Resenha: O Bicho-da-Seda – Robert Galbraith

Oi galera, tudo bem?

Li o segundo volume da série Cormoran Strike, O Bicho-da-Seda, e hoje conto pra vocês minhas impressões a respeito. 😉

o bicho da seda robert galbraithGaranta o seu!

Sinopse: Quando o escritor Owen Quine desaparece, sua esposa vai a procura do detetive Cormoran Strike. De início, a Sra. Quine pensa que seu marido apenas se afastou por conta própria, por uns dias — como já tinha feito antes —, e ela pede a Strike para que o encontre e o traga para casa. Mas conforme Strike investiga o caso, se torna claro que há mais no desaparecimento de Owen do que sua mulher pensa. O escritor havia terminado um manuscrito contendo descrições venenosas de quase todos que conhecia. Se o livro fosse publicado, poderia arruinar vidas: o que significa que existiam várias pessoas que poderiam querer silenciá-lo. Quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias bizarras, a investigação se torna uma corrida contra o tempo para entender a motivação de um assassino impiedoso, um assassino como Strike nunca havia visto antes.

Que eu adoro livros de investigação, não é novidade pra quem me acompanha aqui no blog. Eu curti bastante a experiência com O Chamado do Cuco e vi muito potencial em J. K. Rowling (ou melhor, Robert Galbraith) de seguir nesse tipo de história. Felizmente, os pontos positivos do primeiro volume se mantiveram; entretanto, os defeitos também.

Após solucionar o caso Lula Landry, Strike ganha certa notoriedade, trazendo mais casos ao seu escritório e permitindo que ele tenha uma vida um pouco mais confortável. Robin segue como sua secretária, mas com a expectativa de tornar-se ajudante de Strike assim que possível. As coisas no escritório iam bem (com Strike investigando, basicamente, maridos e esposas infiéis), até que Leonora Quine bate à sua porta e alega que seu marido, o escritor Owen Quine, está desaparecido. Descrente que a polícia poderá ajudá-la (já que seu excêntrico marido tinha o hábito de fugir), a estranha e rude mulher deposita suas esperanças em Strike, que aceita o caso. Strike não demora a descobrir, entretanto, que Owen Quine não está desaparecido: ele foi brutalmente assassinado. A questão é que Quine recentemente escreveu um livro que difama inúmeros nomes importantes do ramo editorial, dando motivos a diversas pessoas para querer algum tipo de retaliação.

Duas coisas me chamaram a atenção no caso de O Bicho-da-Seda: o modo como Owen Quine foi assassinado e seu próprio manuscrito, Bombyx Mori (que significa, justamente, bicho-da-seda). Para investigar os possíveis suspeitos, Strike adentra na mente doentia de Quine enquanto lê sua obra repleta de violência e sexo, fazendo conexões entre os personagens e as pessoas reais. Assim como ele, o leitor vai tentando conectar as peças enquanto lê ambos os livros: o de Quine e o de Galbraith. O interessante é que novamente Galbraith não revela nenhum detalhe dos pensamentos de Strike em relação ao criminoso ao leitor; há um momento em que o detetive está certo de quem é o assassino, mas várias páginas se passam até que a gente descubra. Se o objetivo é atiçar a curiosidade do leitor, pra mim isso deu certo! Devoreeei as páginas finais. 😛

resenha o bicho da seda robert galbraith

Robin também ganha destaque nesse volume, o que me deixou bem contente. Ela é inteligente, empática e competente. Além da beleza física, sua personalidade conquista o leitor e também os personagens com quem ela interage. Porém, seu plot demora a engrenar, já que durante boa parte do livro ela está magoada com Strike (por não treiná-la) ou brigando com Matthew (um chato que só faz criticá-la por suas escolhas profissionais). Entretanto, quando ela tem a chance de brilhar, é um arraso só! ❤

Em relação à narrativa, Galbraith peca por ser descritivo demais em relação às ruas e locais de Londres. Por um lado, isso torna a leitura bem imersiva. Por outro, é cansativo, já que são descrições específicas e “insiders” (e, como eu não conheço Londres, ficava meio difícil de imaginar, já que muitas vezes o autor cita apenas nomes de lugares). Além disso, ele repete à exaustão alguns recursos que já ficaram claros anteriormente (como as dificuldades de locomoção de Strike ou a instabilidade de Charlotte). Entretanto, no final da trama, o autor consegue fechar todas as pontas soltas, o que considero imprescindível nos romances policiais. Só não gostei tanto da revelação do assassino e suas motivações quanto curti em O Chamado do Cuco; foi menos emocionante, com motivos menos impactantes (ainda que o autor tenha me enganando novamente a respeito de sua identidade).

Em suma, terminei O Bicho-da-Seda tendo a certeza de que, apesar das ressalvas, me tornei fã de Strike e Robin. Essa dupla carismática me cativou, e o modo de Robert Galbraith contar suas histórias e manter o mistério no ar durante toda a leitura conseguiram me envolver. Além disso, o autor conseguiu trazer à tona a disputa de egos que envolve o mercado editorial, fazendo uma crítica ácida e interessante (como também fez em relação à mídia em O Chamado do Cuco, diga-se de passagem). Recomendo! 😉

Título Original: The Silkworm
Série: Cormoran Strike
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Número de páginas: 464
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.
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Review: Para Todos Os Garotos Que Já Amei

Oi gente, tudo bem?

Depois de muita espera e ansiedade, Para Todos Os Garotos Que Já Amei finalmente chegou na Netflix, e hoje eu vim contar pra vocês o que achei dessa adaptação tão aguardada. ❤

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Mas essa não é a única coisa especial do post de hoje: ele também inaugura uma nova parceria aqui do blog: o grupo Uma Amiga Indicou! Junto da Ale (Estante da Ale), da Carol Antonucci (Caverna Literária), da Carol Cristina (A Colecionadora de Histórias) e da Pam (Interrupted Dreamer), todo mês vou trazer aqui no blog alguma indicação bem especial, pensada pelo grupo especialmente pra vocês. ❤ Espero que vocês gostem tanto quanto a gente!

Agora vamos ao review!

filme para todos os garotos que ja amei

Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

Resumindo o plot principal: Lara Jean é uma garota romântica que escreve cartas de amor para cada garoto por quem se apaixonou. Um dia, as cartas são misteriosamente enviadas, e ela entra em pânico, pois um dos destinatários é Josh, seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã. Para evitar uma confusão entre ela, Josh e sua irmã, ela aceita fingir um namoro com Peter Kavinsky, o garoto mais popular da escola (que deseja reconquistar a ex-namorada, Genevieve).

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Em primeiro lugar, eu amei a atmosfera do longa, e de como ele conseguiu traduzir perfeitamente o clima que permeia a leitura. A decoração do quarto de Lara Jean, suas roupas e até o modo de prender o cabelo refletem perfeitamente aquilo que está escrito nas páginas, transportando o espectador para o universo da trilogia. Lana Condor fez com que eu me apaixonasse de vez por Lara Jean. Se no livro eu a acho um pouco apática e sonhadora demais, no filme eu fiquei encantada com seu jeitinho atrapalhado, doce, gentil – e, ainda assim, determinado e cheio de opiniões. A personalidade de Peter condiz totalmente com sua contraparte literária: ele é confiante e carismático, exatamente como eu imaginei. A única coisa que me decepcionou foi a aparência: desculpa gente, não achei o ator bonito não. 😂 Ele é no máximo ajeitadinho (e o Peter é descrito como deslumbrante, né).

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Existem algumas pequenas mudanças em relação ao livro. Alguns personagens e cenas foram cortados, e isso é compreensível quando pensamos que o filme tem apenas 1h40 (aproximadamente) de duração. Entretanto, conversando com a Carol C., me dei conta de que poderiam existir mais cenas entre Lara Jean e Peter, para que a aproximação dos dois fosse mais natural, como no livro. As mudanças não prejudicaram minha experiência e eu adorei as cenas do casal (especialmente quando conversam sobre família), mas se tivessem mais momentos apenas entre os dois, o filme ficaria ainda mais incrível.

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Outros personagens de quem eu não gostava no livro acabaram me conquistando no filme: Chris mantém a essência “livre” e meio maluca, mas é uma amiga que defende Lara Jean com unhas e dentes (enquanto, no livro, ela me parece meio… aproveitadora); Kitty, que eu acho um pé no saco no livro (sim, devo ser a única a não curtir a personagem, mas paciência) ficou muito engraçada e carismática. Josh tem uma participação quase insignificante, o que considero um ponto negativo: parece mais difícil “comprar” todo o sentimento de Lara Jean por ele, porque o personagem não tem a chance de brilhar e de demonstrar sua personalidade no filme.

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Para Todos Os Garotos Que Já Amei fez um trabalho maravilhoso em adaptar o livro e, principalmente, conquistar seu próprio tom. O filme é engraçado, divertido, romântico e fofo – sem nunca ficar meloso ou forçado demais. O longa também traz a importância da família, do perdão e da força do apoio mútuo. A química entre os atores torna cada cena divertida de assistir, arrancando sorrisos e emoções do espectador. Se eu já tinha me apaixonado antes pelo romance de Lara Jean e Peter K., depois desse filme meu coração ficou ainda mais quentinho ao pensar neles. ❤ Adorei!

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P.S. (com spoilers, selecione se quiser ler): AI QUE MEU JOHN AMBROSE MCCLAREN APARECEU NA CENA PÓS-CRÉDITOS!!! 😱 Cadê o próximo filme, produção?

Título original: To All The Boys I’ve Loved Before
Ano de lançamento: 2018
Direção: Susan Johnson
Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, Israel Broussard, John Corbett, Janel Parrish, Anna Cathcart

Resenha: Agora e Para Sempre, Lara Jean – Jenny Han

Oi, meu povo! Turubom? 🙂

Aproveitando que o filme Para Todos Os Garotos Que Já Amei estreia nessa sexta-feira (yay! ❤), hoje vim contar minhas impressões sobre o último volume da trilogia, Agora e Para Sempre, Lara Jean!

agora e para sempre lara jean jenny hanGaranta o seu!

Sinopse: Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

Depois de viverem um relacionamento de mentira que se tornou um namoro de verdade, de superarem dificuldades como o vazamento do vídeo do ofurô e mesmo a dúvida causada por um triângulo amoroso, Lara Jean e Peter estão mais fortes do que nunca. Eles estão prestes a concluir o Ensino Médio e seus destinos estão traçados: eles pretendem ir juntos para a mesma faculdade, a Universidade de Virgínia (ou UVA). Entretanto, a vida às vezes acontece da maneira mais inesperada, e Lara Jean precisa lidar com uma mudança brusca no rumo de seus planos quando ela descobre que não foi aceita na universidade dos seus sonhos.

Agora e Para Sempre, Lara Jean nos traz de volta o romance encantador de Lara Jean e Peter K., que agora estão um pouco mais maduros e certos do que sentem um pelo outro. Contudo, a vida da protagonista vira de cabeça pra baixo quando ela precisa encarar o fato de que 1) não vai para a universidade que tanto queria e 2) vai ter que estudar longe de Peter. A distância iminente é uma sombra que paira na cabeça dos protagonistas. E isso se torna um fardo pesado pois, apesar de eles terem evoluído desde o primeiro volume, Lara Jean e Peter ainda não conseguem sentar e conversar a respeito de modo maduro e honesto (o que é facilmente explicado pela idade dos dois que, afinal, ainda são adolescentes).

O que mais gostei nesse livro foi ver Lara Jean se desafiando. Apesar do baque inicial com a rejeição inesperada, a garota é aceita em outras universidades ainda mais renomadas e concorridas. Apesar de ter uma possibilidade de escolha confortável à frente, Lara Jean se permite ousar e ouvir seu coração, sem abrir mão de sua essência. Chris, sua melhor amiga, tem um papel bem importante nesse processo, incentivando Lara Jean e mostrando as inúmeras possibilidades que ela tem pela frente. Contudo, o ponto negativo é que Peter acaba ficando bastante apagado ao longo da trama, quase como um agente passivo na relação.

resenha agora e para sempre lara jean jenny han

E, em parte, eu culpo a falta de prioridades de Jenny Han pelo pouco desenvolvimento que o casal protagonista teve neste volume. Por que digo isso? Porque a autora preferiu dedicar páginas e mais páginas ao casamento do pai de Lara Jean com a vizinha, Treena. A protagonista se envolveu em cada detalhe do casamento (como válvula de escape para a ansiedade), e o leitor se vê no meio disso tudo: acompanhando a dinâmica familiar, o estranhamento de Margot com a nova membro da família, vendo os preparativos para o casamento, etc. Isso é bacana para aprofundar os outros personagens da família de Lara Jean mas, na minha opinião, foram dedicadas páginas demais a esse plot e de menos ao relacionamento de Lara Jean e Peter. 😦

Outro aspecto negativo é que o livro é linear demais. Tirando a surpresa em relação às universidades, nada demais acontece. Há o baile de formatura, a viagem a Nova York, o casamento… e todos esses acontecimentos são muito sem sal. Você fica esperando que algo bombástico aconteça, mas isso não vem. Talvez eu esperasse mais emoção e entrega nesse último livro, o que não aconteceu. Isso me fez sentir que Jenny Han se manteve na zona de conforto. E o final… sinceramente, não foi o que eu esperava. De certo modo, foi doce e otimista. Por outro lado, a chance de dar merda tudo acabar mal é grande. Eu gostaria de algo mais fechado, que me desse certeza de que eles deram certo. Depois de uma trilogia tão fofinha, o que eu menos queria era um final que desse abertura para sentimentos de tristeza. 😦 Utópico, talvez, mas acho que combinaria com o tom da história como um todo (que em nenhum momento se propôs a ser um retrato cínico dos relacionamentos reais).

Apesar de eu ter considerado parte da obra um desperdício narrativo (em função dessa subtrama toda do casamento, principalmente), Agora e Para Sempre, Lara Jean foi uma experiência mais positiva do que negativa. Ele conclui a história desse casal improvável, unido por uma carta que não deveria ter sido enviada, e nos deixa com gostinho de quero mais. Vou sentir saudades de Lara Jean e de Peter K.

Título Original: Always And Forever, Lara Jean
Série: Para Todos Os Garotos Que Já Amei
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 304
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TAG: Gilmore Girls Book Tag

Oi gente, tudo certo?

Hoje eu vim responder à TAG Gilmore Girls Book Tag (tem review da série e do revival aqui no blog), que eu encontrei no Queria Estar Lendo.

Lorelai
Um personagem com um senso de humor sarcástico ou perspicaz.

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Finch, de Por Lugares Incríveis. Ele é ácido, sarcástico e de personalidade forte. Impossível não amar! ❤

Rory
Seu clássico preferido.

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A Revolução dos Bichos, provavelmente.

Luke
Um livro que você ama secretamente, mas tem medo de admitir.

Eu não costumo (mais) ter vergonha das coisas que eu gosto, então não saberia qual livro escolher para essa pergunta.

Lane
Um personagem musical.

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Park, de Eleanor & Park. Além de fofo, ele vive de fones de ouvido e apresenta várias músicas pra Eleanor. ❤

Dean
Seu primeiro amor literário (pode ser um livro ou um personagem).

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Eu já tive vários crushes literários, que foram mudando com o passar do tempo. Os últimos por quem me apaixonei foram Matthew Swift (Escândalos na Primavera), John Ambrose McClaren (Para Todos Os Garotos Que Já Amei) e Devon Ravenel (Um Sedutor Sem Coração). ❤

Sookie
Um livro que você devorou.

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Clube da Luta Feminista, da Jessica Bennett. 😍

Jess
Um livro que você ama e que recebe muito hate.

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Os livros que eu realmente amo não sofrem muito hate. Mas tem alguns que eu gosto que são bem odiados, tipo Crepúsculo.

Miss Patty
Um livro que foi arruinado pela hype.

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. A hype tava enorme, mas o livro é uma fanfic das mal feitas. 😛

Emily Gilmore
Um livro caro.

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Harry Potter: Page to Screen. É um dos livros mais fodas e mais caros que tenho na estante. ❤

Paris
Um personagem tenso.

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Collin Wall, de Morte Súbita. Ele tem alguns problemas psicológicos e surta com certa frequência, além de viver sob o medo de fazer algo que não gostaria de fazer por conta dessas condições. Pra falar a verdade, essas questões são meio obscuras no livro, e eu fiquei insatisfeita por não ficar mais explícito qual era o problema.

Richard Gilmore
A morte de um personagem que você nunca vai superar.

harry potter e a ordem da fenixCompre aqui

SPOILER ALERT! Sirius Black, Finch e Will Traynor. Nossa, como essas mortes doeram. 😥

Logan
Um personagem que teve o maior crescimento.

como eu era antes de voce jojo moyesResenha | Compre aqui

Lou, de Como Eu Era Antes de Você. Ela se transforma e desabrocha completamente graças ao convívio com Will, é inspirador!

Babette e Morey
Um casal que você não consegue ver não estando juntos.

molly e arthur

Arthur e Molly Weasley! ❤

Gostaram da TAG, pessoal?
Então convido vocês a responderem também! Vou adorar conferir as escolhas de vocês. 😉

Beijos e até o próximo post! 😘

Resenha: Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Oi pessoal, tudo bem?

Vim resenhar pra vocês mais um suspense psicológico (gênero que adoro). Hoje é dia de falar sobre Em Águas Sombrias, da Paula Hawkins.

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Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.

Eu adorei o filme A Garota no Trem. Achei a construção do mistério e a crítica ao machismo tão poderosas que fiquei ansiosa pra ler algum livro da Paula Hawkins. Decidi começar com Em Águas Sombrias, para ter uma experiência inédita, mas infelizmente a leitura não foi o que eu esperava. Como a sinopse é bem satisfatória e objetiva, vou partir direto para as minhas considerações sobre a obra, certo? 😉 Então, o livro não é ruim, e eu seria injusta se dissesse isso. Mas ele também passa longe de ser maravilhoso. Percebi que o livro não estava me ganhando logo nas primeiras páginas, que já não são tão envolventes. Praticamente cada capítulo é narrado por um personagem diferente, o que, nesse caso, não funcionou (porque quebrou muitas vezes o ritmo da narrativa, diminuindo minha curiosidade).

Além disso, tive problemas com personagens. Jules é uma personagem sem brilho e sem carisma, e isso não me parece ter a ver somente com seus traumas do passado. Na verdade, ela é tão desinteressante quando comparada a outras personagens (como Lena, Nickie e até mesmo a já falecida Nel) que os capítulos dela simplesmente não me envolveram ao longo da narrativa. Entretanto, é importante exaltar uma qualidade do plot da Jules, pois ele aborda uma questão que precisa ser discutida: consentimento.

resenha em aguas sombrias paula hawkins

Outra trama importante, a de Katie e Mark, não me agradou. Em primeiro lugar, por ter sido previsível; em segundo, porque me pareceu desconectada, especialmente quando penso no plot de Nel. Parece que toda a questão envolvendo os personagens serviu apenas para criar um mistério maior ao longo do livro que, na verdade, não teve impacto. A fuga e o desfecho de Mark também foram desconexos, e não teriam feito diferença caso não existissem. A morte de Nel, por outro lado, conduz a uma série de revelações sobre os moradores de Beckford, e sua morte – ao contrário da de Katie – faz sentido dentro do contexto maior que envolve o livro.

Mas os elogios também merecem ser feitos. Paula Hawkins mais uma vez traz um enredo que expõe os diversos tipos de violência que nós, mulheres, sofremos ou corremos o risco de sofrer apenas por sermos mulheres. O Poço dos Afogamentos, o local para se livrar de mulheres encrenqueiras, infelizmente não é tão distante da nossa realidade.

Outro aspecto interessante de Em Águas Sombrias é a sensação cíclica que o fim proporciona. Senti, ao fechar o livro, que a autora conclui sua narrativa colocando os personagens em pontos diferentes da vida – mas que outros já ocuparam anteriormente. Existe ainda a inquietação e o desejo por saber a verdade, existe uma tentativa de recomeço, existe uma sensação de continuidade. Não pude evitar lembrar de O Segredo do Meu Marido, da Liane Moriarty, quando cheguei ao final da trama, porque Paula Hawkins também me causou a sensação de que existem coisas que, no fim das contas, nunca serão reveladas. Nesse caso, ficarão submersas nas águas de Beckford.

Título Original: Into The Water
Autor: Paula Hawkins
Editora: Record
Número de páginas: 364
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Resenha: Sedução da Seda – Loretta Chase

Oi pessoal, tudo bem?

Cá estou, novamente me aventurando pelos romances de época, um gênero que recentemente tem ganhado meu coração. O livro da vez é Sedução da Seda, o primeiro volume da série As Modistas, escrita por Loretta Chase. 😉

sedução da seda loretta chase.pngGaranta o seu!

Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista, Marcelline Noirot, é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: Lady Clara Fairfax, futura noiva do Duque de Clevedon. Tornar-se a modista de Lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Duque de Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O Duque se considera um especialista na arte da sedução, mas Madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

Marcelline Noirot é uma modista inglesa (ou seja, uma pessoa que desenha e cria roupas, semelhante ao que hoje chamamos de estilista) de grande talento. Junto das três irmãs mais novas, administra a Maison Noirot, um atelier que Marcelline luta para fazer prosperar. Para obter prestígio, a modista parte rumo a Paris, com o objetivo de conhecer e encantar o libertino Duque de Clevedon – com o único e exclusivo objetivo de ser escolhida como a modista que vestirá a futura Duquesa. Porém, durante a viagem, uma atração irresistível surge entre os dois, e Clevedon não mede esforços para seduzi-la, o que pode colocar os planos de Marcelline a perder.

Esse é o plot que guia a trama de Sedução da Seda. Marcelline é uma mulher cheia de responsabilidades: ela tem uma filha pequena (cujo pai já é falecido) e três irmãs mais novas que dependem do sucesso da Maisot Noirot. Vinda de uma família de picaretas, Marcelline e as irmãs nunca tiveram estrutura familiar e amparo, sendo necessário que a protagonista aprendesse desde muito cedo a se virar sozinha. O Duque de Clevedon, por outro lado, está acostumado a ter tudo que deseja, como os típicos nobres da época. Prometido à Lady Clara Fairfax desde a infância, o Duque resolveu passar uma temporada em Paris antes de se casar. Por lá, sua vida era rodeada por mulheres, bebedeiras e extravagâncias. Quando Marcelline, uma mulher misteriosa, bela e graciosa surge em seu caminho, ele fica estupefato e tomado pelo desejo de seduzi-la. E, por mais que Marcelline sinta-se atraída pelo Conde, ela sabe que não pode colocar seu negócio em risco.

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Admito pra vocês que, de início, não curti muito a trama. O fato de Marcelline ficar repetindo “eu sou a maior modista do mundo” o tempo todo me irritou e me fez revirar os olhos para a personagem diversas vezes. Também achei um pouco inverossímil a postura excessivamente pra frentex dela, considerando a época. Se hoje, em pleno século XXI, as mulheres se veem oprimidas por diversos padrões, naquela época, então, nem se fala. Mas ok, dá pra relevar em nome da ficção. 😛 Também não gostei de ler as diversas traições de Clevedon a Clara – por mais que os mocinhos de romances de época sejam experientes sexualmente, em Sedução da Seda ficou mais explícito que Clevedon tinha alguém esperando por ele, o que torna suas aventuras sexuais ainda piores.

Os capítulos iniciais são um pouco confusos. O livro começa em Londres, com as meninas da Maison Noirot descobrindo que o Duque de Clevedon vai ficar noivo de Lady Clara. Repentinamente, Marcelline já viajou para Paris para encontrá-lo! Além disso, achei o livro mais longo do que o necessário, especialmente na reta final. Porém, há um aspecto bem interessante na resolução do conflito amoroso: Lady Clara tem um papel bem mais ativo, o que me fez admirar a personagem e seu crescimento.

Falando em crescimento dos personagens, esse é o ponto positivo de que mais gostei nessa leitura. Apesar das minhas ressalvas nos parágrafos anteriores, eu gostei muito de como Loretta Chase constrói as nuances de seus personagens, que vão amadurecendo ao longo das páginas. Conforme a leitura avança e vamos conhecendo mais sobre o passado de Marcelline e Clevedon, algumas coisas passam a fazer sentido e torna-se possível sentir empatia por eles. Marcelline, por exemplo, deixa de ser uma mera trapaceira ambiciosa; ela se revela como uma mulher que faz o que é necessário para manter sua família viva e seu negócio prosperando, pois é uma mulher sozinha em uma época que não facilitava em nada para jovens solteiras ou viúvas. Esse lado mais “humano” da personagem colaborou para que eu passasse a admirar sua obstinação. Clevedon, por outro lado, também cresce em frente aos nossos olhos: sua futilidade vai dando espaço a uma faceta mais altruísta e heróica, ao mesmo tempo em que vai se dando conta de que seus preconceitos em relação a Marcelline (pelo fato dela ser uma lojista) são infundados. O próprio ofício da personagem passa a ser uma característica que o Duque admira, e eu acho comovente quando ele auxilia a Maison Noirot em um momento de grande dificuldade. ❤

Sedução da Seda não fisgou completamente meu coração, mas trouxe uma história que evolui e personagens que crescem juntos. O final é promissor e eu gostei muito da dinâmica do casal no desfecho do livro. Lembro que também não me apaixonei por Segredos de uma Noite de Verão, da Lisa Kleypas, mas insisti e acabei adorando a maior parte da série. Por isso, acredito que lerei o próximo volume da série As Modistas também. Alguém já leu? Me recomendam? Me contem nos comentários! 😀

Título Original: Silk is For Seduction
Série: As Modistas
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
Gostou do livro? Então adquira seu exemplar aqui e ajude o Infinitas Vidas! ❤

 

Resenha: O Poderoso Chefão – Mario Puzo

Olar, tudo bem?

Depois de me enrolar por 4 anos após ganhar um exemplar de presente, finalmente li o clássico O Poderoso Chefão!

o poderoso chefão mario puzoGaranta o seu!

Sinopse: Publicada em 1969, a saga O Poderoso Chefão é, ainda hoje, a mais perfeita reconstrução das famílias mafiosas de Nova York. O carismático Don Vito Corleone é o chefão de uma delas. Apesar de implacável, Don Vito é, essencialmente, um homem justo. Padrinho benevolente, nada recasa a seus afilhados: conselho, dinheiro, vingança e até mesmo o assassinato de alguém. Em troca, o poderoso chefão pede apenas o respeito e a amizade de seus protegidos. Mas ninguém pode vencer as trapaças da idade. Quando todos os seus inimigos resolverem atacar, e seu bem mais precioso, a família, estiver por um fio, o velho Corleone terá de escolher, entre seus filhos, um sucessor à altura. Mario Puzo constrói, de maneira hábil, um mundo de intrigas, decisões cruéis e honra, num legado de tradição e sangue.

É bem provável que a maioria de vocês, assim como eu, conheçam O Poderoso Chefão por meio dos filmes da trilogia. O livro de Mario Puzo (que foi adaptado no primeiro longa) aprofunda ainda mais a história, com uma narrativa envolvente e personagens bem construídos.

Don Vito Corleone veio da Sicília, na Itália, para os Estados Unidos ainda criança, fugindo de uma ameaça de morte. Em terras americanas, ao longo das décadas ele construiu o seu império por meio da importação de azeite e de negócios ilegais (principalmente no ramo dos jogos). O livro se passa na década de 40, após a Segunda Guerra Mundial, e Don Corleone é chefe de uma das Famílias mais poderosas de Nova York. E, por Família, quero dizer grupo mafioso mesmo. 😛 Don Corleone é um homem muito respeitado, com grande influência política. Tendo amizade e relações de negócios com juízes, senadores, governadores e outros figurões, seu poder vai muito além do financeiro. Seus filhos o auxiliam nos negócios, com exceção da única pessoa da família Corleone que não deseja ter envolvimento com esse universo: seu filho homem mais novo, Michael. O rapaz lutou na guerra, está noivo de uma típica moça americana e traça um caminho bem diferente dos seus outros irmãos, que trabalham para a Família (percebam que, quando utilizo Família com F maiúsculo, me refiro à máfia). As coisas ficam complicadas quando Don Corleone sofre um atentado à sua vida, após recusar sua participação no negócio de entorpecentes, proposta por um homem perigoso chamado Sollozzo. O tiroteio que debilitou o chefe dos Corleone faz com que Michael precise se envolver, mudando todo o rumo da história.

O Poderoso Chefão tem um início lento, com o objetivo de mostrar a extensão dos poderes de Don Corleone. Com uma essência diplomática e justa, mas ainda assim implacável, o líder dos Corleone valoriza a amizade e o respeito: ele ajuda sua comunidade e seus amigos sem hesitar, desde que possa contar com seu apoio quando necessário. No início do livro, Don Corleone manda seu consigliere, Tom Hagen (que é também seu filho adotivo) resolver um problema que seu afilhado, o ator e cantor Johnny Fontane, enfrenta: o jovem deseja estrelar um filme de Hollywood, mas o diretor do longa tem uma implicância pessoal com ele. Tom Hagen viaja até lá e, a mando de Don Corleone, resolve o problema de um modo bastante sangrento. Essa situação é apenas um exemplo que ilustra a fidelidade de Don Corleone para com seus protegidos, bem como seu modo de resolver as coisas: primeiro, com uma tentativa de diálogo; em caso de recusa, com métodos mais “diretos”.

resenha o poderoso chefao mario puzo

O que eu mais gostei durante a leitura foi, sem dúvidas, o desenvolvimento dos personagens. Mario Puzo consegue fazer com que o leitor se identifique e sinta empatia por… criminosos. Simples assim. Ao descrever o bom coração do violento Sonny Corleone, filho mais velho do Don, muitas vezes nos esquecemos dos episódios de infidelidade, dos crimes cometidos, entre outras coisas. Ao narrar os excelentes diálogos de Don Vito Corleone, muitas vezes nos pegamos torcendo pelo sucesso de suas empreitadas. E Tom Hagen, um rapaz dedicado, inteligente e fiel a Don Corleone, nos conquista (ainda que saibamos que ele está envolvido em cada detalhe sujo dos negócios da Família). Mas quem tem o melhor desenvolvimento, na minha opinião, é Michael Corleone. No filme, eu senti que a decadência moral do personagem foi um tanto rápida demais, me surpreendendo como um rapaz de tanta ética poderia sucumbir tão rápido à realidade da Família. Porém, no livro, Mario Puzo vai narrando o prazer que Michael sente ao auxiliar os planos da Família, a eletricidade que corre por seu corpo quando ele participa de algum plano. Isso, somado às tragédias que o assolam posteriormente, é uma justificativa muito mais plausível para explicar a trajetória do personagem.

As discussões sobre moralidade também são um ponto fortíssimo no livro. Don Vito e os outros líderes mafiosos não confiam no sistema. O chefe dos Corleone, inclusive, o tem na mão (por meio de suas conexões com políticos e juízes). Em um mundo que não protege os indivíduos e beneficia quem tem nome e/ou dinheiro, os mafiosos cumprem esse papel, acolhendo e dando suporte aos seus protegidos e passando por cima da justiça tradicional e das regras do Estado. O caso de Amerigo Bonasera, que viu os jovens que espancaram sua filha sendo soltos graças à influência de seus sobrenomes, ilustra muito bem essa situação. O senso de justiça é muito presente na obra, ainda que muitas vezes de modo deturpado. Entretanto, o livro aborda essas questões de modo a fazer o leitor refletir e, até certo ponto, entender e concordar com o posicionamento e as atitudes dos Corleone.

Como crítica negativa, eu diria apenas que o livro dedica tempo demais a personagens pouco relevantes. Temos toda uma parte da obra que narra a história de Lucy Mancini, ex-amante de Sonny Corleone, por exemplo. Durante essa passagem, o enredo foca nos problemas sexuais da moça e em como ela consegue resolvê-los. E não, isso não tem impacto nenhum para a história de modo geral. O mesmo ocorre com Johnny Fontane, que tem mais páginas do que deveria. Isso serve para aprofundar os personagens secundários e torná-los mais reais, o que é algo que valorizo; entretanto, achei que isso se prolongou por tempo demais, afastando o livro da trama principal (que era a que realmente me mantinha interessada).

O Poderoso Chefão reúne diversos elementos atrativos: uma história bem contada, um enredo envolvente, uma narrativa instigante e personagens excelentes. Não há preto e branco, mas cinza: as diversas camadas dos personagens (com qualidades e defeitos) fazem com que eles sejam verossímeis e relacionáveis. O livro questiona ainda a integridade do Estado, mostrando que existe muita sujeira e corrupção nas diversas camadas das autoridades (o que fica explícito graças aos contatos políticos de Don Corleone). É uma obra excelente sobre a máfia, mas que aborda também as relações familiares e suas complicações, bem como a decadência e a desconstrução moral dos personagens. Recomendadíssimo!

Título Original: The Godfather
Autor: Mario Puzzo
Editora: Record
Número de páginas: 461
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