Review: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

Oi pessoal, tudo bem?

O filme pelo qual eu andava hypadíssima chegou e a dupla que eu amo está de volta: Wanda Maximoff e Stephen Strange, os protagonistas (sim, no plural, e já já explico porquê) de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. ❤ É impossível falar do filme sem mencionar quem é responsável pelo papel de antagonista, então se você considera isso um spoiler, é melhor evitar esse review. Mas o tema já está sendo bastante discutido na internet e nos materiais de divulgação, então acho pouco provável que você ainda não saiba dessa informação. Bora lá?

Sinopse: Em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, do Marvel Studios, o MCU liberta o multiverso e explora seus limites como nunca foi feito antes. Viaje pelo desconhecido com Doutor Estranho, que, com a ajuda de novos e velhos aliados, atravessa insanas e perigosas realidades do Multiverso para confrontar um misterioso novo adversário

Há algum tempo a Marvel vem trabalhando o conceito de Multiverso, sendo as aparições mais recentes e significativas em Loki, What If…? e Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. Mas é aqui, em Doutor Estranho 2, que esse conceito se expande como nunca, nos oferecendo possibilidades infinitas dentro do MCU.

A trama tem seu pontapé inicial quando Strange e Wong salvam uma menina chamada America Chavez de uma criatura monstruosa. Logo eles descobrem que ela não vem daquele universo, mas sim de outra Terra, e está sendo perseguida por demônios que querem roubar o seu poder – a incrível habilidade de viajar pelo Multiverso (sobre a qual America ainda não tem controle). Stephen decide então recorrer a uma de suas aliadas mais poderosas, alguém que pode ajudá-lo a proteger America: Wanda, que aparentemente vive em isolamento após o incidente em Westview. Mas se você assistiu WandaVision, talvez se lembre que na cena final vemos Wanda estudando um livro misterioso; trata-se do Darkhold, repleto de feitiços sombrios e capaz de corromper aqueles que o usam. E é o que acontece com Wanda: obcecada pela ideia de encontrar um universo no qual seus filhos estejam vivos e viajar para lá, Wanda é a verdadeira pessoa por trás dos ataques a America. De forma inesperada, Stephen se vê do lados oposto daquela que até então vinha sendo uma importante aliada nos Vingadores.

Não é injusto dizer que, apesar do plot do Stephen ser ótimo, o protagonismo real desse filme é da Wanda. A personagem, ainda que num papel de vilã, é capaz de despertar empatia no espectador. Afinal, desde sua primeira aparição em Era de Ultron, ela vem vivendo perdas irreparáveis: primeiro fica órfã, depois perde seu irmão gêmeo, então se apaixona e vê seu amor sendo assassinado e por fim precisa dar fim à realidade na qual ela tem uma família. Não é de se surpreender que Wanda se apegue a qualquer chance de salvar o resquício de felicidade que ela pensa ser possível, ainda que precise sacrificar alguém no caminho. A transformação em Feiticeira Escarlate não é algo que acontece de súbito, e muito menos uma novidade de Multiverso da Loucura; cada produção da Marvel, cada perda pessoal de Wanda a trouxe para esse caminho.

Mas se Wanda foi corrompida pelo Darkhold, Stephen Strange também precisa encarar suas fraquezas. Ao longo do filme, acompanhamos suas viagens pelo Multiverso com America, na tentativa de encontrar um outro Stephen Strange que possa ter conhecimento sobre um livro que é conhecido como a antítese do Darkhold, o Livro de Vishanti. Durante esse processo, ele vê faces de si mesmo que ele não admira: ele percebe como suas falhas também se repetem em outros universos, o que o faz se questionar sobre suas decisões e sobre a inevitabilidade de seus erros. Ele encontra um Strange igualmente corrompido pelo Darkhold, encontra outra Christine que o confronta sobre sua necessidade de controle (algo que “sua” Christine também evidencia), entre outros aspectos que o fazem duvidar de si mesmo. E, particularmente, gosto que Stephen Strange seja um personagem falho; é muito mais relacionável torcer por alguém que está tentando fazer a coisa certa, mas que nem sempre sabe como – e erra no caminho.

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura também nos presenteia com aparições de cair o queixo. Aqui sim vou soltar spoilers, então se quiser ler selecione o texto a seguir: eu vibrei internamente quando os Illuminati apareceram! Amei ver a Capitã Carter, porque sou apaixonada pela Peggy e até hoje não superei o cancelamento da série dela. Tê-la visto em What If…? e agora de volta ao MCU foi sensacional. Além disso, as suspeitas que eu havia lido de que John Krasinski (o Jim, de The Office) seria o Senhor Fantástico se confirmaram, e eu gostei muito dele no papel. Mas, pra fechar com chave de ouro, não poderia deixar de citar o retorno de Patrick Stewart como Charles Xavier. ❤ Essa aparição quase provocou o mesmo queixo caído que o crossover de Peters em Sem Volta Para Casa. 😂 Tudo isso abre tantas portas no MCU que é impossível não ficar animada pelo que está por vir.

Apesar de contar com algumas piadas aqui e ali, o tom de Multiverso da Loucura não é engraçadinho. Sendo sincera, levei até um sustos! 🙈 A busca de Wanda por America rende cenas de perseguição bem sanguinolentas, porque a personagem utiliza a magia das trevas do Darkhold para entrar na mente dos inimigos, manipulá-los e assassiná-los. Alguns personagens morrem de formas brutais, o que não é tão comum nos longas da Marvel. Pra completar a vibe meio “Carrie, A Estranha”, Wanda persegue Stephen e America coberta de sangue da cabeça aos pés, em cenas mais escuras e “opressivas”.

Ainda que Doutor Estranho no Multiverso da Loucura não seja um filme focado em Stephen Strange, mas sim em desenvolver e talvez concluir esse arco narrativo da Wanda, o personagem de Benedict Cumberbatch não é negligenciado. Ele é confrontado por pessoas importantes e pelas suas escolhas de vida – seja na Terra ao qual pertence, seja em outras. O longa cumpre seu papel de mostrar quão vastos são os caminhos que o Multiverso permite, além de dar tempo de tela ao desenvolvimento de dois dos personagens mais interessantes do MCU. Gostei demais!

P.S.: Wanda, faz o que você quiser que eu passo todos os panos do mundo.
P.S. 2: o Visão foi esquecido no churrasco nas ambições da Wanda, né. 😂

Título original: Doctor Strange in the Multiverse of Madness
Ano de lançamento: 2022
Direção: Sam Raimi
Elenco: Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Benedict Wong, Chiwetel Ejiofor, Xochitl Gomez, Rachel McAdams, Jett Klyne, Julian Hilliard

11 comentários sobre “Review: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

  1. Oi, Prihh. Tudo bem?
    Ainda não assisti, mas como adoro um spoiler li tudo e estou aqui completamente curiosa pelo enredo e como se dará o desfecho. Me bateu uma dorzinha no coração pela Wanda. Faz todo sentido ela procurar meios de reaver o que perdeu D::::

    Adoro o lance de multiverso. Sempre gostei de realidades, mundos paralelos, viagens no tempo etc. Acho incrível as infinitas possibilidades que isso traz.

    beijos

  2. Olá, Priih.
    Meu último assistido desse universo foi Vingadores ultimato. E como sei que perdi um monte de coisa desde lá, não sei quando vou assistir esse. Sem falar que fico perdida nessa mistura toda dos personagens e seus mundos hehe.

    Prefácio

  3. Oi Priih, menina, para tudo! Eu ainda não tinha visto que saiu filme novo do Dr. Estranho no cinema! Já quero assistir! Mas foi até bom ter lido o texto todo, mesmo spoiler, mas só assim não tomo susto. Pois jamais iria imaginar um filme da Marvel com vibe de Carrie, A Estranha.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
    Pinterest | Instagram | Skoob

  4. Oi Priih! Vi ontem e gostei demais, também levei vários sustos, pensei o mesmo sobre Visão ter sido esquecido por ela e adorei ver as aparições de personagens que nos levam para outros heróis, tipo X- Men e Quarteto Fantástico. No entanto, não nego que a Wanda vilã não ganha minha torcida. Já o Dr. Estranho, só fica melhor. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

  5. Oi Priih, tudo bem?
    Eu entrei nesse mundo pelo Benedict e estou cada vez mais envolvida. Comecei com Doutor Estranho e já assisti alguns dos outros filmes que ele aparece. Agora quero ver WandaVision também… essa Marvel… hahahaha
    Esse filme marcou o meu retorno ao cinema depois do início da pandemia e não poderia ter sido de maneira melhor!

    Até mais;
    Mente Hipercriativa | Universo Invisível

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