Resenha: Você É Fodona – Jen Sincero

Oi pessoal, tudo bem?

Recebi como parte de uma ação de divulgação da Editora Rocco Você É Fodona, um livro de autoajuda de Jen Sincero que promete colocar o leitor no controle da própria vida e ajudá-lo a conquistar seus objetivos. Mesmo não sendo um gênero do qual eu goste, pensei: por que não? E agora bora que vou contar pra vocês o que achei. 🙂

jen sincero voce é fodonaGaranta o seu!

Sinopse: Mais de 2 milhões de exemplares vendidos no mundo. Neste divertido livro, a autora nº 1 de best-sellers do The New York Times e coach de sucesso, Jen Sincero, oferece capítulos curtos, cheios de histórias hilariantes e inspiradoras, conselhos sábios, exercícios fáceis e palavrões ocasionais. Mostrará como criar uma vida que você ama totalmente, e como criá-la agora.

Eu tenho uma resistência fortíssima à ideia de coaches. Em geral, acredito que a maior parte deles ganha dinheiro com frases prontas e repetidas à exaustão. Por isso, sempre que pego um livro de autoajuda, eu inicio a leitura com desconfiança, e o livro precisa provar que vale a mudança de opinião. Não foi diferente com Você É Fodona, cujo título vergonha alheia já me causou um certo… receio. E em diversos pontos a obra acabou reforçando minha opinião pré-concebida. Felizmente, algumas partes foram capazes de gerar uma reflexão positiva, e vou concentrar os próximos parágrafos em prós e contras da leitura.

Jen Sincero inicia o livro explicando que temos a consciência (que determina o que queremos fazer) e a inconsciência (o que foi incutido na gente sem percebermos). A partir da inconsciência surgem o que ela chama de crenças limitantes – conceito que eu, particularmente, não comprei. Para Jen Sincero, são essas crenças que nos impedem de avançar e atingir nossas metas, e ao longo dos capítulos ela discorre sobre formas de superar esse obstáculo. Gostei que ela fala sobre o perigo das piadas autodepreciativas, que minam a nossa autoconfiança e são uma repetição de impressões negativas a respeito de nós mesmos. Jen Sincero incentiva que sejamos capazes de aceitar os elogios de coração aberto, sem decliná-los. Eu pessoalmente sou uma pessoa que fico bastante sem jeito com elogios, e de uns tempos pra cá tenho tentado me acostumar à ideia de recebê-los e, principalmente, acreditar neles.

Outro conteúdo interessante do livro diz respeito a sermos mais gentis com nossos erros. Esse tema também conversou diretamente comigo, porque sou alguém cuja autocobrança é elevadíssima. Ao aceitar a nossa falibilidade, a gente entende que tá tudo bem tentar algo pela primeira vez e não necessariamente se sair bem nisso, afinal, o erro também faz parte do aprendizado. Por fim, outro conceito bacana abordado pela autora diz respeito à procrastinação: muitas vezes deixamos de cumprir uma tarefa ou objetivo por esperar que saia tudo 100% perfeito, o que é basicamente impossível. Ela sugere então que as tarefas sejam divididas em objetivos menores, de forma que cada passo seja mais factível, não parecendo uma tarefa hercúlea que cause a procrastinação por puro medo de tentar.

resenha você é fodona

E do que eu não gostei? Bom, a começar pela gama de assuntos que Jen Sincero aborda. Ela fala sobre tantas áreas da vida (carreira, dinheiro, vida amorosa) que parece que nenhum conselho é aprofundado o bastante, sabem? Além disso, faltam exemplos pessoais que justifiquem as dicas – afinal, por que eu acreditaria na autora se ela quase não tem situações reais para provar que aquilo funciona? Acredito que a falta de exemplos, somada a um milhão frases de efeito piegas, foi um dos maiores responsáveis pela minha desconexão com a leitura.

Outra abordagem que não colou comigo diz respeito à vibração dos pensamentos. Segundo Jen Sincero, precisamos emitir a vibração certa ao Universo pra atrair coisas positivas, e para que algo se torne realidade você primeiro precisa acreditar que aquilo é verdade. Com todo respeito a quem acredita nisso mas, pra mim, simplesmente não dá. Considero isso o suprassumo do papo de coach e ainda culpa você por estar atraindo porcaria pra sua vida, sem considerar os diversos fatores externos que podem atravancar o caminho – incluindo privilégios. Isso fica ainda mais grave quando ela começa a falar de prosperidade financeira: os conselhos dela não poderiam ser mais desconectados da realidade, afirmando que “se você sintonizar sua energia à abundância do Universo, você será recompensado” ou, ainda pior, ela exemplifica com o fato de ter comprado um carro caro em vez de um carro barato porque isso deu o sinal necessário para o Universo compreender que ela tava pronta pra prosperar. Bah, apenas não. Eu acredito que sim, precisamos arregaçar as mangas e correr atrás dos nossos objetivos, mas compreendo também que existem muitos fatores envolvidos em fazer um objetivo dar certo ou não: falta de grana, falta de acesso a determinados espaços, desigualdade social… Enfim, já deu pra entender meu ponto, né? Por fim, não posso evitar dizer que as escolhas de analogia dela não poderiam ser mais bregas. Ela se refere ao ego como Grande Dorminhoco, por exemplo… Simplesmente constrangedor.

Em suma, Você É Fodona foi capaz de dialogar com alguns aspectos que eu venho tentado trabalhar em mim mesma há algum tempo. Mas, honestamente? O mérito tá na terapia rs. Alguns conselhos são legais, a intenção é boa, só que pra mim não funcionou. Por isso, não é um livro que eu recomendaria diretamente mas, se a proposta chama a sua atenção, vá em frente. 😉

Título original: You Are a Badass
Autor:
Jen Sincero
Editora: Rocco
Número de páginas: 272
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.

18 comentários sobre “Resenha: Você É Fodona – Jen Sincero

  1. Oi Priih! Não é um tipo de livro que eu tenha interesse em ler, eu acho complicado uma pessoa conseguir achar solução para os problemas dos demais com conselhos e, sinceramente, não coloco fé em algo assim. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

  2. Eu não consigo ler livros de autoajuda por isso. É muito conselho vago demais, que não me ajudam muito no fim das contas. Fico com a sensação de perda de tempo lendo… Concordo com você, eu também sofro com essa “autocobrança”, que estou reavaliando na terapia, não por uma frase “de sucesso” de coach… rs
    Com certeza, não é um livro que eu leria… =/
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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  3. Oi, Pri como vai? Livros de autoajuda costumam não ser atrativos para maioria dos leitores não é mesmo? Eu particularmente gosto de ler este tipo de livro, pois costumam me ajudar quando preciso, eu costumo adaptar as dicas, pois como você bem mencionou e, eu concordo com o que você escreveu que, muitas de essas dicas estão totalmente ( quase que todas ) fora de a realidade de a maioria das pessoas. Então não dá para seguir à risca estes conselhos de frases prontas, contudo dá sim para adaptá-las com a realidade de cada um, visto que cada leitor (pessoa) vive uma realidade diferente devido a inúmeros fatores. Adorei sua resenha, como costumeiramente muito bem elaborada por você. Abraço!

    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

  4. Amei a resenha. Eu era do tipo que odiava autoajuda, mas aprendi a ler para de certa forma de abrir par alguns debates.Sempre tem algo interessante que podemos aproveitar.
    Nossa, eu odeio papo de coach também, na real acho que nem eles acreditam e ficam repetindo para as outras pessoas acreditarem.
    beijos

  5. Oi, Priih. Tudo bem?
    Acho que do tempo que li autoajuda só gostei de um livro, normalmente eles sempre me irritam e as palavras de coach sobre atratividade é exatamente o que me incomoda então acho que concordamos nisso. Esse livro parece ter outros pontos positivos, acho que poder ser uma coisa para leitura rápida quando eu quiser sair dos gêneros que estou acostumada.

    Beijos, Vanessa
    Leia Pop

  6. Oi, Priih!
    Eu também sempre fujo de livros de autoajuda, não consigo suportar o papo desses coachs e as dificuldades que encontramos ao longo da vida por muitas vezes não tem nada a ver com as “vibrações que emitimos ao universo..”
    Entretanto, esse quesito das piadinhas autodepreciativas tem fundamento! Eu costumava dizê-las em voz alta para amigos, namorado, família.. o que me deixava mais e mais insegura. De uns tempos pra cá resolvi acabar com esse mau hábito e melhorei 100% minha relação comigo mesma.
    Um livro de autoajuda que eu amei e te recomendaria, é Arrume Sua Cama. O autor não é coach e muito menos palestrante, ele apenas dá algumas dicas que aprendeu ao longo de sua vida como militar e é uma leitura muito edificante!

    Estante Bibliográfica

  7. Oi Priih,
    Também tenho aversão a coaches, mas eu consigo ler de boa alguns tipos de autoajuda. Porém, lendo a sua resenha, confesso que não me interessei muito por esse exemplar, achei bem “mais do mesmo”, com frases motivacionais e diquinhas fracas para o dia-a-dia. E esse negócio de atrair coisas boas com o universo também não cola comigo, hahahahaha. Daí as coisas começam a ficar um 💩 na vida, cada um passo pra frente é também três pra trás, e vem um coach dizer que as coisas não estão dando certo por que você não está agradecendo o suficiente, não está tendo uma mente positiva e nem atraindo coisas boas? PLDD! Concordo com vc, pensar assim é se culpar por coisas das quais você nem sempre tem poder sobre.Concluindo, vou passar longe desse livro, haha.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

  8. Olá, Priih.
    Eu não sou fã de livros de autoajuda também não. Acho que a grande maioria é mais do mesmo e pouco resolve alguma coisa. Mas ao iniciar a resenha achei que você fosse falar que gostou muito do livro,o que até me faria dar uma chance, mas não foi o caso hehe.

    Prefácio

  9. Oi, Priih

    Eu detesto autoajuda e estou farta desses livros com variações da palavra foder no título, que cansativo!
    Acho que a única coisa que eu concordo e que difere da sua opinião de modo geral é a questão da força do pensamento. Não que isso, sozinho, seja responsável por alguma coisa concreta, mas acredito em energia e karma, creio que a gente atrai o que transmite, mas em circunstâncias bem específicas.
    Grande dorminhoco foi péssimo! Hahahahah

    Beijos
    – Tami
    https://www.meuepilogo.com

  10. Oiii Prih

    Sinceramente esses livros não são pra mim. Entendo e respeito quem adora e se sente confortado, mas pra mim sempre deu a impressão de frases prontas, assuntos mil que no final viram uma salada e terminam pouco aprofundados, e pelo visto aqui também se quer abarcar muito e no final se desenvolve pouco. Anyway, alguns pontos podem ser legais e a gente até se identifica, mas no geral, eu não leria por enquanto não. Nunca direi nunca porque né…a gente muda muito nesse mundão mas por enquanto acho que pra mim não seria uma leitura pra ter em conta.

    Beijs,Ivy

    http://www.derepentenoultimolivro.com

  11. Oi Prih! Já deu pra saber que você é bem sincera nas suas resenhas e quando vi o título do livro, pensei: ‘ih, vamo ver no que deu essa leitura’ hahaha porque eu também fico com um pé atrás (os dois, na verdade) com livros de autoajuda, discursos de coach e tudo mais. Muito do que eles escrevem/falam a psicanálise, por exemplo, explica de maneira muito melhor, mais aprofundada e com embasamento teórico-científico, o que me agrada e me interessa muito mais rs Que bom que houve pontos positivos, né. Mas é uma leitura que não me desperta interesse mesmo!

    Beijos
    https://monautrecote.blogspot.com/

  12. Oi Pri, tudo bem?

    Você não é a única que tem esse receio com coachs. Na verdade, eu fico com o pé atrás com qualquer um que tente me vender uma receia pronta. Nos últimos anos venho lendo muitos livros com essa vibe mais de “autoajuda”, mas sempre busco livros em que o foco seja o autoconhecimento e a gestão dos meus sentimentos.

    Até 2018 eu era uma pessoa que reclamava de tudo e jogava contra mim mesma, e foi através de livros do autoajuda que passei a mudar a minha forma de pensar. Claro que ainda tem dias que quero ligar o foda-se, mas aprendi a gerenciar melhor os meus pensamentos e de verdade vi um melhora significativa em minha vida.

    Acho que como em tudo na vida, devemos sempre pegar o que realmente nos agrega e deixar de lado aquilo que soa “falso demais”. Exatamente como você fez ao ler o livro.

    Beijos;*
    Ariane Reis | Blog My Dear Library.

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