Review: Pantera Negra

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim contar pra vocês o que achei desse tiro que foi Pantera Negra! ❤

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Sinopse: Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Laetitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de Vibranium, alguns anos atrás.

Sabe quando você assiste a um filme e sente o impacto? Pois é, eu senti. Pantera Negra já prometia ser revolucionário: com um elenco majoritariamente negro, o estúdio não cometeu o erro de embranquecer um longa que trata não apenas sobre um super-herói, mas também sobre a cultura negra e africana. Isso é ainda mais relevante quando lembramos que universo nerd é extremamente preconceituoso e escroto. Não concorda? Dá uma olhadinha nessa notícia recente sobre o Comics Gate.

Enfim, vamos ao filme. Após a morte do rei T’Chaka em Capitão América: Guerra Civil, T’Challa precisa assumir o manto de rei de Wakanda. Após alguns desafios pelo trono, ele torna-se rei e precisa enfrentar alguns dilemas morais. A mulher que ama, Nakia, acredita que Wakanda deve sair das sombras e ajudar os povos negros necessitados ao redor do mundo. Ela trabalha arduamente para resgatar e salvar pessoas que ainda vivem em situação de escravidão e exploração e, portanto, acha um erro que Wakanda mantenha-se fora de tudo isso. O local é riquíssimo graças ao Vibranium em abundância, além de ser uma potência tecnológica avançadíssima graças a esse precioso metal. E, para a surpresa de T’Challa, mais pessoas acreditam que Wakanda deve se expor, sendo uma delas o vilão do filme, Erik Killmonger. Entretanto, ao contrário da pacifista Nakia, Erik deseja armar a população negra ao redor do mundo para acabar de vez com qualquer opressão. Seus métodos podem não ter aprovação unânime, mas é compreensível: seu intuito é dar força aos oprimidos para acabar com a opressão. Contudo, existem também motivações pessoais em seus planos, que incluem vingança por uma tragédia de seu passado (e é graças a isso que o personagem se torna mais “vilanesco”).

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Apesar das maneiras tortas e da moral questionável do vilão, não há como negar que ele é o personagem que coloca o dedo na ferida em Pantera Negra. Erik diz uma verdade cruel: existem milhões de pessoas como ele sofrendo, sendo oprimidas e até mesmo escravizadas. Em pleno século 21, ainda vivemos em um mundo que é claramente desigual e injusto, onde negros são marginalizados e explorados. O discurso de Erik é poderoso e a atuação de Michael B. Jordan é intensa, passando muita emoção ao espectador. Aliás, fico muito feliz em dizer que dessa vez a Marvel acertou em cheio no vilão. Não apenas por tudo que ele representa em sua fala (extremamente necessária), mas também por sua origem e seu desenvolvimento.

pantera negra

Os outros personagens também são ótimos. T’Challa é um homem que tem humildade para aprender com os erros do passado. Além disso, está acompanhado de três mulheres poderosíssimas: Nakia, a General Okoye e sua irmã mais nova, Shuri. Que trio, meu povo, que trio! Além de apresentarem novas formas de beleza ao nosso olhar viciado pelo padrão eurocêntrico, essas três são personagens para aplaudir de pé por vários motivos: são fortes, independentes, determinadas, inteligentes e autossuficientes. Nakia sabe o que quer e não está disposta a deixar homem nenhum (por mais que o ame) impedir seus objetivos. A General Okoye é uma exímia lutadora de grande lealdade e senso do que é certo e errado. E Shuri vem para mostrar que mulheres são inteligentes, inovadoras e capazes em áreas que são predominantemente dominadas por homens, como a da tecnologia. Muito amor por esse trio! ❤

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A cultura africana também está presente nos adornos de Wakanda, na paisagem, nos rituais das tribos, nas canções, nas vestimentas. Se eu, que sou branca, me senti profundamente emocionada ao ver tudo isso retratado no cinema, mal posso imaginar o que negros e negras sentiram assistindo a Pantera Negra. São esses detalhes que tornam o longa tão marcante, porque ele dá voz a um povo que dificilmente consegue se ver representado nas mídias. E só por isso ele já vale seu ingresso! Para ser totalmente honesta, existem algumas coisas no roteiro que são um pouco duvidosas. A decisão do rei T’Chaka em 1992 é a principal delas (selecione se quiser ler): não fez muito sentido pra mim ele deixar uma criança inocente abandonada à própria sorte apenas para encobrir a morte que ele causou. Mas nada disso tira o brilho da trama, obviamente.

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Só posso dizer uma coisa: que filmes como Pantera Negra sejam cada vez mais comuns e abundantes. Essa história vale seu ingresso não apenas pelo ótimo enredo e ritmo alucinante (que te deixam de olhos grudados na tela), mas também por tudo que representa. Wakanda forever!

P. S. (com spoiler, selecione se quiser ver): MEU BUCKY TÁ DE VOLTA!

Título original: Black Panther
Ano de lançamento: 2018
Direção: Ryan Coogler
Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright, Martin Freeman, Daniel Kaluuya, Winston Duke, Angela Bassett, Forest Whitaker

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38 comentários sobre “Review: Pantera Negra

  1. Oi, Priih! Tudo bom? ^-^
    Fui ao cinema na sexta-feira, e menina do céu, que filme mais maravilhoso!
    Estava até pensando em fazer um post no meu blog a respeito, mas depois de um review completo desses, fiquei até desmotivada ]: kkkkkkkkkkkk
    Concordo com tudo o que você disse! Acho que o filme merece muito ser visto por ser uma experiência nova para o telespectador.
    Espero que tenhamos mais dessas grandes produções dando destaque àqueles que normalmente não o tem.
    Adorei o post! Sério! Super completo e coerente ❤

    Um super beijo e uma ótima semana! :*

  2. Oi Priih!!
    Lembro que quando vi o trailer desse filme eu fiquei sem respirar de tão bom!!
    Ainda não assisti, mas com certeza vou. Concordo com você que é ótimo a Marvel ter se mantido fiel e contratar um elenco majoritariamente negro, ainda mais pelo filme envolver toda a cultura de uma tribo. Também acho super interessante o filme abordar o fato de ainda existir escravidão nos tempos atuais. Preciso muito assistir!!! (risos)
    Beijos!!
    Nerd Fox

  3. Oie Pri =)

    Vou tentar assistir Pantera Negra no cinema, mas estou achando que vou ter que esperar ele chegar no Telecine ou no Now.

    Estou bastante animada com a criticas positivas que o filme está tendo e tanto os efeitos visuais como a trilha sonora só pelo trailer já arrasaram!

    Beijos;**
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

  4. Ahhhhhh que lindooo ❤ Representatividade é tudo.
    Estou morrendo aqui pois estou de férias em uma cidade sem cinema, quero logo voltar para minha casinha e correr pro cinema pra assistir Pantera Negra ❤

  5. Oi, Pri, tudo bem? Eu tô com muita vontade de assistir a esse filme, justamente por causa da representatividade dele. Não sou negra e, provavelmente, o que conheço da cultura negra é um grande nada (apesar de ler sempre que possível sobre ela), e acho que justamente por isso o filme me interessa tanto. Eu sei que ele não é o meu nem lugar de fala, nem de dor, mas de escuta – e eu sou a pessoa que gosta muito de escutar.
    Ah, você está acompanhando Raio Negro? Eu estou e estou amando muito, recomendo ❤

    Love, Nina.
    http://www.ninaeuma.blogspot.com

  6. Oi Priih! Tudo bem?
    Tem tanto tempo que não vou ao cinema… estou louca para assistir esse filme, espero que consiga ver ainda nas telonas, todo mundo tem comentado muito! Gostei muito da sua resenha e fico feliz por ter gostado tanto!

    Obrigada pelo carinho. Volte sempre!
    Um super beijo :*
    Claris

  7. Olá Priih! Eu ainda não assisti esse filme, acredita?! Agora, preciso ir conferir nas telonas! Eu não me animei muito de ir, por não ser muito fã de Marvel, mas com uma pegada um tanto diferente, como a cultura africana e tudo mais, vale a pena abrir uma exceção e assistir, né?
    Bjks!

    Mundinho da Hanna

  8. Oie Prih! Eu estou louca para ver esse filme. Menina…estão falando muito bem. Como pude conferir na sua resenha é um tapa na cara da sociedade preconceituosa. Além disso, também vejo que tem um toque de empoderamente feminino. AMOOOO!!!! Quero ver para ontem…
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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