Resenha: A Fogueira – Krysten Ritter

Oi pessoal, tudo bem?

Preparados para mais uma resenha em parceria com a Editora Rocco? 😀 Hoje vim contar pra vocês o que achei de A Fogueira, o livro de estreia de Krysten Ritter (mais conhecida por interpretar a personagem Jessica Jones).

a fogueira krysten ritter.pngGaranta o seu!

Sinopse: Na trama, Abby Williams é uma advogada de 28 anos especializada em questões ambientais. Hoje uma mulher independente vivendo em Chicago, Abby teve uma adolescência problemática numa cidadezinha no estado de Indiana que até hoje ela luta para esquecer. Mas um caso de contaminação envolvendo uma grande empresa obriga Abby a voltar à pequena Barrens e confrontar seu próprio passado. Quanto mais sua equipe avança nas investigações sobre a Optimal Plastics, mais Abby se aproxima também da verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua antiga melhor amiga anos atrás e de outros acontecimentos até então sem resposta.

A Fogueira tem um enredo bastante familiar a quem está acostumado a ler thrillers: uma jovem bem-sucedida precisa voltar à cidade natal (normalmente no interior) e se vê envolvida por mistérios do passado. A trama não é muito original e remete a várias outras obras do gênero, causando uma sensação de “já vi isso antes” durante a leitura. Porém, Krysten Ritter é capaz de unir esses elementos clichês em uma história envolvente com uma narração competente: a autora usa diversas alegorias e analogias interessantes, que deixam a escrita rica sem ser cansativa.

Outro aspecto positivo da leitura são os capítulos curtos, que conferem agilidade à história. O livro é narrado por Abby, a protagonista, e consequentemente tem muitos devaneios dela em relação ao passado (muitos deles extremamente “convenientes” à trama, como se viessem para preencher a lacuna necessária naquele instante. Isso me desagradou um pouco). Entretanto, apesar de Abby ficar refletindo bastante sobre o que aconteceu, a personagem não é irritante ou enfadonha, e seus pensamentos não entediam o leitor. Além disso, o final foi muito satisfatório! Em determinado ponto, eu já pensava que não aconteceria nada muito “uau” na trama, e Krysten Ritter me surpreendeu com o desenrolar dos fatos na reta final. Surge uma situação aflitiva e uma resolução pra trama que fecha muito bem o enredo, concluindo não só a história do livro, mas também o passado de Abby. Por fim, vale elogiar a edição em si, que tem páginas amareladas e fonte confortável, com poucos erros de revisão ao longo do livro.

resenha a fogueira krysten ritter

Agora, preciso falar sobre os aspectos negativos da obra. Em primeiro lugar, fiquei meio ??? com as atitudes da Abby assim que chega em Barrens. Ela vai até o local para resolver uma questão profissional (investigar a maior empresa da região, a Optimal Plastics, e seu envolvimento com a possível poluição da represa local); entretanto, a personagem passa mais tempo beijando as duas primeiras bocas do passado (aka ex-colegas de escola) que vê pela frente: Condor, um cara fortão e bonito que trabalha em uma loja de bebidas, e Brent, um executivo importante da Optimal, por quem Abby foi apaixonada na adolescência. A advogada me pareceu meio imatura demais com essa atitude, que desviou muito a atenção dela em relação ao caso.

Outro aspecto decepcionante diz mais respeito à trama em si. A trama da poluição se resolve rapidamente, e o livro dá uma guinada em uma direção que não tem nada a ver com esse problema em si. Foi isso que me deu a sensação de que a autora tentou juntar elementos demais em um livro tão curto. Ela poderia ter focado em um plot só, desenvolvendo-o melhor, mas acabou falando em poluição de água, o tal Jogo, o mistério de Kaycee, entre outras coisas. Achei too much. Falando em Kaycee, infelizmente não consegui comprar toda a consternação sentida por Abby em relação à antiga amiga desaparecida; por mais que as duas tenham sido muito próximas quando crianças, o adoecimento e posterior “fuga” de Kaycee me parecem situações quase triviais pra perturbar tanto assim a protagonista.

Como tenho experiência lendo thrillers (já que sou apaixonada pelo gênero), não vi nada de muito novo em A Fogueira. Entretanto, percebi o incrível potencial de Krysten Ritter para criar uma história envolvente e bem escrita, que conseguiu me manter entretida mesmo nos pontos da trama que não me agradavam tanto assim. A autora tem potencial, isso é inegável. Eu diria que A Fogueira é uma ótima obra pra quem quer dar o pontapé inicial na leitura de thrillers: é de rápida leitura, tem narração objetiva e uma conclusão satisfatória. Se você está procurando uma obra para começar a se aventurar nesse gênero literário, A Fogueira é uma ótima pedida. 😉

Título Original: Bonfire
Autor: Krysten Ritter
Editora: Fábrica231 (selo da Editora Rocco)
Número de páginas: 288
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Livro cedido em parceria com a editora.
Esse não é um publipost, e a resenha reflete minha opinião sincera sobre a obra.
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25 comentários sobre “Resenha: A Fogueira – Krysten Ritter

  1. Oiii Prih

    Eu tenho esse livro anotado na minha lista, mais por curiosidade em conferir a estréia da Kristen na literatura do que pela trama em si já que também não notei nada de muito novo na premissa do livro. Por ser um livro curto realmente teria sido melhor que a autora desenvolvesse bem um plot só ao invés de querer abordar vários outros detalhes que fazem, muitas vezes, as histórias perderem o foco inicial. De qquer maneira, acho que vou querer conferie essa obra, quem sabe acabe me surpreendendo.

    Beijos

    http://www.derepentenoultimolivro.com

  2. OI Priih! Acho que quem não tem muita experiência no gênero pode curtir ou mesmo quem tem e não procura algo muito elaborado. Pelo menos deu para perceber que a autora tem potencial e pode ainda escrever grandes histórias.Bjos!! Cida
    Moonlight Books

  3. Oie,
    Não sabia que a atriz era também escritora.
    Gostei muito da sua resenha!! Primeiramente me interessei e fiquei tentada a ler, mas quando você começou a citar os pontos negativos me desanimou um pouco. Acho estranho quando o livro não tem muito foco e tenta falar sobre várias coisas ao mesmo tempo e resolver tudo muito rápido, muitas vezes as coisas vão ficando pela metade.
    Beeijoo!!

    Grazy Carneiro
    Meus Antídotos

  4. É isso que eu chamo de uma mulher versátil: atriz, empresária, escritora… hahahah
    Já havia lido algumas resenhas deste livro e basicamente as ressalvas foram as mesmas, elementos demais e falta de foco.
    Mas pelo menos a história teve aspectos que te agradaram, né?
    Adoro thrillers com capítulos curtos, ultimamente tenho lido muitos assim.
    E essa caoa é muito legal, parece que está pegando fogo mesmo. Hahahah

    Beijos
    – Tami
    https://www.meuepilogo.com

  5. Oi Prih,
    Nossa, eu amo thrillers e amo a Krysten.
    To louca demais por esse livro, mas desempregada nem dá..#cries.
    Meu Deus, o que esse povo vê em ex dos confins do passado…dels me dibre

    até mais,
    Nana – Canto Cultzíneo

  6. Não conhecia o livro, mas lendo a sua resenha vejo que ele realmente não foge muito dos clichês de thrillers (que amooo). Não fiquei muito empolgada pra ler, mas talvez eu possa dar uma chance, já que é uma leitura rápida, né? O que eu amei mesmo foi essa capa, achei linda!

    Com amor,
    Steph • Não é Berlim

  7. Oi, td bem??
    AAAAA a Krysten é muito maravilhosa mesmo, meu deus que fada!
    Depois de ler a resenha fiquei morrendo de vontade de comprar!
    Que pena que ela quis juntar vários acontecimentos num livro só e em alguns momento ele acabou se desviando do foco, mas parece ser bem legal e uma ótima oportunidade dela mostrar seu potencial né?
    Adorei!
    Beijos
    http://www.somosvisiveiseinfinitos.com.br
    Vídeo novo: https://www.youtube.com/watch?v=5xMZyV3scSw

  8. Oi, Priih.
    Eu gosto demais desse estilo de livro.
    Apesar de ser meio clichê muitas vezes, o enredo pode apresentar muitas histórias e ângulos diferentes.
    Talvez a autora tenha misturado muitos temas ao mesmo tempo, mas pelo menos sua escrita parece prender o leitor, o que pra mim é o diferencial e talvez o que eu mais goste.
    Bela resenha.
    Abraços.

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