Review: Logan

Oi, gente! Tudo bem?

Vocês devem ter notado que o post dessa semana veio um dia depois do habitual, né? Acontece que eu estava na praia aproveitando minhas merecidas férias, e acabei não deixando o post agendado. Vocês me perdoam, né? 😛

Mas voltando à rotina, hoje vim contar um pouquinho do que achei de Logan, o filme de despedida de Hugh Jackman como Wolverine!

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Sinopse: Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina.

Depois de tantas mancadas por parte da Fox – tanto nos filmes dos X-Men como nos dos Wolverine –, admito que eu não estava na hype de Logan. Contudo, conforme as primeiras críticas (super) positivas começaram a sair, fui ficando mais e mais curiosa. E valeu a pena! O filme é incrível, sendo e não sendo um filme de super-herói ao mesmo tempo, além de seguir um estilo totalmente diferente dentro desse tema.

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O longa se passa em um futuro distópico (2029, mais precisamente), e os mutantes praticamente não existem mais. Logan se vê com suas habilidades regenerativas debilitadas e vivendo isolado na companhia do mutante Caliban e do velho amigo Charles Xavier, que agora sofre com o Alzheimer. A rotina do grupo muda quando Gabriela López, uma enfermeira que trabalhava para a Transigen (empresa que herdou o projeto Arma X), entra em contato com Logan. Ela está acompanhada da jovem Laura/X-23, uma mutante sobrevivente do projeto originada a partir do DNA de Logan, e implora para que ele as leve ao “Eden”, o único local seguro para a menina. Com a morte de Gabriela e a perseguição por parte de Donald Pierce – um membro da Transigen –, Logan se vê responsável pela menina.

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Logan tem um estilo road movie, já que a maior parte de seu enredo é contado na estrada. A partir do momento em que Logan assume a responsabilidade por Laura, ele sabe que não pode parar, pois a perseguição ao grupo é implacável. Incentivado por Charles, que ainda carrega aquele sentimento de esperança em relação aos mutantes, Logan enfrenta diversas dificuldades para levar Laura a seu destino.

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O clima do filme é tenso. Não apenas pelo ritmo frenético, pela perseguição constante e pelas diversas tragédias que acontecem ao longo da trama. Mas principalmente pelo triste estado em que vemos personagens tão queridos e que acompanhamos há tanto tempo. É difícil ver Logan sofrendo para colocar as garras pra dentro, por exemplo, assim como é doloroso ver Charles convulsionando e causando um risco enorme a quem o cerca, devido ao seu poder telepático. Aliás, essas convulsões foram responsáveis por um episódio decisivo no passado dos personagens – que não é contado de maneira explícita, mas que ainda assim dá pra entender. Por sinal, diversos acontecimentos entre Dias de um Futuro Esquecido e Logan ficam nas entrelinhas, sendo necessária atenção pra captar tudo o que o filme está mostrando. Outro aspecto que merece destaque são as cenas de luta, tanto as de Logan como as de Laura: é impossível desgrudar os olhos da tela enquanto esses momentos acontecem. As batalhas são brutais, sangrentas e eletrizantes!

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As atuações também são intensas. Hugh Jackman encerra seu ciclo como Logan/Wolverine de uma maneira sublime, mostrando o cansaço do personagem – que já viveu tempo demais e sofreu perdas demais. (Sir) Patrick Stewart também é maravilhoso, com um Charles extremamente debilitado, mas que segue  fiel a suas crenças. Donald Pierce e os cientistas da Transigen são insistentes, mas não me marcaram muito. E por último, mas não menos importante, temos Laura (ou X-23). Durante boa parte do longa, a garota não fala uma única palavra. E tampouco é necessário: a expressividade dela fala por si só. Laura tem um passado sofrido, e a personagem transparece tudo aquilo que faz parte de sua construção: insegurança, desconfiança, raiva, agressividade, mas também a capacidade de amar as pessoas que cuidam dela.

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Logan é um filme diferente de qualquer filme dos X-Men ou do Wolverine até agora. Como eu disse no início do post, ele é e não é um filme de super-herói. Apesar de falar sobre um, dessa vez a abordagem é humana. Não nos deparamos com uma “aventura” dos X-Men, mas sim com um outro lado de Logan (e Charles): o das pessoas, e não dos mutantes. Logan traz o encerramento perfeito para personagens icônicos, com um enredo envolvente e emocionante. Recomendo demais!

Título original: Logan
Ano de lançamento: 2017
Direção: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Elizabeth Rodriguez

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20 comentários sobre “Review: Logan

  1. Oi, Priih

    Eu ainda não assisti ao filme e para te falar a verdade não estou com muita vontade. Eu não gostei dos filmes solo do Wolverine, então não estou animada para esse. Ao contrário de você, as criticas que venho lendo não estão sendo majoritariamente positivas, está bem dividido, já cheguei a ler que, tirando as lutas, o resto é uma monotonia só…
    Acredito que eu não irei assistir no cinema, não sei ainda.
    E sabe que até pouco tempo eu pensava que essa criança fosse um menino? Sou bem lerda! Rss

    Beijo
    – Tami
    http://www.meuepilogo.com

  2. Oi, Priih.
    É verdade que Logan segue um roteiro bem diferente dos demais filmes de heróis.
    Ele é mais focado nos personagens, é quase um filme de drama.
    O que não gostei tanto foi a falta de explicações de como ele perdeu os poderes de se curar sozinho, o motivo de não nascer mais mutantes e também a falta de inteligência dos personagens em alguns momentos cruciais, mas que faziam parte da ideia inicial do filme de ser mais focado nos personagens.
    Por exemplo, eles estavam fugindo, mas se hospedaram num hotel e depois se hospedaram numa casa, colocando os moradores em perigo…
    Mas é um bom filme, um belo encerramento pro ator que interpretou o mutante mais amado dos quadrinhos.
    Abraço.

  3. Oi Prih,
    Amei sua review, estou bem ansiosa para assistir.
    Essa menina parece ser adorável e a descrição que você fez da personagem, lembra muito do passado do Logan, bem curiosa para a proteção dele com ela.
    E o Xavier, ♥

    tenha uma ótima quarta =D
    Nana – Obsession Valley

  4. Oiii Prih.

    Nem me fala de adaptações, to com um medo danado de Ghost in the Shell ficar mais infantil do que pode parecer, já que Hollywood consegue fazer de tudo atualmente né.

    Sua resenha foi bem parecida com a minha, mas ainda digo que Logan nao existiria se Zack Snyder e principalmente Nolan não fizesse os filmes deles de heróis dessa forma. é bem claro :B eu gostei bastante do filme

    bjs, Carol | Espilotríssimo
    http://www.carolespilotro.com

  5. Só li resenhas positivas de Logan Priih, o filme deve ser mesmo ótimo. Essa coisa de super-herói não é muito a minha praia, por isso não vou assistir, mas pelo que tenho lido o filme superou as expectativas de todo mundo. Um beijo!

  6. Olá, Priih.
    Eu li algumas resenhas do filme, mas não tinha lido ainda sobre o Charles estar com Alzheimer. Wolverine é o meu favorito de todos eles, e o Hugh é perfeito no papel, por isso estou com aquela sensação ruim pra ir assistir hehe. Acho que ninguém vai conseguir superá-lo. Mas vou assistir assim que der.

    Prefácio

  7. Oi, Priih!
    Um amigo me chamou para ver esse filme com ele e confesso que até ler seu post eu estava bem reticente… Apesar de já ter visto vários e até gostado de alguns, não sou exatamente fã de filmes de super heróis, e os dos X-Men e do Wolverine eu nunca cheguei a assistir… Mas deu pra perceber pela sua opinião que Logan tem uma pegada diferente, um outro tipo de abordagem. Acho que vou gostar.

    Beijos, Entre Aspas

  8. Oie, tudo bom?
    Eu devo confessar que diferente da maioria das pessoas que conheço… Adorei o filme hahah’ Achei que tudo se desenrolou da forma adequada, e mesmo o final sendo “inesperado” foi marcante. Concordo plenamente contigo: É IMPOSSÍVEL DESGRUDAR DA TELA.

    Beijos,
    Paixão Literária.

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