Resenha: Holy Avenger – Marcelo Cassaro e Erica Awano

Oi gente! Como estão? 😀

Tô devendo resenhas pra vocês, né? Peço desculpas. Mas para o post de hoje eu trago a resenha de uma HQ brasileira que eu amo de paixão: Holy Avenger! ❤

1Sinopse: Lisandra. Criada por animais em uma ilha selvagem, esta jovem vivia feliz em seu mundo puro… Até que os sonhos vieram. Sonhos sobre o Paladino, um herói com o poder do Panteão. Sobre como ele havia sido derrotado por forças malignas. E sobre como Lisandra poderia ressuscitá-lo se encontrasse suas gemas divinas — os vinte Rubis da Virtude. Para ajudar Lisandra surgem Sandro, filho do maior ladrão do Reinado, Niele, a bela e maluca arquimaga élfica, e Tork, o troglodita anão. Este é o começo de Holy Avenger, uma saga épica de fantasia que ultrapassou 800 páginas. Com roteiro de Marcelo Cassaro (Turma da Mônica Jovem) e arte de Erica Awano (World of Warcraft), é um dos maiores quadrinhos brasileiros de todos os tempos. E agora está de volta, em edição definitiva.

Holy Avenger é uma HQ brasileira com traço mangá (provavelmente a primeira coisa que me chamou a atenção na época em que a conheci, anos atrás) e traz uma história repleta de referências ao mundo nerd e aos animes e mangás! É possível ver as personagens vestidas com roupas de Guerreiras Mágicas de Rayearth e Evangelion em uma capa, um Pikachu de fundo num dos quadrinhos, um Mokona em outra cena… Muito amor hahaha! :3

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A trama nos apresenta à protagonista, Lisandra, uma druida que cresceu e viveu toda a sua vida em uma ilha, Galrasia, cercada por animais. Ela foi criada pelo troglodita Tork, um mercenário de temperamento forte, mas que tem um coração enorme. Lisandra tem diversos sonhos que a induzem a “salvar o Paladino”, um herói lendário que morreu há anos. Ela encontra o corpo deste herói e decide reunir os Rubis da Virtude, pedras que se encaixam perfeitamente à armadura do Paladino e que ela crê serem capazes de ressuscitá-lo. Para adquirir esses rubis, a ingênua Lisandra sai de sua ilha e pede ajuda ao ladrão Sandro Galtran, cujo sobrenome é conhecido graças aos feitos de seu pai, um ladino muito eficiente. Sandro, porém, é atrapalhado e inocente e, após ajudar Lisandra (de uma maneira bem desengonçada), percebe que se interessou por aquela moça tão pura e doce. A partir desse momento, a história passa a se desenrolar: Lisandra continua obstinadamente sua busca pelos Rubis da Virtude, enquanto Sandro faz o possível para reencontrá-la. Obviamente, novos personagens surgem pelo caminho (como a semi-nua carismática maga Niele, que torna-se uma grande amiga de Sandro).

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Holy Avenger tem diversos personagens com personalidades bem definidas e consistentes. Cada um tem suas próprias motivações e age de acordo com seus interesses, fazendo com que os destinos se cruzem em diversos momentos. Ao mesmo tempo em que acompanhamos a história dos protagonistas no presente, também somos apresentados ao que aconteceu no passado, com o pai de Sandro e seu grupo de amigos aventureiros. E, acreditem, por mais despretensioso que algum personagem ou enredo pareça, no futuro tudo se revela imprescindível para explicar o presente e o desdobramento dos fatos! E isso é uma das coisas que eu mais gosto no enredo, tudo é muito bem costurado. ❤

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Outra coisa que vale a pena mencionar: a arte de Erica Awano é linda! Sério, sou apaixonada pelo traço de Holy Avenger! Erica Awano desenha personagens e cenários que me agradam muito, e pra mim isso é um aspecto muito importante quando se trata de HQs. Atualmente, Holy Avenger está sendo relançada numa versão encadernada com capa dura, e é uma edição que eu amo ter na minha coleção, porque tá demais! 😀

Holy Avenger é uma história divertida, envolvente, cheia de personagens carismáticos (Tarso melhor mascote <3) e com uma trama bem desenvolvida e conectada. Apesar de inocente e direcionada ao entretenimento, a história se desenrola de maneira muito satisfatória. Recomendo fortemente a todos que gostam de mangás, de animes, de RPG, de paladinos, ladrões, druidas, magos e afins. 😛 Leitura mais do que aprovada!

Título original: Holy Avenger
Autor: Marcelo Cassaro
Ilustrações: Erica Awano
Editora: Jambô Editora
Volumes: 42 (edição original) e 4 (edição encadernada)
Número de páginas (por volume): 39 (edição original) e 216 (edição encadernada)

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29 comentários sobre “Resenha: Holy Avenger – Marcelo Cassaro e Erica Awano

  1. A favor:
    O traço é bonito, realmente de qualidade….
    Contras:
    Personagens medianos, não tem nada de especial.
    Lisandra é uma druida criada no meio do mato que tem um português perfeito (LOL)
    Niele é um fanservice ABSURDO, não da nem pra comentar, ela é rasa feito um pires e só serve pra mostrar o corpo durante a aventura toda. Serio, ela não tem muitas participações muito especiais alem de usar o corpo pra…fanservice. Ela é de uma raça amargurada e destruída e vive no alto astral mas isso é ate aceitável, tem gente que faz isso mas eu acho estranho voce o fazer usando BDSM.
    Sandro é cliche mas em grande parte aceitável.
    O plot da aventura é ruim também, a aventura toda e a parte de Szasss é risível, Khalmyr é uma mula, não é justo e ainda é burro (mas well, tinha que ter isso pra historia acontecer) assim como os outros Deuses.
    Para os 3 que criaram a tormenta ele condenou um ao esquecimento, um morreu e o outro foi preso, para aquele que tentou manipular e matar geral ele foi la e deu UMA CHANCE de voltar!
    Depois disso eles pegaram os rubis da virtude, objetos que continham um poder divino absurdo, e ao invés de destruí-los decidiram jogar no plano material!
    A historia se baseia em ter que colecionar rubis, levar as coisas de A ate B e as vzs matar um inimigo no meio do caminho.
    Contra no geral:
    A arte é extremamente apelona (vulgo Niele), isso é bem comum nos desenhos ligados a Arton (vulgo Victory e a clássica foto da capa de um livro que tem uma mulher de costas usando FULL-PLATE mostrando a bunda 🙂 )
    Arton é um mundo sem coerência alguma e isso se reflete em outros livros e matérias.
    Os reinos são pequenas bolhas e não tem interação politica alguma.
    A favor no geral:
    Fez muito “otaku” (sem ser pejorativo no sentido da palavra) começar a jogar rpg e isso fez rolar uma grana boa pra eles
    Por consequência fez o hobby ter mais gente

    • Eu entendo seus argumentos, concordo com alguns (realmente, a Niele é bem fanservice), mas não concordo com tudo. Discordo que a obra seja rasa, considerando o público-alvo e a proposta de entretenimento da HQ. Só espero que quem tenha interesse de ler não leia o comentário, já que possui alguns spoilers. 😦

  2. Oi Priih, tudo bem contigo ???
    Sabe, sua resenha me fez lembrar de quando eu era mais nova. Sempre fui bem próxima dos meus primos, e acredito (apesar de que eles nem fazem imaginam isso) que eles eram como meus irmãos mais velhos, a gente brigava mas se dava super bem, e eu aprendi a gostar de muitas coisas por causa deles. Por exemplo, só comecei a ler HQs e Mangás por causa dos meus primos !!! Agradeço todos os dias por ter entrado nesse mundo maravilhoso, hoje sou apaixonada por tudo o que é HQ e Mangás !!!
    Ainda não conhecia o Holy Avenger, mas já me interessei, vou ver se encontro as primeiras edições na internet para ler, e se curtir acho que vou acabar comprando as versões físicas !!! *-*

    Beijinhos
    Hear the Bells

  3. Oi, Priih, tudo bem?

    Eu não curto muito HQs e mangás, sabe…mas confesso que essas ilustrações estão muito bonitas e bem feitas, adorei. A ilustradora Erica está de parabéns, os desenhos são muito reais!
    Achei interessante que além do presente, aparece coisas do passado também, pensei que esse artifício só fosse utilizado em livros! Vivendo e aprendendo, não é mesmo? rsss

    Beijo
    – Tamires
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

  4. Oi Priih!
    Não conhecia essa HQ e pareceu mesmo ótima, achei o enredo interessante e foi bom saber que tudo no decorrer da estória tem alguma importância no final. Ótima resenha. 🙂
    beijos ♥
    nuclear–story.blogspot.com

  5. Oi, Priih! Tudo bem?
    Então, confesso que não fiquei super louca para ler “Holy Avenger”, mas farei um esforço por ser um produto nacional. Estou lendo muita HQ gringa e eu acabo esquecendo que dentro do meu próprio país posso encontrar coisas bacanas… No momento estou me dedicando a um mangá, o “One Piece”, li poucos volumes até agora, mas já estou amando loucamente ❤ Mas enfim, voltando a HA, só não curti muito essa personagem semi-nua coisa e tal, isso vem me tirando a paciência em várias histórias, mas é bom saber que ao menos a personalidade dela é bacana. A dica está anotada! Bjs
    Jéssica – http://lereincrivel.blogspot.com.br/

  6. Eu discordo do nosso parça lá de cima. A obra abriu as portas para o RPG aqui no Brasil, principalmente por ter sido inventada como trama de aventuras para 3D&T. E há tantos toques de modernidade que eu acho que a forma com a qual Lisandra se comunica seja o menor dos problemas. Outros detalhes, a saga do Paladino tem um final muito bacana. Alem das historias de Arton no geral, com Valkaria, a deusa pedra. A aliança negra que tomou os elfos e esta fazendo com que a deusa deles caia do panteão. E claro, o melhor de todos, a Tormenta.
    A parte das armaduras pode até ser verdade, mas até hoje eu nunca vi um RPG em que as mulheres tivessem full armor igual a de homens, isso não é culpa do MC. Outra que a historia é mais plastica, para você adaptar enquanto joga um RPG de mesa, por isso não é muito profunda.

  7. Olá 🙂
    acho que nunca li nada do gênero, mas tenho curiosidade. Parece o tipo de coisa que se lê rapidinho. Não conheço nada da linguagem que vocês utilizam para se referir, só sei que mangá é japonês e de trás pra frente, ou não? rs, perdida. Gostei da historinha, acho que se eu pegar vou gostar 🙂

    ssentrelivros.blogspot.com.br

  8. Esse Holy Avengr é totalmente novo pra mim, mas poxa vida parece ser super bacana
    desconhecia mesmo, e geralmente nao leio muitas hqs, as que eu leio ou sao do neil gaiman ou de super herois hehehe
    e tem bastante volume né?
    o começo da historia me lembrou barbie em a princesa da ilha mas acabou por aí as semelhanças rsrs
    Um beijo!
    Pâm – http://www.interruptedreamer.com

  9. Oi Prih.
    Adorei a indicação, faz tempo que não leio HQ
    Que arte linda!
    Já vai pra infinita lista hahaha

    bjs e tenha um ótimo domingo
    Nana – Obsession Valley

  10. Priih, que legal! Não entendo muito de RPG, magos, druidas etc, mas adoro HQs. Não tenho quase nenhuma, mas quero muito ler mais esse tipo de literatura nesse ano. Um mangá que eu gosto muito é Death Note. Acho genial. Quero HQs brasileiras também. O traço da Erica é lindo. Que imagens incrivelmente lindas!

    Belo post, Priih.
    Beijo.

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