Review: Eternos

Oi pessoal, tudo bem?

Nem acredito que essa é uma resenha de um filme que vi no cinema! 😭 Emocionadíssima estou, porque era um dos programas que eu mais curtia fazer antes da pandemia começar. Então, agora que me sinto um pouco mais segura, resolvi pegar uma sessão tranquila e conferir Eternos, o mais novo lançamento da Marvel.

Sinopse: Os Eternos são uma raça de seres imortais que viveram durante a antiguidade da Terra, moldando sua história e suas civilizações enquanto batalhavam os malignos Deviantes.

Acho importante dizer que meu hype pra Eternos tava zerado, independentemente do que os críticos vinham dizendo. Vi o trailer e tudo mais, mas nada em específico me chamou totalmente a atenção, e eu sabia que seria uma história bem diferente do que o MCU apresentou até então. E acho que nesse sentido foi bem positivo ter ido sem expectativas porque, mesmo não achando o filme a melhor coisa do universo, ele me divertiu e me entreteve. A trama nos apresenta aos Celestiais, seres de enorme poder responsáveis por criar a vida no universo. Eles também são criadores dos Eternos, uma espécie de seres imortais que são enviados à Terra para proteger os humanos de criaturas conhecidas como Deviantes. A líder dos Eternos, Ajak, é quem se comunica diretamente com seu líder Celestial, Arishem, e ambos conduzem os Eternos e a vida na Terra rumo à prosperidade por milhares e milhares de anos. Porém, no presente, quando os Deviantes (que até então os Eternos achavam ter sido extintos) retornam e Ajak é encontrada morta, eles correm contra o tempo para descobrir o que está acontecendo – e o motivo do retorno dos Deviantes.

Além de Ajak, o grupo de Eternos é formado por Sersi, Ikaris, Gilgamesh, Thena, Druig, Kingo, Makkari, Sprite/Duende e Phastos. O filme faz o melhor possível pra dar uma trama pra cada um deles, especialmente quando apresenta cada um nos dias presentes. Os Eternos viveram juntos por milhares de anos, mas em determinado momento Ajak os liberou para seguirem seus caminhos, e muitos deles não se viam desde então. Além disso, existem posicionamentos e ideologias diferentes entre os membros do grupo, como Druig, por exemplo, que acha a regra criada por Ajak e Arishem de não interferir nos conflitos humanos absurda. No caso dele, que é capaz de controlar mentes, a dor de ver a humanidade se destruindo ao longo dos séculos é esmagadora.

Eu gostei da interação entre os Eternos de maneira geral. Eles são uma espécie de família, e como em toda família também há questões mal resolvidas e mágoas não superadas. Podemos dizer que a protagonista é Sersi, capaz de transmutar a forma de objetos e seres não sencientes. Ela é a chave pras decisões que os Eternos tomam no presente, porque ela é a escolhida para herdar a jóia que Ajak carregava e permitia o contato com Arishem. Apesar do seu papel central, achei a personagem bem sem sal. Não sei se foi a interpretação de Gemma Chan, mas não me senti conectada a Sersi e seu plot. O mesmo acontece com seu romance com Ikaris, que não me comoveu nem me conquistou.

Uma coisa bem positiva do filme são as cenas de ação! Os poderes dos personagens são legais e os efeitos visuais impressionam. Aqui brilha a personagem de Angelina Jolie, Thena (sem o A, como ela mesma ressalta), que utiliza energia pra criar armas em lutas corpo a corpo. Já em relação a Ikaris, o mais forte do grupo, confesso que achei estranho ver um personagem com poderes tão “Super-Homem vibes” num filme da Marvel. 😂

Ainda nos aspectos positivos, vale salientar a diversidade que faz parte do longa. Temos pessoas de diferentes etnias, credos e orientações sexuais, assim como uma pessoa com deficiência. Temos um beijo gay de um casal que construiu uma família linda e cria seu filho com amor. Como pode haver quem se oponha a isso, né? Mas, felizmente, o filme não cortou essas cenas em países que se opuseram, e ela é mesmo super representativa. As cenas de Makkari também são ótimas porque a comunicação acontece por meio de linguagem de sinais, e foi a primeira vez que eu vi isso acontecendo em um filme – e, sendo um em blockbuster, o impacto em mais pessoas é ainda maior.

Mas o filme também tem problemas. Pra mim, o maior deles é o fato de que é muita história pra contar de uma vez só. Eles introduzem mais informações sobre os Celestiais, nos apresentam às espécies dos Eternos e dos Deviantes, a novos poderes, a novas ameaças, e tudo isso acaba sendo meio jogado, especialmente no ato final, que também acaba sendo um tanto previsível. A sensação que fica é que existem muitas pontas soltas e, por mais que tenha sido recém o primeiro filme desse grupo de heróis, me deu uma sensação de que faltou algo.

Eternos é uma boa distração, pois entretém e conta com ótimas cenas de luta e efeitos visuais incríveis. Não é um filme super memorável por sua história, mas tem disrupções importantes ao trazer um elenco diverso e uma trama que se afasta completamente do que a Marvel trouxe até o momento. Vale a pena dar uma chance e ir se preparando pra próxima fase do MCU. 😀

Título original: Eternals
Ano de lançamento: 2021
Direção: Chloé Zhao
Elenco: Gemma Chan, Richard Madden, Angelina Jolie, Salma Hayek, Ma Dong-seok, Barry Keoghan, Kumail Nanjiani, Lia McHugh, Lauren Ridloff, Brian Tyree Henry, Kit Harington

10 comentários sobre “Review: Eternos

  1. Estou bastante curiosa em relação a esse filme, gostei bastante de você ter explicado o que gostou ou não. Acho que o problema com filmes que tem muita coisa para contar é que nunca dá para contar tudo e isso pode gerar certo desequilíbrio na trama, por exemplo vc ficou a sensação de pontas soltas. Acho que estou dando preferências a séries ou mini séries por causa disso hahahah

    beijos

  2. Olá, Priih.
    Estou tão atrasada com os filmes e séries desse universo que nem sei mais por onde anda a história hehe. Me pareceu pelos seus comentários que teria funcionado melhor uma série que daria para ter contado a história de todo mundo. Quanto a ir no cinema, ainda não tenho coragem não hehe.

    Prefácio

  3. Oi Priih! Voltei ao cinema mês passado e entendo a emoção de estar lá de novo após quase dois anos sem ir e eu ia toda semana. Sobre Etenos, não vi ainda. Apesar de ser Marvel, com o fim de Vingadores eu perdi um pouco do hype com o MCU. Ainda vou conferir, mas não por agora. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

  4. Sou fã dos filmes da Marvel, embora esteja um pouco desatualizado. A Pandemia meio que me atrapalhou a acompanhar os filmes, sabe? Ainda estou meio com medo de ir ao cinema, embora esteja vacinado com as duas doses.

    Abraços,

  5. Assisti Eternos esse fim de semana e senti exatamente as mesmas coisas que você. É um bom filme e a história é interessante, porém demora demais até chegar nos pontos importantes e quando chega é tudo meio jogado. Mas me deixou ansiosa para ver o futuro dos filmes do Universo Marvel

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