Vamos conversar sobre 13 Reasons Why?

Oi pessoal, como estão?

Lembram que na semana passada, quando postei sobre Jessica Jones, comentei que tinha terminado 13 Reasons Why e não sabia exatamente como falar a respeito? Pois bem, durante a semana fui maturando meus sentimentos, lendo opiniões diversas e debatendo o assunto, e hoje trago pra vocês a síntese do que senti em relação a essa série. Esse post é e não é ao mesmo tempo um Dica de Série, pois não quero apenas fazer um review, mas levantar também algumas reflexões. Espero que gostem e tenham paciência pra ler esse textão. 🙂

13 reasons why

Sinopse: Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida – além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos.

Vamos falar um pouco sobre a série. 13 Reasons Why tem a seguinte premissa: Hannah Baker se suicidou. Enquanto a escola na qual a garota estudava lida com isso, Clay Jensen, nosso protagonista (que era apaixonado por Hannah), recebe uma caixa com fitas gravadas pela garota. Nessas fitas, ela conta os motivos pelos quais tomou tal atitude, e Clay está nessas fitas. Enquanto as ouve, o garoto se depara com o sofrimento de Hannah e com coisas muito mais sombrias do que pensava.

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Eis o grande “trunfo” da série pra manter o espectador curioso: por que Clay está nas fitas? O que ele fez? O que ele deixou de fazer? Essa dúvida faz com que você queira continuar assistindo episódio após episódio, por mais que o desenrolar da trama seja bastante lento em diversos momentos. Alguns episódios são arrastados e talvez não precisassem de 50 minutos pra serem contados. Pra mim, esse é um dos maiores defeitos enquanto série (analisando apenas como uma produção para a TV, sem debates mais profundos).

Contudo, a série acerta muito em outros aspectos: a atuação dos jovens atores é brilhante, com destaque para os dois protagonistas, Katherine Langford e Dylan Minnette (Hannah e Clay, respectivamente). Enquanto Katherine conseguia passar toda a esperança, o sofrimento e as desilusões de Hannah (e ao mesmo tempo imitar perfeitamente o sotaque americano, considerando que ela é australiana), Dylan trouxe à vida um Clay desajustado socialmente, tímido, mas carismático (no passado) e também fechado, magoado e confuso (no presente). Outros dois jovens atores merecem destaque nas atuações: Alisha Boe (Jessica) e Brandon Flynn (Justin). Ambos foram protagonistas de cenas de grande sofrimento e entregaram muita emoção no que faziam. Kate Walsh, que interpreta a mãe de Hannah, também emociona, como uma mãe que não aceita o destino da filha e está obcecada em descobrir por quê Hannah fez o que fez, já que a garota não deixou nenhum bilhete ou explicação.

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Bullying e machismo

A partir de agora, o review contém spoilers!

Bom, agora eu gostaria de entrar no primeiro ponto de debate sobre 13 Reasons Why. Conversando com algumas colegas da faculdade, percebi uma coisa que não tinha notado: sim, a série é sobre bullying. Mas ela é também sobre machismo. E quase ninguém está falando a respeito.

Hannah começa a sofrer quando iniciam um boato de que ela transou com Justin. Depois, ela vai parar em uma lista das “melhores e piores da escola” como tendo a melhor bunda. Depois, uma falsa amiga espalha boatos sobre sua reputação para esconder o próprio segredo. Depois, um cara se acha no direito de tentar tocá-la. Depois, ela presencia um estupro. Depois, ela própria é estuprada. E, por fim, quem deveria ajudá-la acaba culpabilizando a garota pelo que aconteceu. Ou seja, as agressões que a personagem sofre, em sua maioria, são originadas do julgamento alheio a respeito da sua sexualidade. Sim, acontecem outras coisas no meio de tudo isso que entram na categoria de bullying, mas se analisarmos o cerne de tudo que acontece com ela e que faz com que o copo transborde, vamos encontrar um denominador comum: o machismo.

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Em determinado momento, Hannah diz a essa falsa amiga que não se importa com rumores. E, por um tempo, a garota consegue “aguentar o tranco” por mais que sofra com tudo que está acontecendo. O problema é que o acúmulo de coisas vai se tornando um fardo muito pesado, e a personagem (que começa a série mentalmente saudável) vai adoecendo, apesar do enredo não focar nisso com muita eficiência. No final, após o estupro, ela já se sente morta. E eu imagino que muitas mulheres que passam por isso realmente possam se sentir assim – sem esperança, sem vontade de seguir em frente, após terem seu corpo e sua alma violados.

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Ainda dentro desse espectro, unindo bullying e machismo, a série critica comportamentos que, infelizmente, são extremamente comuns na nossa sociedade. Alguns personagens são passivos e deixam coisas erradas acontecerem, motivados pelo desejo de aceitação. Outros, como Bryce, são o estereótipo de sucesso americano: ricos, poderosos, inatingíveis. São aqueles homens que fazem parte do time da escola, que tem um futuro brilhante e que acreditam que todas as mulheres querem estar com eles. São o tipo de cara que não sabem ouvir “não” e que acreditam que o mundo está sob seus pés. Infelizmente, esse tipo de homem é mais comum do que eu gostaria de acreditar.

13 Reasons Why é sobre bullying e suas consequências? Também. Tyler é uma prova disso, já que no final vemos o tipo de personagem que ele vai se tornar. Mas a série traz outra questão fundamental que, infelizmente, nem a própria série parece assumir: machismo. E machismo mata.

Sobre gatilhos, riscos e a cena do suicídio

Outro debate que vem tomando as redes sociais é sobre a irresponsabilidade da série em relação aos riscos que ela traz para pessoas emocionalmente fragilizadas. Explico: alguns estudiosos do assunto, pessoas com depressão e educadores têm se mostrado preocupados com a abordagem escolhida por 13 Reasons Why para tratar da questão do suicídio. Segundo esses críticos, a série não segue recomendações da Organização Mundial de Saúde ao retratar de modo explícito o suicídio, o que pode servir como gatilho para pessoas que já pensam no assunto.

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Honestamente, não posso falar nessa questão com propriedade, pois não me enquadro no grupo de risco. Mas posso dizer o seguinte: a série me causou tanta bad que, no fim de semana em que terminei, eu realmente não queria fazer nada, nem mesmo sair de casa. Tenho crises de ansiedade e, como mulher, sofri especialmente nas cenas de estupro – pois sabia que é um risco que todas nós corremos. A cena da morte da Hannah, pra MIM, não foi romantizada: não havia música de fundo, a personagem sofre ao se machucar e tudo ocorre de modo visceral e agoniante. E, mesmo eu não sendo grupo de risco, fiquei mal. Falei disso com a minha psicóloga, pra vocês terem ideia.

Então se eu, que não sofro com problemas psicológicos graves, fiquei fragilizada, consigo imaginar o que alguém nessa situação possa ter sentido. E isso me fez entender que sim, existem riscos, e essa abordagem pode sim ser gatilho pra alguém que pensa no assunto. Porque o final da Hannah é desesperançoso: quando ela tenta buscar ajuda, ela não consegue. E, por mais que o final tente trazer alguma luz por meio de Clay e Skye, a verdade é que nós nos afeiçoamos à Hannah. Nos identificamos com Hannah. E a Hannah não vê outra solução que não se matar. Entendem como isso é problemático? Não acredito que a série faça suicidas. Infelizmente, pessoas que pretendem fazer isso sabem como fazer e onde pesquisar. É triste, mas é a realidade. Mas eu acredito que sim, a série possa disparar gatilhos em quem já se vê sem esperança.

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Por outro lado, o Centro de Valorização à Vida – que fez uma parceria de divulgação com a Netflix – vem registrando um aumento significativo na busca por ajuda. É algo positivo? Com certeza. Vale o risco de perder alguém que não veja outra solução? Eis o x da questão. 

Eis o que penso que poderia ter ajudado nessas questões: acredito que a série deveria trazer avisos de “conteúdos fortes” desde o primeiro episódio, pois isso começa a acontecer apenas no episódio 9 e, até lá, o espectador já está envolvido com a história. Além disso, acredito que no fim de cada episódio poderia ter alguma cena com algum psicólogo ou psiquiatra dando conselhos a respeito do assunto e divulgando os telefones do CVV. Acho que seria uma forma de minimizar os riscos trazidos pela história e falar no assunto com mais responsabilidade. E, por fim, o adoecimento mental da Hannah – que é mais subentendido do que mostrado – poderia ter mais espaço na trama, em vez de tanto “suspense” acerca das fitas.

Em suma, eu gostei de 13 Reasons Why. É uma série que me fez pensar e mexeu comigo. Porém, acredito que ela funcione mais para pessoas que podem ser “porquês” do que pra pessoas fragilizadas emocionalmente. Se eu recomendo a série? Não pra todo mundo. Leia a respeito dela, pegue spoilers se for preciso, reflita sobre como você se sente e, só depois disso, tome a decisão de assistir ou não. E não esqueça: você é importante. 🙂

(Deixo aqui embaixo o telefone do CVV e alguns links com opiniões que tem mais propriedade pra falar da questão da depressão e do suicídio.)

Título original: 13 Reasons Why
Ano de lançamento: 2017
Criadores: Brian Yorkey
Elenco: Dylan Minnette, Katherine Langford, Christian Navarro, Brandon Flynn, Alisha Boe, Miles Heizer, Justin Prentice, Michele Ang, Kate Walsh

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35 comentários sobre “Vamos conversar sobre 13 Reasons Why?

  1. Ooi! Tudo bem?
    Estou louca para assistir essa série! Mas realmente tenho visto muitos comentários divergentes a respeito.. então, acho que preciso assistir mesmo para ter minha opinião é poder participar desses debates né? Confesso que pulei a partir de quando você falou que teria spoiler, porque quero poder ver com a mente limpa!
    Beeijo

    http://lecaferouge.blogspot.com.br/

  2. Oi, tudo bom?
    Olha, eu tô muito ansioso pra terminar essa série! Comecei ontem mas por motivos de >> escola << não assisti mais de dois episódios e já fiquei bastante preso a história. Não li a parte que contém spoilers hihi mas eu vi por cima alguns comentários da galera no Twitter e, realmente, levanta muitas questões atuais que devemos fazer de tudo para mudar.

    Abraços,
    https://tonylucasblog.blogspot.com.br

  3. Hello beibaaa!
    Comentei com vc no facebook sobre minha dúvida de ver ou não a série, mas ao ler seu texto (que está muito bem escrito – como sempre! ♥) acho que não vou ter coragem de ver.
    Porém, digo mais: o seu post me fez pensar em algumas coisas, conseguiu me tocar no fundinho, mesmo sem ter visto a série!! :O
    Pude até sofrer um pouco o drama da Hannah! o_o”

    E um comentário sobre o machismo abordado e que muita gente leva mais em consideração o bullying, dá uma tristeza né? Pq a maioria das pessoas acham tão normal que nem notam esses pontos! 😦
    Enfim, gostei muito do post e acho que posso me “confortar” com ele mesmo hauhauhaua!!
    Acho que é isso!
    Não sou muito boa com comentários e debater na internet hauahuhaua! T.T
    Mas quis deixar meu registro por aqui!

    Vc sempre manda bem nos posts! ❤
    Te amo, beiba amadaaaa! ♥

  4. Oi Priih, sua linda, tudo bem?
    Faça mais post assim, parabéns, você não está somente comentando a série, você foi além, discutiu os assuntos que ela aborda e trouxe argumentos que eu desconhecia. Não sabia que a OMS tinha um protocolo para séries de TV e achei perfeito ela ter, concordo com eles, a questão é muito frágil e dependendo da forma como você fale, você pode acabar incentivando. No fim das contas, estou surpresa pois essa série e também o livro, trazem à tona muitos problemas da nossa sociedade. Precisamos colocar isso nas salas de aula das escolas e universidades.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

  5. Oi, Pri, tudo bem?

    Ontem eu vi seu link num dos grupos de blogs, mas eu tava numa festa e acabei não tendo tempo de ler hehe. Então, eu tô indecisa se escrevo a resenha, porque fico pensando: o que posso falar que todo mundo já não falou? HAHAHA. Mas eu adorei a sua, porque ficaria meio no estilo da minha (na questão de o que abordar). Acho que o machismo é o que menos estão falando, sendo que absolutamente tudo foi desencadeado por um monte de caras babacas e gurias que reproduzem o machismo.
    Gostei muito do último link que você disponibilizou, ainda não tinha lido (e concordo muito com ele!).

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

  6. Essa série é baseada em um dos meus livros favoritos, e eu estou muito orgulhosa do resultado, e de como ele mexeu com as pessoas. Porque a gente tem que conversar, sim, sobre isso! Tentar conscientizar as pessoas, de que não adianta postar um texto gigante no facebook e depois ultrapassar o limite do colega. Amém Jay por criar uma obra tão maravilhosa, e amém Netflix por deixar um número maior de pessoas conhecer os olhos do Clay. A gente ainda pode salvar muitas Hannah’s ♥
    com amor, Bru
    Mania de Bruna
    @wildbru

  7. Gostei da dica Pri. Quero muito assistir 13 Reasons Why e estou vendo opiniões bem controversas a respeito da série. Uns acreditam que ela funcione como um tipo de alerta, já outros que ela induz o grupo de risco a cometer atos terríveis. Sua abordagem a respeito foi bem condizente e conseguiu explanar com delicadeza os dois lados da moeda. Beijo!

    http://www.newsnessa.com

  8. Oi, Priih!
    Adorei seu post sobre a série! De verdade. Os pontos que você levantou que a série também aborda foram excelentes. Tem tanta coisa ali que acontece na sociedade e que deve ser discutida sim.
    Esse livro foi o livro que salvou minha vida e espero que a série também salve outras mais. Realmente é pesado em alguns detalhes e eu aconselhei alguns amigos que poderiam ter gatilhos em certas cenas.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da promoção #Sorteio1KSeguidores

  9. Olá, Priih.
    Eu li o livro e acabei não gostando tanto. Mas amei a série. E como já sabia o que ia acontecer, não assisti para saber sobre o Clay hehe. Concordo com você sobre os dois lados da história. Assim como muita gente se tocou que pode ou está sendo um porque, muitas outras que estão nessa situação pode ter se identificado e achar que essa realmente é a melhor solução. Esperamos que não. Gostei bastante da postagem.

    Prefácio

  10. Oi priih, tudo bom?
    Sabe que eu estava na mesma que vc, não saber exatamente o que falar, pois tem muita gente falando muita merda acerca da série, entao escrevi um textão e estou esperando o momento de soltar (ou não hahaha)

    Beijos,
    Paixão Literária

  11. Oi Priih, tudo bem?

    Eu assisti a série e amei o modo como trouxeram esses temas à tona. Você chegou a assistir o extra de 30 minutos “Beyond the Reasons”? Neste, especialistas falam sobre os porquês e alertam pais e jovens sobre as consequências do Bullying. Sim, é feito após o final da série, mas penso que esta cumpriu seu papel e trouxe uma advertência em seus episódios mais pesados. Achei que a série conseguiu ir muito além do livro e espero ansiosamente por uma segunda temporada.

    Beijos*
    https://umminutoumlivro.blogspot.com.br/

  12. A história me tocou bastante também, talvez por eu ter convivido com fatos assim um pouco de perto. E achei “surpreendente” eles terem mostrado a cena do suicido de forma real. Digo, com os cortes feitos de maneira certa. Isso me chamou muita atenção, porque nos filmes geralmente mostra de maneira errada (sei disso porque tive um primo que tentou se matar de maneira “errada”).
    Eu enxerguei vários fatos sendo abordados na série, mas confesso que nem tinha pensado no machismo, e é verdade, podemos dizer que tem mesmo.

    http://www.vivendosentimentos.com.br

  13. Oi Pri! Você levantou questões que muitos necessitam discutir. Concordo, a série é sobre machismo e bullying, sobre como os adolescentes são ruins por: serem aceitos em grupos, serem por educação, por realmente ser alguém que precisa de uma atenção psicológica e pela sociedade, que os educa desde pequenos assim. Sobre a série ser um gatilho, em partes eu concordo, mas também sei que quando os episódios começaram eles avisavam, e isso é importante, antes de assistir eu lia todos os avisos e já respirava várias vezes antes de ver. Como li o livro antes, estava esperando por tudo, mesmo sendo a cena do suicídio difícil. E eu não acho que é cruel a cena da morte da Hannah, é real, tem que doer, ser forte, dura, viceral. Porque é isso que a morte é.
    Tem um documentários na Netflix da própria série, são 30 min com todos os executivos, os produtores, atores e psicológos que debatem sobre todos os comportamentos da série. E pode parecer tranquilo, mas são 30 min importantes, eles dissecam os motivos da Hannah e o comportamento dos outros. Eu também amei a série e espero que tenha 2ª temporada, que eu imagino que terá uma pegada tensa também e um assunto bem recorrente.
    Amei seu post, maravilhoso! Beijos

  14. Olá, tudo bem? Assisti a série em dois dias apenas e gostei bastante. Os motivos que levaram a Hannah a se matar são terríveis… O que falar daquela cena de estupro? O que não gostei foi de o Clay estar nas fitas pois, ao meu ver, ele não fez nada de errado, sei lá… Vou ler o livro e ver se tiro mais algumas informações à respeito.

    Beijos,
    Duas Livreiras

  15. Ainda não assisti a série, mas pelo tanto que está sendo discutida até parece que assisti haha! A série em si já traz um tema bem forte, então não podemos esperar menos, infelizmente toca em alguns gatilhos, mas creio que os produtores da série quiseram trazer todo o impacto como forma de fazer os expectadores entenderem a gravidade da situação, talvez né. Vou assistir em breve e tirar minhas opiniões, adorei sua opinião!

    http://www.leitorasvorazes.com.br/

  16. Oie Pri =)

    Estou seguindo as recomendações do meu psicólogo e assistindo essa série em doses homeopáticas. Tenho sérios problemas com ansiedade e pela série abordar temas pesados, ele achou melhor eu não assistir mais de dois episódios por dia.

    Hoje eu assisti o episódio 9 e pela primeira vez desde que comecei a ver a série fiquei na bad. Não só pelo o que aconteceu com a Jéssica, mas por me perguntar como ninguém percebeu que a Hannah está precisando de ajuda. Pedindo ajuda…

    Porém também não nego que de certa forma acredito que a Hannah foi o “por quê” de alguém. Como a própria série fala, não sabemos o impacto que causamos na vida de outras pessoas e me corta o coração ver o quando o Clay sofre ao ouvir a fitas.

    Ela pode ter sido devastada e por conta disso ter desistido de tudo, mas será que é justo fazer outra pessoa sofrer por você, quando você desistiu de viver?

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

  17. Eu li o livro há quase 9 anos. E as diferenças são gritantes, mas isso não muda o fato que a série muito boa. Maioria dos personagens envolvidos com as fitas da Ana possuem um background melhor que o dela, não exploraram o quão perturbada, o quão grave estava sua depressão. Gosto dos detalhes dessa série, tipo o Alex, o Bryce ser o ponto inicial e o final. Gostei da maioria das coisas, tirando a falta de aprofundamento do Tony e de alguns personagens das fitas, porém a Season 2 tem uma bela história para usar: tiroteio em escolas, processos judiciais e mais do estupro.

    bjs, Carol | Espilotríssimo
    http://www.carolespilotro.com

  18. Oi Prih, tudo bem?
    Eu confesso que não conseguir nem ler o livro, e no momento não pretendo assistir a série. E por não ter lido e nem assistido não posso dar uma opinião concreta, mas pelo que tenho visto e lido é uma série necessária, que levanta muitas questões, mas que também precisa de um certo cuidado. Como você disse, não é pra todo mundo. Gostei da sua reflexão e espero que as pessoas que são porquês, possam mudar pelo menos um pouco suas atitudes de alguma forma.

    Abraços,
    Amanda Almeida
    http://blog.amanda-almeida.com.br/

  19. Oi Priih, eu não assisti (ainda), mas tenho lido muito sobre a série e sobre as suas repercussões, especialmente entre pessoas fragilizadas e dentro do grupo de risco. Tenho vontade de ler o livro antes, vamos ver… Beijo!

  20. Vi uma reportagem que 90% das pessoas que assistiram essa serie e que antes já estavam com pensamento de suicídio e após ver essa série pediram ajuda a especialistas, eu achei isso maravilhoso, porque eles conseguiram fazer uma serie super realista e que pode ajudar as pessoas na vida real, que estavam passando por isso. Quem não tem cabeça para ver, não veja, mas eu amei a mensagem que a seie deixou!
    Um beijo grande e muito GORDO
    http://thaissgalbiero.blogspot.com.br

  21. Olá! Tudo bem? =)
    Terminei de assistir a essa série sábado e concordo em muita coisa que você, principalmente quando você diz que as pessoas perceberam tanto o bullying, mas de certa forma deixaram de lado o machismo e abuso que está gritando em cada episódio. Mas gostei muito dos episódios mais lento também porque pelo menos apresentaram de forma mais profunda os personagens. A série foca no suicídio da protagonista, mas também mostra que todos os por quês sofrem com algum infortúnio tornando o assunto ainda mais delicado. Há muito a ser problematizado na série. Gostei muito do vi. E sim, os atores deram um show, os protagonistas então nem se fala. ME apaixonei por eles!

    Bjão.
    Diego, Blog Vida e letras
    http://www.blogvidaeletras.blogspot.com

  22. Adoroo!!! Essa série está chamando atençao para uma questao muito importante que é o suicidio. Quero muito ver a série, mas antes ler o livro. Todos estao falando super bem!
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

  23. Oi, Priih.
    Essa série está dando o que falar, né?
    Muita gente comentando, mas percebo que a maioria gostou do seriado.
    Claro, essa questão de bullying, machismo e suicídio é um pouco delicada e se não for tratada de forma apropriada pode ser mais maléfica do que benéfica.
    Quero assistir ainda essa semana pra ter uma visão mais clara de tudo isso.
    Abraços.

  24. Hey queridona!! Como você esta?
    Terminei a série na semana passada e me afetou bastante, confesso
    Foi tão boa e tão terrível que mexe com a gente né? Estou fazendo uma postagem também! Os atores foram maravilhosos realmente!!!
    GENTE, EU FIQUEI HORRIZADA COM OS BABACAS, sério! O Bryce é ridículo e doente. Sei la porque raios ele tem motivos pra fazer o que faz – isso nunca justifica!!!!
    Eu fiquei com dó do Justen e do Zach no final… MAS gente
    INFELIZMENTE existe :/ bastante ainda

    menina, eu fiquei mal. E quando eu comecei a assistir a série, tava passando por uma semana muito ruim, tive que parar porque eu tava sofrendo muito junto, perdia vontade de fazer as coisas tb :S

    muito bonito as pessoas estarem procurando ajuda, e a série foi um gatilho positivo pra isso, ao menos, né? Tambem gostei bastante, mas tem que tomar cuidado com o momento que está assitindo também, né?
    Simmmm! Ah é? No final é Kyle mesmo? Nossa!!! EEE Disney adora deixar a gente curioso! Putzzzz que maldade mesmo Pri!!!
    Verdadeeee
    eu também! Entendo porque as mulheres achavam ele um charme HAHHAHAHAHAHH
    beijocas
    Pâm – http://www.interruptedreamer.com

  25. Oi Priih!

    Menina essa série me deixou jogada no chão! Eu gostei bastante da forma como eles abordaram vários temas! Pensei que toda a atenção da série estariam voltadas para Hanna! Eu li o livro e percebi que ouvi muitas, muitas mudanças! Eu fiquei meio desgostosa com personagem do Clay ao menos na série, mas isso é o de menos perto da mensagem que eles transmitem espero que possam ajuda muito gente! Fico feliz que tenha gostado tanto.

    Beijinhos

    Resenha Atual

  26. Oi, Priih

    Eu li a review até o aviso de spoiler, mas passei o olho pelo restante do texto…
    Não sou psicóloga, não faço parte do grupo de risco, não assisti a série ainda e muito menos li o livro. Mas já li MUITA coisa e acho que hoje em dia o uso da palavra gatilho, como fator desencadeador de um comportamento, está muito banalizado. Para uma pessoa mentalmente e/ou emocionalmente instável qualquer coisa pode ser um gatilho… mínimas coisas! A banalização não vem de você, longe disso, e sim de toda essa questão da série. Já vi pessoas falando que essa série desenvolve mentes suicidas e já vi suicidas falando que a série os ajudou a procurar ajuda… então acho que vai muito mais da absorção da mensagem.
    Acho que a série acerta muito mais do que erra ao abordar os assuntos que aborda pelo tanto que já ouvi. O fato dela endossar o fator observação, de fazer com que as pessoas não queiram ser um porquê, de que olhem ao redor…
    Quando eu ler o livro eu vou assistir a série em seguida, aí vou ter maiores conclusões.

    Beijo
    – Tami
    http://www.meuepilogo.com

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