Resenha: Codinome Villanelle – Luke Jennings

Oi pessoal, tudo bem?

Em parceria com a Companhia das Letras, recentemente li Codinome Villanelle – obra que inspirou a premiada série Killing Eve.

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Sinopse: Villanelle (um codinome, é claro) é uma das assassinas mais habilidosas do mundo. Uma psicopata hedonista, que ama sua vida de luxo acima de quase qualquer coisa… menos a emoção da caçada. Especializada em matar as pessoas mais ricas e poderosas do mundo, Villanelle é encarregada de aniquilar um influente político russo, e acaba com uma inimiga determinada em seu encalço. Eve Polastri é uma ex-funcionária do serviço secreto inglês, agora contratada pela agência de segurança nacional para uma tarefa peculiar: identificar e capturar a assassina responsável e aqueles que a contrataram. Apesar de levar uma vida tranquila e comum, Eve possui uma inteligência rápida e aguçada – e aceita a missão. Assim começa uma perseguição através do globo, cruzando com governos corruptos e poderosas organizações criminosas, para culminar em um confronto do qual nenhuma das duas poderá sair ilesa. Codinome Villanelle é um thriller veloz, sensual e emocionante, que traz uma nova voz à ficção internacional.

Villanelle gosta de matar. E é muito boa no que faz. A assassina de aluguel, nascida Oxana Vorontsova, finalmente encontrou seu propósito ao fazer parte de uma organização poderosa que decide o destino de nomes importantes e decisivos ao redor do mundo. Porém, apesar de todos os cuidados, ela entra na mira do Serviço de Inteligência do Reino Unido e da investigadora Eve Polastri. Quando alguém próximo de Eve é morto, sua motivação para pegar a misteriosa assassina ganha força.

Killing Eve é uma série que está na minha listinha de “to watch”, então fiquei bem animada com a oportunidade de conferir o livro que a inspirou. Ainda não tenho como comparar as duas obras, então a resenha vai se concentrar exclusivamente no material de origem. Codinome Villanelle é curtinho e de ritmo eletrizante: desde o início somos apresentados ao estilo de vida de Villanelle, que usufrui do luxo e do conforto que sua profissão (arriscada, mas altamente rentável) oferece. Aos poucos, mas sem enrolação, o passado da assassina é revelado: a falta de identificação com as pessoas ao seu redor, a incapacidade de sentir remorso e o prazer pela manipulação são elementos que levam a sociopata ao caminho percorrido no presente. Sedutora e inteligente, Villanelle é apaixonada pela emoção da caçada, e fazer um trabalho bem feito é sua maior fonte de prazer.

Eve Polastri, por outro lado, é uma personagem mais linear (para não dizer entediante). Sua vida se transforma quando um político russo é assassinado sob sua responsabilidade, apesar de Eve ter solicitado reforço na segurança e ter sido ignorada. O episódio a faz ser procurada por Richard Edwards, um nome importante nos serviços de inteligência. Ele alega que a morte não foi acidental e que o governo está corrompido, convidando Eve a fazer parte de sua equipe na segurança nacional. Ao dizer “sim”, a investigadora é levada até a China, em busca de provas que possam levá-los aos mandantes dos assassinatos globais.

resenha codinome villanelle

Codinome Villanelle não perde tempo com grandes aprofundamentos da trama ou dos personagens que não sejam realmente essenciais. Desde o início sabemos a respeito da assassina que dá nome à obra, o que tem duas consequências: torna a leitura instigante, mas também tira um pouco do mistério da personagem. O livro se desenvolve como um típico filme de espionagem, inclusive com seus clichês: temos a femme fatale que consegue sexo facilmente (cujo perigo se esconde em sua fachada sedutora), temos também a investigadora implacável que deixa sua vida pessoal de lado após sofrer uma perda, temos frases de efeito breguíssimas e até mesmo o clichê do vilão russo. Apesar desses aspectos bem duvidosos, é inegável que a trama transcorre de maneira fluida e envolvente, sendo necessários poucos dias para concluir a leitura.

Os capítulos são divididos de forma estranha: são apenas quatro. A narração em terceira pessoa vai de Villanelle para Eve, com espaços entre os parágrafos que permitem ao leitor pausar a leitura mesmo no meio do capítulo. Existem algumas idas e vindas no tempo, especialmente pela abordagem do passado de Villanelle, mas isso não é negativo e tampouco confunde.

Codinome Villanelle é divertido e despretensioso, por isso não espere uma obra-prima. É um livro de espionagem que conta com o ônus e o bônus do gênero: sim, tem vários clichês, mas também tem um ritmo acelerado e intenso. Se você é fã Killing Eve ou se gosta de tramas de ação e espionagem, vale a pena conferir. 😉

Título Original: Codename Villanelle
Série: Killing Eve
Autor: Luke Jennings
Editora: Suma
Número de páginas: 216
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18 comentários sobre “Resenha: Codinome Villanelle – Luke Jennings

  1. Oi Priih! A série eu vi o começo e não me animei a continuar, mas quero ler a obra escrita, acho que vai funcionar melhor para mim. Não ligo se há clichês, desde que bem executados. Eu espero gostar.
    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

  2. Oi, Priih

    Sempre li comentários falando que a série é muito melhor, por isso nem me interessei em pegar lá na NetGalley. E eu só enrolo para assistir a série também, o fato de não estar em um dos streamings que assino atrapalha, pois eu reluto muito em consumir conteúdo pirata, mas enfim. Em dado momento, quando der, vou assistir.
    Já li livros com essa capitulação enxuta e não me incomodo desde que haja pausas durante as cenas. No mais, creio até que eu iria gostar mesmo com os clichês, mas vou confiar que a série é melhor pq já estou atolada de leitura até a terceira idade. rs

    Beijos
    – Tami
    https://www.meuepilogo.com

  3. Oie Prih, tudo bem?

    Estou vendo o pessoal comentar muito sobre esse livro e sobre a série, mas por não ser um gênero que eu costume ler/assistir acabei não dando muita bola. A série provavelmente a minha mãe vá gostar, pois ela adora esse tipo de história. Talvez eu assista com ela se tiver de boa, e se a série chamar minha atenção, posso fazer o caminho inverso e depois ler o livro.

    Beijos;***
    Ariane Reis | Blog My Dear Library.

  4. Amei a resenha. Esse foi está sendo o livro da leitura de um clube do livro, mas fiquei com medo de ler pois já assisti a série.
    Eu gostei muito do enredo, e acho que vou ler. O bom é que não é um livro grande
    beijos

  5. Olá, Priih.
    Eu peguei esse livro para ler mas desanimei um pouco por causa dos comentários negativos que li dele. Não sabia sobre a série até ler a sinopse do livro mas achei interessante o enredo e agora me animei lendo sua resenha. Assim que der vou ler ele.

    Prefácio

  6. Eu leria esse livro, mas como vc disse, de forma bem despretensiosa. Porém, por ser bom, mas não ser uma leitura que eu acho digna de passar na frente de outras, acho que vai demorar um pouco para conferir a obra, haha. Ahh e eu também não conhecia a série, então acho que pra mim será uma leitura sem nenhuma referência.
    E sobre o autor que entrou em contato contigo, eu indiquei seu blog por que gosto muito dele e seu conteúdo é ótimo, sempre completo 🙂
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

  7. Meu maior motivo para ver a série era o elenco porém nem ao menos sabia que a mesma era inspirada em um livro. Uma pena que a obra se prenda aos clichês. Tinha ficado animada em a ler assim que comecei o post mas desanimei um cadinho mesmo que seja uma boa leitura rs

    Abraço,
    Larissa ♥
    Parágrafo Cult

  8. Oii Priih!
    Desde o início da resenha fiquei imaginando que esse livro era mais descompromissado, voltado a ação em si. Para quem espera por uma leitura nesse estilo ele parece cumprir a missão.
    Gostei da ideia da trama, é o tipo de estória que rende filmes e séries.
    Bom fim de semana!
    Bjos

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