Resenha: A Queda – Garth Nix

Oi gente, como vão? 😀

Fazia muito tempo que eu não postava uma resenha por aqui, né? Eu sei, estou devendo mesmo.
Eu até pretendo falar sobre isso futuramente, mas por enquanto peço desculpas pela negligência hahaha! 😛

A resenha de hoje foi muito bacana de escrever, pois trata-se de um livro que eu li na minha infância e que resolvi reler esse ano: A Queda, de Garth Nix. O livro pertence a uma coleção de 6 livros chamada A Sétima Torre, e eu lembro de ter lido uns 4 deles quando tinha uns 9 ou 10 anos. Enfim, espero que gostem! ❤

a queda garth nix

Sinopse: Tal viveu toda a sua vida na escuridão. Nunca saiu de seu lar, um misterioso castelo de sete torres, e não percebe a ameaça que irá separá-lo de sua família e de seu mundo. Mas Tal não pode ficar a salvo para sempre. Quando chega o perigo, ele precisa desesperadamente escalar a Torre Vermelha para roubar uma Pedra-do-Sol. Ele alcança o topo mas… Cai num estranho e desconhecido mundo de guerreiros, navios no gelo e magia oculta. Lá, Tal faz um inimigo que irá salvar sua vida – e que possui a chave de seu futuro.

O mais legal de você reler um livro que você leu quando criança depois de adulta é que é possível sentir toda a nostalgia da época e, ainda assim, se surpreender com cada detalhe que você não lembrava com clareza. E foi exatamente isso que senti relendo A Queda. Eu lembrava da história de um modo geral, com informações pinceladas de todos os livros que li, mas sem recordar exatamente de como as coisas se desenrolavam. Lembrava também do quanto tinha adorado a história (mesmo que naquela idade fosse muito mais difícil pra mim compreender a leitura) e do quanto eu queria saber como ela terminava. Pois bem, já adianto que reler A Queda foi uma experiência ainda melhor!

A história começa no capítulo zero, e o autor nos apresenta a um garoto que está escalando uma torre muito alta. Não sabemos o motivo pelo qual ele está lá, mas aos poucos ele vai nos revelando por meio das suas lembranças e reflexões. O garoto é Tal, um Escolhido de 13 anos que vive no Castelo. Este Castelo é o seu lar e ele nunca saiu de lá na vida, mas diversos fatores o levaram a embarcar nessa escalada. No Castelo, as pessoas são divididas pelas cores do arco-íris, sendo a Vermelha a Ordem mais baixa e a Violeta a Ordem mais alta. Essas pessoas são os Escolhidos, e cada um tem um Espírito-Sombra que o serve, o protege e o acompanha. Essas criaturas, sombras capazes de assumir qualquer forma, são encontradas em Aenir, o reino dos espíritos. Ao completar treze anos, as crianças – que até então têm sombras-guardiãs, mais fracas – entram em Aenir para capturar seu próprio Espírito-Sombra. Para isso, elas precisam utilizar uma Pedra-do-Sol, um tipo de gema feita pelos Escolhidos que absorve a luz do sol e gera luz e calor. O Castelo está localizado abaixo do Véu, uma enorme cobertura negra que os protege do sol. Acima do Véu ficam as Pedras-do-Sol, e é na tentativa de conseguir uma pedra poderosa o suficiente que Tal escala a Torre Vermelha. Porém, ele é atacado por um Espírito-Sombra (algo inimaginável para ele, já que Espíritos-Sombra não devem jamais atacar Escolhidos) e cai. E é aí que a aventura de Tal começa.

O livro é narrado em terceira pessoa e dividido em duas partes: antes e depois da queda. Antes, nós somos apresentados ao contexto de Tal. O autor nos apresenta como é a vida no Castelo, como funciona a divisão por Ordens e sua hierarquia, entre outras coisas. Descobrimos que Rerem, o pai de Tal, está desaparecido após uma missão para a Imperatriz (a líder do Castelo), com isso, a Pedra-do-Sol da família também sumiu. Com dois irmãos mais novos e uma mãe doente, Tal entra em desespero ao pensar que sua família pode perder os privilégios por não terem uma Pedra-do-Sol verdadeira. A sua, uma pedra de criança, é suficiente para prover calor e luz para si mesmo, mas não para representar sua família. É por isso que Tal parte em diversas missões dentro do Castelo para tentar conseguir uma pedra nova, mas sem sucesso. Ao conversar com seu tio-avô maluco Ebbitt, surge a ideia da escalada, o que nos leva ao “depois” da queda.

Na segunda parte, após cair da Torre Vermelha, Tal acaba em um mundo desconhecido tomado pelo gelo. Como o garoto nunca saiu do Castelo, o mundo exterior é um grande mistério. Ele é encontrado por um grupo que ele julga ser do Povo Inferior, os servos do Castelo. Porém, logo ele percebe que esse povo não obedece às leis que ele conhece: são os Homens-do-Gelo, um povo livre. Milla, uma garota da sua idade que almeja ser uma Donzela Guerreira, deseja matá-lo a todo custo, por não acreditar na sua história. A Matriarca, contudo, vê no garoto a oportunidade de conseguir para o seu clã uma nova Pedra-do-Sol, que os guia na escuridão. Apesar de acreditar que os Espíritos-Sombra são seres terríveis e que o povo do Castelo é uma marionete nas mãos deles, a Matriarca envia Milla e Tal numa missão que visa buscar uma nova Pedra-do-Sol para seu navio. Aproveitando o gancho da Matriarca, é bacana perceber que as líderes do livro são mulheres. Tanto no Castelo como entre os Homens-do-Gelo, as maiores autoridades são figuras femininas, e tratando-se de um livro antigo, foi algo que me deixou bem contente. 🙂

Isso é apenas a ponta do iceberg do enredo. Por ser dividido em duas partes, existe diversas nuances a serem exploradas: algumas dentro do Castelo, outras fora dele. Em poucas páginas, Garth Nix consegue nos entregar uma história de fantasia rica, envolvente e fluida. As descrições não tomam mais páginas do que o necessário e o ritmo dos acontecimentos faz com que a curiosidade se mantenha sempre presente. O autor deixa vários elementos em aberto que fazem com que fiquemos desconfiados da intenção das pessoas e da verdade por trás dos fatos, o que me deixou extremamente aflita por começar a continuação.

Para ser sincera, acho que a coleção A Sétima Torre é uma das mais criativas que já li. Nunca vi um enredo parecido, com esse tipo de criaturas e ambientação. Os personagens são bem construídos e muito peculiares: Tal tem uma certa arrogância para com os Homens-do-Gelo por acreditar na hierarquia e superioridade que aprendeu no Castelo, mas o leitor sabe que ele é um ótimo garoto, com intenções sinceras de proteger e ajudar a sua família. Milla é uma garota forte e obstinada, que coloca o seu sonho de lutar como uma Donzela Guerreira acima de tudo, além da fidelidade inabalável por seu povo. Contudo, sua teimosia pode ser bastante irritante em alguns momentos. Existem alguns personagens odiosos e outros que nos fazem sentir uma simpatia quase instantânea (oi, Ebbitt), ainda que sua participação seja relativamente curta.

Recomendo muito A Queda para todos que adoram uma boa fantasia infantojuvenil, sem enrolações mas com uma história bem contada. É um livro curtinho, que você devora super rápido, mas cheio de aventuras e de conteúdo! Se antes eu já era fã da série, agora me tornei mais ainda! 🙂

Título Original: The Seventh Tower: The Fall
Série: A Sétima Torre
Autor: Garth Nix
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 206

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24 comentários sobre “Resenha: A Queda – Garth Nix

  1. Oi, Priih.
    Caramba, que história sensacional.
    E o que mais gostei é que é uma fantasia sem enrolações e bem contada, detalhada.
    Apesar de ser curto, consegue ter aventura e vários elementos fundamentais.
    Eu particularmente adoro livros que não enchem linguiça, com páginas que não trazem nada importante para a história.
    Gostei.
    Quando vi que era infanto juvenil desanimei, mas depois que li a resenha me interessei bastante.
    Abraços.
    http://www.diegomorais18.blogspot.com.br

  2. Oie Pri =)

    É uma delicia reler livros que a gente leu na infancia mesmo, principalmente por que a gente consegue perceber detalhes que naquela época nos passaram despercebidos. Fora a nostalgia que bate rs…

    Ótima resenha!

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias…
    @mydearlibrary

  3. Olá, Priih.
    Eu li essa série depois de velha mesmo e adorei hehe. Não lembro de ter lido alguma resenha do livro, a sua é a primeira. Lembro que meu sobrinho pegou a série toda emprestado na escola para eu ler e virei fão do autor depois disso. Legal relembrar uma série tão boa.

    Blog Prefácio

  4. Oi Flor
    Tudo bem?
    Nossa li tantos livros de quando era criança que não me recordo bem da maioria!
    mas imagino como seja o sentimento de volta a reler e entender melhor a situação, pois quando somos jovens temos uma mente diferente, mais adorei a premissa do livro, repleto de fantasias e coisas novas,as vezes precisamos disso de uma boa Historia e aventura e pelo fato do livro ser divido de certa forma em duas partes torna o livro diferente, a ideia do personagem conhecendo muito lá fora, gostei bastante, pretendo voltar mais.
    Beijinhos
    http://resenhaatual.blogspot.com.br/

  5. Oi, Priih, tudo bom?
    Eu sei exatamente sobre o que você está falando. Há uns 6/7 meses eu reli o primeiro livro que li na vida. O livro se chama “O Caso da Borboleta Atiria”, não sei se você conhece…eu me senti tão bem lendo ele, lembrei da minha infância, lembrei de como foi me apaixonar pela leitura!!
    Pena que os cupins comeram quase todos os livros da coleção vagalume (da qual esse livro fazia parte). Eu adoraria ler de novo. Até tem na internet pra vender, mas as pessoas pedem muito dinheiro!
    Eu não conhecia a série A Sétima Torre. A história parece ser realmente muito criativa! Deve ser difícil de achar, né?

    Beijo
    – Tamires
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

  6. Alo Priih
    Como disse minha amiga em apuros ai em cima, é fascinante reler algo que você já passou n infância. Pra mim não muito porque minhas memorias se destravam muito fácil, então tudo volta perfeitamente na cabeça.
    Essa historia parece ser diferente e divertida, se a serie já estiver fechadinha vai ser muito bom começar a acompanhar.
    bjos LP
    interruptedreamer.com

  7. Oi Priih, tudo bem flor ???
    Logo que vi o título de sua postagem eu confesso que fiquei bem confusa, não conseguia me lembrar, ou talvez associar qual era o livro abordado. Mas assim que vi a capa do livro eu me lembrei !!!
    Quando era mais nova me deparei várias vezes com esse livro, por algum motivo que eu não vou saber explicar, eu nunca tive curiosidade em escolhe-lo como uma história que queria ler e conhecer, mas hoje, após ler sua resenha, admito que estou curiosa !!!
    É tão bom reler aqueles livros que conhecemos quando eramos crianças. É incrível como percebemos as coisas de outra forma, como descobrimos detalhes esquecidos, como lembramos daquela sensação gostosa que sentimos quando conferimos a história pela primeira vez !!!

    Beijinhos
    Hear the Bells

  8. Oi Priih!
    Também adoro esse sentimento de nostalgia que um livro causa! Gostei muito da sua indicação, não conhecia este livro e parece ser bem gostoso de ler! 🙂
    beijos ♥
    nuclear–story.blogspot.com

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