o FBI quanto os policiais tinham resistência de acreditar e até mesmo aceitar o trabalho que eles faziam com as entrevistas, mapeamento e catalogação de comportamentos dos criminosos. Mas, aos poucos, as pessoas passam a enxergar a importância desse estudo quando eles passam a dar frutos e a equipe auxilia em alguns casos de difícil resolução pelo país.

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Mindhunter é uma série extremamente interessante e envolvente, que disseca não apenas o comportamento dos serial killers, mas de seus próprios protagonistas. Com episódios instigantes – ainda que focados no diálogo –, atuações sensacionais, fotografia que nos leva direto aos anos 70 e trilha sonora cheia de clássicos, é uma experiência obrigatória pra quem gosta do tema. Recomendo muito!

Título original: Mindhunter
Ano de lançamento: 2017
Criador: Joe Penhall
Elenco: Jonathan Gorff, Holt McCallany, Anna Torv, Hannah Gross, Cotter Smith

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Resenha: Segredos de Uma Noite de Verão – Lisa Kleypas

Oi pessoal, tudo certo?

Apesar da popularidade na blogosfera, eu nunca tinha lido nenhum romance de época. Para iniciar minha experiência nesse gênero literário, escolhi a série As Quatro Estações do Amor, da Lisa Kleypas, e hoje trago minhas impressões sobre o primeiro volume, Segredos de Uma Noite de Verão!

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Sinopse: Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz. As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon… e descobre que o amor é um jogo perigoso.

Eu realmente não vejo necessidade de explicar mais aspectos do enredo além do que diz a sinopse, que já é bem completa. Por esse motivo, vou passar direto às minhas impressões. Eu já esperava um clichê em Segredos de Uma Noite de Verão e, de fato, o livro é um tanto previsível. Contudo, isso não me incomodou porque, desde que sejam bem construídos, não me importo com clichês. O meu problema durante a leitura foi com a própria Annabelle: mesmo estando em uma situação difícil, a personagem tem um ar soberbo bastante irritante. Entendo que a criação da moça fez com que ela sonhasse com uma vida de nobreza em meio à alta sociedade, mas eu não consigo gostar desse tipo de personagem, que julga os outros por status ou aparências. Contudo, o lado positivo de Annabelle é que a moça é gentil e verdadeiramente preocupada não só com o próprio bem-estar, mas com o da sua família também. Simon Hunt, por outro lado, foi um personagem muito mais interessante. Assim como Annabelle, o leitor vai conhecendo Simon aos poucos, e percebendo nuances dele que a princípio não ficam claras: ele é um homem justo, determinado e muito inteligente. Porém, até que essas camadas do personagem sejam demonstradas, o leitor tem que aguentar muita teimosia e arrogância por parte do casal.

Sim, em diversos momentos fiquei com borboletas no estômago quando Annabelle e Simon estavam juntos. As cenas picantes do livro são realmente muito boas (ainda mais se comparadas às de 50 Tons de Cinza, minha última experiência com livros de teor erótico) mas, mais para o final, acabaram caindo na repetição e perdendo a graça. Eu acho que preferi muito mais o clima de gato e rato que permeava o relacionamento dos dois no início da obra, que foi mudando gradualmente conforme Annabelle baixava a guarda e conhecia um outro lado de Hunt.

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Quem realmente ganhou meu coração nesse volume foram as três outras solteironas, especialmente Lillian e Daisy. ❤ As irmãs americanas não têm problemas financeiros, mas não estão acostumadas à toda pompa britânica. Isso faz com que elas sejam muito diferentes do que a sociedade londrina espera delas (e de um jeito muito engraçado)! Evie, a terceira solteirona, é um doce, sendo uma personagem delicada, confiável e fácil de se afeiçoar.

Um aspecto importante – e um dos pontos altos do livro – foi a ambientação histórica. O enredo se passa durante o declínio da nobreza, que se vê cada vez mais endividada, tentando levar um estilo de vida que não condiz com as mudanças na economia. Por outro lado, temos comerciantes sendo cada vez mais ricos e bem-sucedidos, crescendo em termos de importância – mas com o valor social ainda posto em xeque por quem vive nos antigos moldes (como faz a própria Annabelle ao julgar Simon por seu ofício). O interessante nesse contexto é que a protagonista, aos poucos, começa a perceber que sua idealização de vida perfeita está cada vez mais ultrapassada, e que o futuro já está chegando (com suas rodovias, suas máquinas a vapor e com o progresso oriundo dessas inovações).

Segredos de Uma Noite de Verão foi uma experiência satisfatória, apesar de não ter sido inesquecível. Gostei da ambientação e até mesmo dos clichês, mas Annabelle não me cativou. Eu recomendo esse livro mais para quem já gosta das obras da Lisa Kleypas ou para quem já é fã de romances de época, mas acho válido que o leitor não crie grandes expectativas em relação à obra.

Título Original: Secrets of a Summer Night
Série: As Quatro Estações do Amor
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288

Dica de Série: Modern Family

Oi, gente! Tudo certo?

Para o post de hoje, decidi aproveitar a estreia recente da 9º temporada para falar um pouquinho sobre uma (das inúmeras) séries que eu assisti esse ano, uma comédia que ganhou meu coração: Modern Family!

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Sinopse: A série de comédia é filmada no estilo de documentário e mostra a vida da família Pritchett. O pai, Jay, é um homem bem sucedido nos negócios e casou-se recentemente com uma bela colombiana, Gloria, que vem morar nos EUA junto com seu filho pré-adolescente, Manny. A filha mais velha de Jay, Claire, tem seus próprios “bebezões” para cuidar: o que inclui um marido, que sempre tenta fazer o papel de “pai legal”; uma adolescente que está começando a dar dor cabeça para a família; e o filho mais novo, que sempre tem atitudes bizarras. Talvez a mais adulta da casa seja a filha do meio, que tenta manter um ar de intelectual. O seriado acompanha também a vida do casal gay Mitchell, filho de Jay, e Cameron, que recentemente adotaram uma bebê vietnamita.

Modern Family tem um formato curioso: é como se o espectador estivesse acompanhando a gravação de um documentário sobre os personagens, que frequentemente dão seus depoimentos sobre determinadas situações. Na série, acompanhamos a rotina de três famílias (que são parentes): os Pritchett (formados pelo patriarca, Jay, sua nova esposa Gloria, e o filho dela, Manny), os Dunphy (formados pela filha de Jay, Claire, por Phil e pelos três filhos do casal: Haley, Alex e Luke) e o casal Mitchell Pritchett (filho de Jay, irmão de Claire) e Cameron Turner, que acaba de adotar uma menina vietnamita, Lily. A série nos mostra o dia a dia dessas pessoas e suas interações uns com os outros, o que proporciona cenas muito engraçadas e também reflexões sobre amor, amizade e, é claro, família.

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Como em toda família, existem tensões e questões mal resolvidas. Claire, a filha de Jay, tem certa relutância em aceitar a nova esposa do pai, uma mulher muito mais jovem do que ele; para Jay, é complicado aceitar a sexualidade do filho e seu casamento com outro homem; para Mitchell, não atender às expectativas do pai é fonte de frustração, e por aí vai. Apesar de Jay e seus filhos serem o fio condutor e núcleo da narrativa, os seus parceiros têm tanta importância quanto eles na trama. Phil Dunphy, por exemplo, é meu personagem favorito! ❤ Ele é engraçado de um jeito muito inocente e nonsense. Gloria também é ótima: uma latina com sangue quente que adora falar alto (impossível não rir quando ela grita “JAAAY!” pela casa). As crianças também têm uma dinâmica muito divertida, especialmente Luke e Manny, que são opostos um do outro: enquanto o primeiro é… hmmm… dono de uma inteligência peculiar HAHAHA, Manny é um gentleman que parece ter muito mais idade do que aparenta.

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O que eu mais gosto em Modern Family é que a série não tem um enredo mirabolante. O gostoso mesmo é acompanhar o dia a dia (e as maluquices, é claro) dessas famílias, suas relações, seus conflitos e seu amadurecimento. Existem vários episódios com lições importantes sobre compreensão, empatia, perdão e sobre valorizar o que realmente importa na vida: o amor e a convivência com quem nos é querido. ❤ Tudo isso em meio a MUITAS gargalhadas! Sério, Modern Family é uma das séries de comédia que mais me faz rir. Além disso, a série lida com muita naturalidade várias questões, como homossexualidade (a relação de Mitchell e Cam é como qualquer outra, exatamente como deveria ser!), e também com a diferença de idade entre Jay e Gloria.

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Infelizmente, a série tem perdido o fôlego nas últimas temporadas. Acredito que ela esteja se arrastando um pouco além do necessário e, com isso, vem repetindo alguns plots e perdendo um pouco do brilho que tinha no início (o que fica bastante claro nas crianças, que cresceram e perderam não só a graça, como também desenvolvimento). Sigo como uma fã fiel e acompanho cada episódio, mas confesso que já estou na torcida para um desfecho digno para essa série que fala sobre relações familiares de maneira tão doce e engraçada. Apesar dessas ressalvas, eu recomendo DEMAIS Modern Family!Em seu humor singelo e em suas situações cotidianas, é uma série que conquista e conforta ao mesmo tempo em que te arranca gargalhadas. Vale a pena! 😉

Título original: Modern Family
Ano de lançamento: 2009
Criadores: Christopher Lloyd, Steven Levitan
Elenco: Ed O’Neill, Sofía Vergara, Julie Bowen, Ty Burrell, Jesse Tyler Ferguson, Eric Stonestreet, Sarah Hyland, Ariel Winter, Nolan Gould, Rico Rodriguez

Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca – Rupi Kaur

Oi pessoal. Tudo certo?

Um livro que vem sendo muito comentado é Outros Jeitos de Usar a Boca, da poetisa Rupi Kaur. Vi algumas poesias rolando no Facebook, fiquei curiosa e resolvi conferir a obra, que hoje eu resenho pra vocês. 😉

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Sinopse: ‘outros jeitos de usar a boca’ é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

Eu já comentei por aqui que não sou fã de poesias mas, de vez em quando, acabo gostando de uma ou outra. Porém, o teor feminista da obra de Rupi Kaur me deixou com vontade de conhecer o livro e acabei lendo ele todo de uma vez – já que são poemas curtinhos, em sua maioria. Eles são divididos em quatro categorias: a dor, o amor, a ruptura e a cura. Sim, tudo escrito com letras minúsculas, bem como todas as poesias do livro – o que acredito ser o estilo de escrita da autora.

Em a dor, a autora aborda aspectos difíceis do “ser mulher”. Alguns temas abordados são a violência doméstica, o abuso sexual, as relações complicadas entre pais e filhas, o teor abusivo e violento de alguns discursos dentro de relações diversas (familiares e amorosas), a falta de autoconfiança e autoestima, entre outros. Mas os poemas mais marcantes, ao meu ver, foram os que abordavam violência sexual. Enquanto lia os trechos que falavam sobre esse tema, a empatia e a experiência de ser mulher e viver com medo todos os dias falaram mais forte e eu me senti incomodada – o que, acredito, seja um dos objetivos desses poemas.

Em o amor, Rupi Kaur escreve sobre as delícias de estar apaixonado, sobre a satisfação causada pelo sexo consensual e preocupado com a satisfação feminina, sobre se sentir segura nos braços de alguém que cuida de você, que te compreende e que te apoia. São poemas com uma carga erótica bem presente, mas que também englobam outros aspectos como companheirismo e confiança.

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Em a ruptura, a autora parte para o próximo passo da narrativa. Após sofrer com relações abusivas e finalmente encontrar uma relação saudável, na terceira parte da história ela discorre sobre o fim de um relacionamento. Os poemas transbordam emoção, além de mostrar o lado “feio” de um fim de relacionamento: a frieza, o afastamento, as brigas, o esforço em manter algo que já não tem mais sentido apenas por orgulho… Aqui, o tom das poesias é triste e melancólico.

Por fim, temos a cura. Para fechar o ciclo, a poetisa aborda seu renascimento, além de trazer poemas cheios de amor próprio e sororidade. Ela também traz com orgulho sua herança cultural nesse quarto “bloco”, além de celebrar as mulheres em suas mais variadas formas. A cada página virada, um sentimento de empoderamento ia tomando conta de mim, sendo este meu momento preferido do livro. Aliás, meu poema favorito (que ilustra o post) faz parte dele. ❤

Não vou mentir pra vocês: não gostei de vários poemas. Vários mesmo. Eu ia lendo sem interesse esses trechos que eu não curtia tanto e passando para a próxima página, mas isso não desmerece o conteúdo como um todo. Outros Jeitos de Usar a Boca constrói uma narrativa por meio da poesia e traz temas MUITO importantes e pertinentes, principalmente por abordar a violência contra a mulher, as opressões estruturais que sofremos, o foco no nosso prazer sexual e, principalmente, na nossa capacidade de cura e de fortalecimento – sozinhas enquanto indivíduos e unidas enquanto mulheres. E, por mais que eu não seja uma grande fã de poesia, essa leitura foi extremamente válida justamente por me fazer sentir representada. E, por isso, eu recomendo a todos, mesmo que você (assim como eu) não seja um grande fã do estilo. Vale a pena dar uma chance. 🙂

Título Original: Milk and Honey
Autor: Rupi Kaur
Editora: Planeta
Número de páginas: 208

Resenha: O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome – N. S. Moraes

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje trago pra vocês a resenha de O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome, da autora parceira N. S. Moraes. Pra facilitar, vou chamá-lo apenas de O Saotur, certo? 😉

O Saotur - Natalia Smirnova Moraes - Livro 1

Sinopse: Depois de se aventurar pelo mundo em um navio de saqueadores e criminosos, Constantin Teller é levado por um trágico naufrágio à terras das quais o mundo nunca ouviu falar. Terras guardadas por escudos de Menelau como se fossem o maior dos segredos. O forasteiro é resgatado por Lyhty Morken Fin, uma jovem que chama a atenção pelo olhar de cor púrpura e vitalidade contagiante, e que torna-se uma amiga para a qual ele confessa uma vida de crimes e promiscuidade. Aspirante a escritor, Constantin deseja espiar seus crimes quando é levado até a capital onde passa a morar. Mas nem tudo está em paz nessas terras estranhas e a aparição do forasteiro apenas esquenta ainda mais os ânimos de um povo dividido, de uma raça oprimida e de um castelo envolto em mistérios. Um confronto entre o povo das águas e o reino já é inevitável. Aventuras, segredos, traições, orgulho e amores proibidos são apenas algumas das facetas de um lugar cuja existência foi oculta por séculos. Histórias envolventes que vão mudar o rumo de muitas vidas, criaturas majestosas e revelações chocantes ilustram os capítulos deste livro.

A obra nos apresenta a Constantin Teller, um rapaz que passou a vida toda a bordo do navio pirata Volvet, até que uma tempestade causou o seu naufrágio. Contudo, ele sobrevive ao acidente e acorda em uma praia – lembrando apenas do desastre e de uma mão cadavérica que parece tê-lo guiado até o local. O rapaz é resgatado por uma bela e curiosa jovem, Lyhty, com quem rapidamente faz amizade. Conforme se recupera, Constantin percebe que as terras nas quais se encontra parecem fazer parte de um mundo totalmente à parte do nosso. E, ao ser convocado pela realeza – os governantes e protetores do local –, Constantin tem uma chance de deixar de ser um forasteiro e fazer parte daquele mundo fantástico.

Eu fiquei muito impressionada com a criatividade da Natalia. Ela construiu um universo tão rico que, a cada página, eu me encantava tanto quanto o próprio Constantin. Com a ajuda de Lyhty, o forasteiro vai descobrindo como aquelas terras desconhecidas funcionam. O local é protegido pelos Escudos de Menelau, que o separa do mundo exterior (algo semelhante à ilha de Themyscira, da Mulher-Maravilha). As pessoas fazem parte de casas que determinam seu ofício: a casa de Astoria, por exemplo, é a casa dos estudiosos; a casa de Paeron é a casa dos escritores, a qual Constantin almeja pertencer; a casa Silith (da qual Lyhty faz parte) é a casa dos costureiros, e por aí vai. A princípio, o lugar é muito pacifico e harmonioso, com uma exceção: as pessoas vivem com medo das criaturas conhecidas como Saotur, que vivem no mar e se alimentam de carne – inclusive humana. Devido a acordos antigos, da época da construção dos Escudos de Menelau, é permitido aos Saotur viver sob sua proteção. Contudo, existe um clima de tensão entre as espécies, porque os Saotur não podem pisar em terra firme e, nos mares, os alimentos ficam cada vez mais escassos. Enquanto os personagens temem e odeiam essa espécie, a autora habilmente apresenta ao leitor outros aspectos dessas criaturas. Por meio de uma narrativa em terceira pessoa com múltiplos enfoques, N. S. Moraes nos permite conhecer um lado dos Saotur que os humanos da história se recusam a enxergar. E Saphere, uma criança meio-humana, meio-Saotur, é um elemento-chave nesse dilema entre as espécies.

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Os personagens são muito cativantes. Constantin foi um homem que viveu diversas aventuras e partiu muitos corações ao longo da sua jornada com os piratas. Contudo, seu sonho é deixar essa vida para trás e tornar-se um escritor – oportunidade que lhe é concedida pela realeza. Lyhty é uma personagem encantadora: divertida, carismática, curiosa e cheia de vida. Os dois têm uma química incrível e eu amei a amizade (e o posterior interesse) entre eles se desenvolver. Mas uma das tramas que mais me conquistou foi a história de amor proibida entre Helena e Lótus. Fiquei emocionada com o sentimento deles, que era genuíno e teve como fruto Saphere. Outros personagens interessantes surgiram, como Orpheu (o líder do Alto Conselho), Theonis (um dos sábios da casa de Astoria) e a própria realeza em si: Amaranth (que eu já odeio!), Ayohan (odeio mais ainda!) e Eliot. Acredito que existem muitas coisas esperando por esses personagens no futuro, e mal posso esperar para descobrir.

Encontrei pouquíssimos erros de revisão ou ortografia. Aliás, fiquei admirada com a habilidade de Natalia – que é uma autora russa – escrevendo uma fantasia tão rica em português. Claro, ela veio para o Brasil muito jovem (conforme ela contou na entrevista aqui do blog), mas nosso idioma não é tão simples, e ela o domina perfeitamente (escrevendo melhor do que muitos autores que já li, inclusive). Enquanto eu lia O Saotur, eu podia facilmente imaginar a história tornando-se um filme ou uma série de TV. Potencial para isso a obra tem, pois é cheia de elementos fantásticos criativos, personagens cativantes e intrigas políticas que, suponho, serão aprofundadas no volume seguinte.

O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome foi uma leitura maravilhosa e envolvente. O final é de cair o queixo (sério, fui correndo chamar a Natalia inbox para falar a respeito quando terminei de ler HAHAHA!) e eu me apaixonei pelo universo construído pela autora. Mal vejo a hora de poder conferir a continuação! ❤ Agradeço novamente à autora por ter confiado no meu trabalho e ter me dado a oportunidade de conferir essa história incrível. ❤ Se você é fã de fantasias, O Saotur é uma obra promissora e imperdível. Vale a pena conferir!

Título Original: O Saotur: Segredos de um Reino Sem Nome
Série: O Saotur
Autor: N. S. Moraes
Editora: Independente
Número de páginas: 230

Review: It: A Coisa

Oi gente, tudo bem?

Apesar de sempre ter odiado palhaços e não ser fã de filmes terror (confesso: morro de medo!), os trailers, o burburinho e a curiosidade falaram mais alto e ontem fui conferir It: A Coisa, nova adaptação do clássico de Stephen King.

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Sinopse: Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o Clube dos Otários. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

O longa já começa mostrando a que veio, com a clássica cena do bueiro, em que o pequeno Georgie Denbrough desaparece. Após um salto temporal de alguns meses, vemos que seu irmão, Bill, não está lidando bem com a situação e estuda uma forma de encontrá-lo. Junto com seus amigos mais antigos (Richie, Eddie e Stanley) e com algumas novas amizades (Ben, Beverly e Mike), o grupo – que se intitula Clube dos Otários – passa a investigar não apenas o desaparecimento de Georgie, mas também a estranha circunstância que faz com que diversas crianças também estejam desaparecendo. 

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O filme dedica um bom tempo de tela a desenvolver cada criança individualmente, mostrando não apenas suas personalidades, mas também o contexto na qual estão inseridas e, principalmente, seus medos. São esses medos que servem como combustível para que Pennywise os atormente e os atraia, fazendo com que eles vivam diversos momentos de puro terror. Como se não bastasse a ameaça do palhaço, o grupo ainda sofre com o bullying de alguns valentões (momento no qual o filme aproveita para mostrar como violência gera violência) e com conflitos na própria casa (especialmente no caso de Beverly, mas esse tópico merece uma atenção especial). O pano de fundo, desenvolvido gradualmente, bem como as atuações incríveis e extremamente competentes – destaque para Finn Wolfhard, que não lembra em nada o Mike de Stranger Things –, fazem com que o público se apegue aos personagens e também explica a origem de seus temores, dando motivação para que o grupo enfrente a ameaça que atormenta a cidade de Derry há séculos – e aparece a cada 27 anos.

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Pelas resenhas que li e comentários que ouvi, eu achei que o filme seria mais brutal visualmente, mas não é tanto assim. Ele assusta, sim, e as cenas feitas para te dar pulos na cadeira funcionam. Entretanto, pelo menos pra mim, o que realmente apavora é o clima de insegurança que toma conta dos personagens. A ameaça era quase onipresente, já que Pennywise faz aparições em diversos pontos distintos. As cenas foram construídas com uma tensão crescente, da trilha sonora à iluminação. Ao mesmo tempo, o filme é muito… engraçado! Eu ri alto em diversos momentos, porque as piadas eram naturais e com excelente timing. Richie e Eddie são os personagens que mais me fizeram rir, cada um à sua maneira: enquanto o primeiro tem aquele jeitão desaforado e imaturo típico da idade, o segundo é hipocondríaco e começa a trama se preocupando mais com higiene e doenças do que com o perigo que se aproxima. Esses momentos engraçado foram ótimos, pois trouxeram leveza a um filme que assusta na medida certa, sem forçar a barra.

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Agora, preciso comentar sobre o medo da Beverly. Se você não quiser saber o que é, pule para o próximo parágrafo. 😉 A menina vive sozinha com o pai, é abusada e vive em pânico das investidas dadas por ele. O homem, que é desprezível em cada fio de cabelo, sexualiza e objetifica a filha, das roupas aos longos cabelos (que ela corta para causar repulsa no pai, que diz que ela ficou parecendo um menino). Uma das cenas mais tensas e assustadoras do filme não envolveu o Pennywise, mas sim uma tentativa de abuso por parte do pai de Beverly: revoltado por saber que a menina está andando com os garotos, ele vai pra cima dela, que revida e consegue se defender. Quando ela vence o homem que a aterroriza (acertando-o com um golpe poderoso na cabeça) é impossível não ficar exultante. E mesmo no fim, quando o palhaço tenta assombrá-la com a imagem do pai, Beverly consegue enfrentá-lo novamente. Pra mim, esse foi o pior dos medos trabalhados no filme, simplesmente porque ele é… real. Acontece todos os dias, com milhares de meninas (70% dos estupros acontecem dentro de casa, cometidos por parentes da vítima). E isso torna a vivência da Beverly muito mais assustadora do que qualquer entidade fictícia, pois ilustra com maestria como o ser humano pode ser um dos piores vilões.

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It: A Coisa é um filme assustador e divertido, com atuações impecáveis e uma trama que te prende na cadeira e não te deixa desviar os olhos do que ocorre na tela. Vale a pena seguir o exemplo do Clube dos Otários e vencer o medo para conferir esse longa. 😉

Título original: It
Ano de lançamento: 2017
Direção: Andy Muschietti
Elenco:  Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs,  Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff, Bill Skarsgård, Nicholas Hamilton

5 motivos para assistir Outlander!

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje finalmente estreia a 3ª temporada de Outlander e eu estou empolgadíssima! Já fiz resenha dela aqui no blog (logo que a série começou, em 2014) e mantenho o que disse na época: a série segue como uma das minhas favoritas! E, para fazer um aquecimento para a nova temporada, resolvi listar 5 motivos pelos quais você deve dar uma chance a essa série JÁ!

1) O enredo

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Outlander conta a história de Claire Randall que, ao viajar pela Escócia com o marido em uma segunda lua de mel, acaba sendo transportada 200 anos no passado. Lá, ela conhece Jamie Fraser, um highlander encantador que a protege e por quem ela se apaixona, sendo correspondida. Contudo, em uma época cheia de riscos e com muitos inimigos à espreita, o casal precisa vencer diversos desafios que colocam suas vidas em perigo. Essa é só a pontinha do iceberg do enredo de Outlander. Não tem como não se encantar com a história de amor de Claire e Jamie e torcer para que tudo dê certo. Além de tudo isso, a série é cheia de referências histórias, incluindo momentos como a Revolução Jacobina. A trama é riquíssima, envolvente e deixa o espectador ansiando por mais um episódio.

2) Fotografia e figurinos

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Gente do céu, que ambientação mais linda a dessa série! Seja com as paisagens escocesas da primeira temporada ou nos bailes parisienses da segunda, os cenários são de cair o queixo! Outro aspecto de encher os olhos são os figurinos. Na primeira temporada, os trajes escoceses roubam a cena e já encantam, com seu aspecto mais rústico e cores mais frias. Mas é na segunda temporada que os figurinos ficam ainda mais encantadores. Na França, Jamie e Claire utilizam roupas típicas da região e da época, e cada peça é cheia de detalhes, como os vestidos coloridos de tecidos nobres cheios de bordados e trajes masculinos galantes bem trabalhados.

3) A abertura

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“Sing me a song of a lass that is gone…” Como não se arrepiar quando essa música começa a tocar? Com um arranjo maravilhoso, inspirado nas músicas tradicionais escocesas, e a voz incrível de Raya Yarbrough cantando a melodia, é impossível não ficar apaixonada por essa abertura. As cenas que passam ao fundo também são muito significativas e trazem deslumbres importantes da história. Eis uma abertura que eu não pulo. 😉

4) Protagonista feminina empoderada

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Mesmo em 1945, Claire já era uma mulher à frente de seu tempo. Teimosa, forte, determinada, bem resolvida sexualmente, independente, excelente profissional… esses são só alguns dos atributos que passam pela minha cabeça quando penso na Claire. E isso se mantém em evidência mesmo quando ela volta no tempo: ela não baixa a cabeça para ninguém, sendo ousada e atrevida – características vistas com maus olhos na época. Claro que, sob alguns aspectos, a personagem precisa ceder, já que se encontra em uma posição e em um contexto totalmente diferente, mas isso mostra também sua versatilidade e adaptabilidade. A personagem também vai contra os estereótipos de mocinha indefesa ao partir para a ação em diversos momentos (dadas suas limitações). Ela arquiteta planos e não teme fazer o que for necessário para proteger as pessoas que ama. Além de tudo isso, também é bacana que ela seja sexualmente mais experiente que Jamie, invertendo os papéis que já estamos de saco cheio costumamos ver em romances, nos quais o homem é o galã conquistador. Em suma, Claire é uma protagonista forte e empoderada em qualquer época.

5) Jamie Fraser

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Mas é óbvio que eu separaria um tópico só pra falar do Jamie, meu maior crush fictício ever! ❤ O sotaque charmoso, o cabelo ruivo cacheado, os olhos azuis… por onde a gente começa? HAHAHA! Mas, muito além da aparência, eu preciso falar sobre a personalidade de Jamie. Ele é um rapaz (apesar da idade dos atores não fazer jus à descrição dos livros, na história original ele é super jovem) corajoso, exímio guerreiro, teimoso e romântico. Por mais que ele viva e faça parte de um contexto extremamente machista (o que explica algumas atitudes menos nobres que ele toma em determinados momentos), o personagem faz tudo o que está ao seu alcance para melhorar essas falhas e se adequar ao que a Claire espera de uma relação – considerando que ela vem de um casamento saudável, respeitoso e a 200 anos dali. Quando digo “se adequar”, isso não significa “se moldar, perder a essência, ser capacho”. Significa entender o que Claire diz, refletir a respeito e buscar melhorar, para que a relação dos dois se mantenha saudável. Obviamente é um desafio: Claire é uma mulher questionadora e de atitude forte, que toma as rédeas de muitas situações. Mas isso não o desencoraja ou o intimida: isso o excita, o deixa mais apaixonado, faz com que ele a admire ainda mais. Sério gente… tem como não amar esse cara?

Bônus: as cenas de sexo. Só vou dizer isso a respeito. Assistam e entendam o que tô querendo dizer HAHAHAHAHA!

E aí, depois de ler esse post vocês também ficaram animados para a estreia da 3ª temporada? Ou talvez com vontade de conhecer a série? De uma coisa eu tenho certeza: vocês não vão se arrepender! Outlander é viciante!

Beijos e até semana que vem!