Review: Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore

Oi pessoal, tudo bem?

Depois da colcha de retalhos esquisita e cheia de fanservice mal feito que recebemos em Os Crimes de Grindelwald, confesso pra vocês que eu não tava esperando muita coisa de Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore. Pra ser honesta, acho que Animais Fantásticos poderia ter sido um filme solo, mas segue o baile. 😂 Talvez tenham sido as baixas expectativas, mas no fim das contas o filme ofereceu uma experiência bem melhor que a que tive com seu antecessor, ainda que tenha problemas, sobre os quais vou contar um pouquinho mais ao longo do post.

Sinopse: O professor Alvo Dumbledore (Jude Law) sabe que o poderoso mago das trevas Gellert Grindelwald (Mads Mikkelsen) está se movimentando para assumir o controle do mundo mágico. Incapaz de detê-lo sozinho, ele pede ao magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) para liderar uma intrépida equipe de bruxos, bruxas e um corajoso padeiro trouxa em uma missão perigosa, em que eles encontram velhos e novos animais fantásticos e entram em conflito com a crescente legião de seguidores de Grindelwald. Mas com tantas ameaças, quanto tempo poderá Dumbledore permanecer à margem do embate?

Gellert Grindelwald agora é um homem procurado, e Dumbledore está determinado a pará-lo. Porém, como o pacto de sangue dos dois os impede de lutar, Alvo precisa montar um time de aliados capazes de ajudá-lo. É assim que Newt, Jacob, Theseus, Yusuf Kama, Lally e Bunty (essas duas últimas eu nem lembrava quem eram rs) se transformam no grupo que vai enfrentar o maior bruxo das trevas visto até então. Em paralelo, Grindelwald está em busca de uma forma não apenas de se livrar das acusações, mas de manipular as eleições vindouras para Chefe Supremo da Confederação Internacional dos Bruxos (é nesse contexto que Maria Fernanda Cândido, com suas 2 falas, aparece: ela é uma das candidatas haha).

Mais uma vez, senti que Animais Fantásticos está pecando ao costurar as diversas tramas paralelas que compõem o cenário de luta política envolvendo Grindelwald. O filme tem muitos pontos para apresentar: o passado apaixonado de Gellert e Alvo, os tais segredos da família Dumbledore (que são diferentes da óbvia mentira que o vilão contou a ele no final do filme anterior), a disputa política pela Confederação, a missão dos aliados de Alvo na tentativa de impedir Gellert, a caça a uma criatura mágica raríssima capaz de interferir nas eleições, a redenção de dois personagens-chave… ufa! O que sobra pra mais 2 filmes, já que a franquia pretende ter 5? Não sei dizer.

Porém, apesar desse bolo meio confuso, o ritmo do filme flui bem melhor que o do longa que o precedeu. Foi menos cansativo ver o desenrolar da história, ainda que infelizmente exista uma sensação de que ninguém ali de fato é protagonista de nada. Tenho uma esperança bem grande de que Dumbledore e Grindelwald passem a ser as verdadeiras estrelas daqui pra frente, porque ainda não estou satisfeita com a representação de nenhum deles. Não consigo enxergar o Alvo que conhecemos em Jude Law, e mesmo Mads Mikkelsen sendo um excelente ator e tendo bem mais química com Jude do que Depp tinha, Grindelwald ainda continua sem me causar impacto.

Outro ponto importante a ser tratado é em relação à redenção que mencionei anteriormente. Isso pode ser considerado spoiler, então pule pro próximo parágrafo se não quiser ler. Credence é um personagem importante desde o primeiro filme, e aqui vemos que uma comunicação entre ele e Aberforth acontece por meio do espelho que o segundo possui (o mesmo espelho que vemos em Harry Potter anos depois). Apesar de ficar subentendido que o garoto está sendo acolhido por Aberforth, sua mudança e desejo de ajudar o lado dos Dumbledore são súbitos demais. O mesmo ocorre com Queenie: começa que só o fato dela ter ido pro lado de Grindelwald no filme anterior foi uma decisão abrupta e descabida; sua redenção aconteceu quase tão rápido – o que é igualmente broxante. Do nada a personagem que vinha sendo uma peça-chave para o vilão devido a sua habilidade de ler mentes se vira contra ele e ajuda Alvo e seus aliados. Oi? Não que eu quisesse Queenie do lado das trevas por muito tempo, mas parece que ninguém sabe como conduzir as transformações dos personagens de modo coerente. Querem um exemplo disso? A Tina! Como que alguém tão importante nos primeiros filmes simplesmente se omite nesse? Não faz o menor sentido (mas pode ter a ver com o fato da atriz ter se manifestado publicamente contra a transfobia da J.K.).

Como aspectos positivos, ressalto o uso da magia e as cenas de batalha, bem como as aparições das criaturas mágicas. Newt e Theseus protagonizam uma cena hilária com animais perigosos, rendendo boas risadas. Os aspectos visuais da franquia são muito bonitos e bem feitos, tanto no que diz respeito à magia quanto às criaturas fantásticas em si. Também não posso deixar de fora a trilha sonora, que é ótima, e inclusive traz de volta a música-tema de Harry Potter – capaz de arrepiar qualquer potterhead na hora.

Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore acerta onde seu antecessor falhou, trazendo um ritmo narrativo mais fluido e menos cansativo. Por outro lado, segue sendo um “espichamento” de uma história que parece não ter encontrado seu caminho, o que me soa como uma franquia caça-níquel mal planejada. O lado bom é que, durante a projeção, me senti empolgada pelo que via na tela, ainda que todos esses defeitos me passassem pela cabeça. Então, pelo menos como entretenimento, ele cumpriu seu papel. Magistralmente? Não. Mas cumpriu. Veremos o que o futuro reserva. 👀

Título original: Fantastic Beasts: The Secrets of Dumbledore
Ano de lançamento: 2022
Direção: David Yates
Elenco: Eddie Redmayne, Jude Law, Mads Mikkelsen, Ezra Miller, Dan Fogler, Alison Sudol, Callum Turner, Jessica Williams, Richard Coyle

6 comentários sobre “Review: Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore

  1. Oi Priih! Não conferi nenhum dos filmes da franquia, mas sempre vejo opiniões parecidas com a sua. Parece mesmo um caça níquel, mas que bom que ao menos foi um com entretenimento para você. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

  2. Olá,
    Eu gostei do primeiro e até agora acho q só deveria ter ele tb…
    O segundo só força e estragou a Queenie 😦 hahaha
    Esse verei pelo meu crushzinho Mads e sem expectativas – talvez só pra sorrir com o animais, principalmente o Teddy/Pelucio

    até mais,
    Canto Cultzíneo

  3. Pri, a tua resenha expressa exatamente o que sinto com a franquia. Não tenho nem pretensão de assistir este terceiro capítulo. A história e os personagens não me cativam, tudo nela me soa como um grande retcom sem sentido, que compromete o próprio cânon da autora. O mais bizarro é o roteiro ser assinado por ela própria, que já se mostrou uma das mais exímias contadoras de histórias da contemporaneidade. Mas, ultimamente, coisas bizarras parecem mesmo povoar, como dementadores, o mundo de J. K. Rowling. Eu também não vejo o que ainda há pra ser abordado em mais dois filmes. Me entedia também a preferência pelas tramas épicas e bélicas e carregadas de efeitos visuais em detrimento de histórias mais simples e cotidianas do Mundo Bruxo. Sou suspeito. Sempre votei pela história dos Marotos. Embora, talvez, com esses roteiros brabos de ultimamente, seja melhor deixar algumas histórias só na imaginação.

  4. Olá, Priih.
    Os pontos que você apontou como positivos foi só o que gostei nos dois filmes que vi até agora, porque de resto kkk. Não assisti esse ainda, mas não sei como vai chegar no ponto do começo da história do Harry de tanto que mudaram as coisas hehe.

    Prefácio

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