Review: Maze Runner: A Cura Mortal

Oi pessoal, tudo bem?

Ontem fui conferir Maze Runner: A Cura Mortal, o desfecho da trilogia Maze Runner, e hoje conto o que achei pra vocês (sem spoilers)! 😉

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Sinopse: No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.

Tiro, porrada e bomba: isso resume A Cura Mortal. O filme começa com um plano ousado de Thomas e dos outros sobreviventes de resgatar Minho (que, no longa anterior, foi raptado pela C.R.U.E.L. após a traição de Teresa), mas o grupo não é bem sucedido. Thomas, contudo, não desiste de seu objetivo. Na companhia de Newt, Brenda e Jorge, ele parte em direção à Última Cidade (onde fica a sede da C.R.U.E.L.) para resgatar o amigo.

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Eu não gostei muito de Prova de Fogo, o segundo filme da trilogia. Achei confuso, bagunçado, sem foco. A Cura Mortal não é perfeito, mas é muuuito melhor, e encerra com dignidade a saga Maze Runner. Thomas e Newt têm uma parceria incrível, que fica ainda mais evidenciada quanto os sintomas do Fulgor começam a se manifestar com mais força em Newt (que foi mordido no filme anterior). Brenda também é uma personagem bacana, que convence o espectador de suas motivações e emoções.

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Teresa é uma das personagens mais interessantes: comentei no review do filme anterior que eu achava que ela pudesse ter sido manipulada pela C.R.U.E.L. para trair os amigos, mas ela tomou essa decisão por vontade própria. A personagem sabe que está fazendo algo errado, mas acredita que suas atitudes são válidas em nome de um bem maior: a cura da humanidade. Essa dualidade torna Teresa alguém complexo, e eu gosto de personagens assim. Os vilões, entretanto, deixam muito a desejar. O Janson de Aidan Gillen é caricato (e me lembra demais o Mindinho, de Game of Thrones) e Ava é totalmente descartável. Temos também a adição de um novo personagem, Lawrence, que tem zero aproveitamento.

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Apesar dos deslizes em relação a alguns personagens, a trama é mais consistente que Prova de Fogo. Os personagens estão focados em seus objetivos e a ação se mantém sempre ao redor disso. Entretanto, as soluções de último minuto (deus ex-machina) e o excesso de reviravoltas acabam tornando o filme um pouco cansativo – olhei o horário durante a sessão uma ou duas vezes. Os cenários são bastante impressionantes. O ambiente árido mostra a desolação causada pelo Fulgor, enquanto a Última Cidade se ergue em seu esplendor, contrastando com toda a destruição ao redor.

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Apesar dos clichês, das soluções fáceis (é difícil de engolir que Thomas e seu grupo consiga fazer tanta coisa foda) e de alguns personagens subaproveitados, gostei muito de Maze Runner: A Cura Mortal. O filme traz algumas perdas que emocionam, tem um ritmo que te deixa interessado e conclui de forma competente a história iniciada em Correr ou Morrer. Pra quem já é fã da saga, recomendo! 😉

Título original: Maze Runner: The Death Cure
Ano de lançamento: 2018
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O’Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Rosa Salazar, Aidan Gillen, Ki Hong Lee, Giancarlo Esposito

25 comentários sobre “Review: Maze Runner: A Cura Mortal

  1. Oie Pri =)

    Essa parte de perdas já deixou meu coração em pedaços, por que desconfio de quem você está falando 😥

    Não li os livros da série, por que as resenhas me desanimaram, porém gostei bastante dos dois primeiros filmes. Quero ver se assisto Cura Mortal logo. Mas já vou com o coração preparado.

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

  2. Ai, Pri, eu estou louca para assistir esse desfecho! Quando a Kaya postou aquele vídeo falando em português para gente ir assistir, aí que meu coração pulou hahah.
    Maaaas eu ainda não vi nem o segundo filme, mais por preguiça mesmo… E se você diz que ele foi meio sem foco, com certeza vou continuar postergando…
    Amei sua resenha ❤

    xoxo
    Fora do Contexto

  3. Oi, Pri! Nunca terminei de assistir nem o primeiro filme, acredita? No dia que eu tava assistindo tive que sair no meio do filme e depois nunca mais lembrei de terminar HAHA mas gostei da resenha e gostei de saber que esse é melhor que o segundo, assim me dá mais vontade de ver a saga direitinho!
    Um beijão,
    Gabs | likegabs.blogspot.com ❥

  4. Sério que tem muito clichê nas cenas?
    Ah! Fala sério.
    A gente espera anos para poder conferir o desfecho e nos deparamos com algo não tão bem feito assim.
    Ainda que tenha sido bom, há falhas… Eles poderiam ter melhor analisado e encaixado as histórias, né?

    Eu não li o livro, então sou suspeita em comentar sobre a obra em si.
    Mas a trilogia era muito bem comentada.

    Beijos,
    Naty
    http://www.revelandosentimentos.com.br/

  5. Oi Prih,
    Eu assisti só o primeiro e achei a proposta interessante.
    Fiquei até de ler os livros, mas ainda não rolou.
    Sobre essas soluções fáceis, esses dias peguei a parte final do segundo filme na tv e achei isso tb, e até meu pai comentou que soava falso haha.

    bjs
    Nana – Canto Cultzíneo

  6. Olá, eu vi o trailer desse filme algumas vezes e fiquei sem entender muito aí descobri que era um livro no caso vários e comecei a procurar a respeito e achei interessante depois vou ver se assisto o filme.

  7. Oi, Priih.
    Essa talvez tenha sido a saga que eu mais gostei ultimamente, entre os filmes de distopia.
    O capítulo final talvez tenha chegado um pouco atrasado, por conta do acidente do protagonista, o que provavelmente dificultou na arrecadação com bilheteria.
    Mas gostei do filme, apesar de não ser perfeito, pois algumas falhas, como as que você mencionou.
    Também achei que o Newt se transformou muito rápido e realmente em alguns momentos parecia tudo muito fácil de resolver, mesmo com o poderio do CRUEL.
    As mortes de dois protagonistas foram emocionantes, mas também pareceram meio forçadas, simplesmente porque alguém tinha que morrer.
    Bela resenha.
    Abraços.

  8. Espetacular o pôster deste filme.Aidan Gillen está impecável no filme Maze Runner elesempre surpreende com os seus papéis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. Adoro porque sua atuação não é forçada em absoluto. Vi Rei Arthur a lenda da espadasuas expressões faciais, movimentos, a maneira como chora, ri, ama, tudo parece puramente genuíno. Seguramente o êxito do rei arthur filme de deve-se a participação dele, porque tem muitos fãs que como eu se sentem atraídos por cada estréia cinematográfica que tem o seu nome exibição. Além, acho que a sua participação neste filme de ação realmente ajudou ao desenvolvimento da história. Acho que é um dos melhores filmes que ele fez. A fotografia é impecável, ao igual que a edição. Sem dúvida voltaria a ver este filme!

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