Review: A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

Oi pessoal, tudo bem?

A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas foi um play despretensioso que eu dei na Netflix, mas que me arrancou muitas risadas, me entreteve e também me comoveu. Preparados pra conhecer?

Sinopse: Uma revolta de robôs interrompe a viagem da família. Agora o destino da raça humana está nas mãos dos Mitchells — a família mais estranha do mundo.

A trama tem seu pontapé inicial quando Katie, a filha mais velha dos Mitchell, é aceita para cursar a faculdade de cinema. Empolgada para conhecer pessoas que compartilhem da sua paixão – já que, em geral, ela se sente uma outsider -, Katie não contava com a decisão de seu pai, Rick, de fazer uma viagem de carro em família (em vez de deixá-la ir de avião). A relação dos dois, que no passado era muito cúmplice, está num momento delicado: Katie não sente que seu pai a compreenda, enquanto Rick acha que a filha está distante. Em paralelo a esse plot, temos outro catalisador superimportante que acontece bem longe da road trip: no Vale do Silício, uma convenção de tecnologia comandada pelo gênio Mark Bowman, que inventou a inteligência artificial PAL, anuncia um modelo novo de robôs com tecnologia de ponta; o problema é que Mark descarta PAL como algo ultrapassado, fazendo com que ela decida se revoltar e comandar os robôs, colocando-os contra a humanidade. E é assim, em meio ao caos, que a família Mitchell é pega de surpresa e precisa encontrar não apenas uma forma de fugir e sobreviver, mas também de impedir PAL.

A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas é produzido pelos responsáveis pelo excelente Homem-Aranha no Aranhaverso, e podemos encontrar algumas similaridades no que diz respeito à arte. Como no filme do Cabeça de Teia, aqui também temos um visual predominantemente 3D, mas cheio de elementos 2D e intervenções interessantes. Isso torna o longa visualmente atrativo e, no meu caso, foi um recurso que prendeu bastante minha atenção. A identidade visual é muito bacana e a atmosfera é muito divertida e imersiva, tornando as quase 2h de duração muito gostosas de assistir.

O filme também acerta em cheio no humor. Além dos quatro membros da família Mitchell (os já mencionados Katie e Rick, mas também Linda, a mãe, e Aaron, o filho mais novo), temos ainda dois robôs comandados por PAL que sofrem uma pane parcial ao serem danificados e acabam se tornando aliados improváveis de Katie e sua família. E todos eles se veem numa posição totalmente inesperada: a de heróis da humanidade. Enquanto PAL comanda os robôs para capturar os humanos, os Mitchell (com o auxílio dos seus novos companheiros inorgânicos) conseguem escapar, e precisam ir até o epicentro da revolta pra desativar a inteligência artificial – caso contrário, todas as pessoas capturadas serão enviadas para o espaço (sim, pra morrer mesmo). E todas as situações que a família passa pra tentar chegar até PAL em segurança são muito engraçadas, assim como as perseguições pela estrada e as interações com outros eletroeletrônicos. Pra fechar com chave de ouro há também o humor sarcástico em torno de um jovem genial que revolucionou a tecnologia e as consequências de suas atitudes. Qualquer semelhança com a realidade pode ou não ser mera coincidência. 😛

Mas meu elemento favorito de A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas não poderia ser outro se não os próprios Mitchell (e seu maravilhoso pug, Monchi). Cada personagem tem uma personalidade marcante e protagoniza cenas engraçadas, por mais que o foco maior seja em Katie e Rick. Linda é uma mulher engraçada e, quando os filhos estão em perigo, reage como uma leoa; Aaron é um irmão mais novo fofíssimo que é tão “esquisito” quando Katie e olha pra irmã com admiração; Rick é um pai zeloso e que ama os filhos, mas que nem sempre consegue demonstrar isso da forma como eles – especialmente Katie – precisam; e a própria Katie é uma jovem criativa e irreverente, mas que também não consegue enxergar os sacrifícios que o pai fez por ela. Com o passar do tempo e com a convivência forçada no carro (somada ao medo da extinção, é claro), os personagens são obrigados a olhar com mais atenção um para o outro, e os laços vão se estreitando. Pra fechar, também adorei como a sexualidade de um dos personagens é trabalhada: de forma totalmente natural e leve.

Resumindo, A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas foi um dos melhores filmes de animação a que assisti recentemente, reunindo em si uma produção de alta qualidade, um enredo divertido e envolvente e personagens muito cativantes. Se você não sabe o que fazer nesse domingo, corre lá na Netflix e dê o play. Prometo que vai valer a pena! 😉

Título original: The Mitchells vs the Machines
Ano de lançamento: 2021
Direção: Michael Rianda
Elenco: Abbi Jacobson, Danny McBride, Maya Rudolph, Michael Rianda, Eric André, Olivia Colman

15 comentários sobre “Review: A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

  1. Oi Pri, tudo bem?

    Faz bastante tempo que não assisto animação e confesso, que a primeira vista A família Mitchell e a Revolta das Máquinas não tinha me chamado muito a atenção. Mas lendo a sua resenha, fiquei convencida a dar uma chance para o filme.

    Acho que é uma boa opção para o momento atual em que estou.

    Beijos;***
    Ariane Gisele Reis | Blog My Dear Library.

  2. Oi Priih! É bom ser surpreendido por uma obra, seja ela escrita ou nas telas. Eu não conhecia esta produção, mas pelas imagens achei a animação linda e a história parece empolgar. Dica anotada.

  3. Olá,
    Eu até dei play nesse filme no outro dia para o enteado do meu irmão assistir. Mas o garoto só quer saber de jogar no celular. hahaha
    Então farei uma exibição para exclusiva haha ainda mais com Olivia e Maya dublando.
    E amo animações com esse tipo de humor, então certamente irei curtir.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

  4. Oi, Priiiiiih. Tudo bem?
    Eu vou ver essa animação! Faz tempo que estou procurando alguma animação para me divertir, depois da Raya fiquei animada de novo com esse mundo, tinha me esquecido o quanto é gostoso assistir animações. Já vou engatar nessa.

    Beijos, Vanessa
    Leia Pop

  5. Olá, Priih.
    Eu nunca fui de assistir muita animação. Mas como ultimamente estou assistindo junto com minha mãe estou dando presencia para filmes mais leves e esse me interessou bastante. E gosto de histórias assim com viagens hehe. Se der vou assistir.

    Prefácio

  6. Pingback: Review: A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas — Infinitas Vidas – CURIOSIDADES NA INTERNET

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