Resenha: Rurouni Kenshin – Nobuhiro Watsuki

Oi, gente! Como estão?

Faz tempo que eu não falo sobre mangás por aqui, né? Pra dar uma equilibrada no conteúdo, resolvi falar sobre um dos meus favoritos: Rurouni Kenshin (ou Samurai X, pra quem lembra do nome traduzido no Brasil). ❤

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Sinopse: O mangá narra as aventuras de Kenshin Himura, um homem que proibiu a si mesmo de matar pessoas. Na verdade, ele é Battousai, o Retalhador, um dos monarquistas que abriu caminho para uma nova era na história do Japão, durante o Bakumatsu – guerra que deu fim ao sistema feudal no qual o país estava mergulhado havia séculos. Kenshin abandonou as batalhas e se tornou um pacífico andarilho. Depois de 10 anos peregrinando pelo Japão, Battousai encontra no Dojo Kamiya, da bela e explosiva Kaoru, o lar que nunca teve. Sua fama e seu passado, porém, jamais o abandonaram. Ele conta ainda com novos inimigos que surgem para desafiar o lendário Retalhador. Para manter a sua promessa de não matar e ainda proteger seus amigos, o herói carrega consigo uma Sakabatou (espada de lâmina invertida), com a qual enfrenta seus novos desafios.

Rurouni Kenshin é um mangá de 1994 que conta a história do andarilho Kenshin Himura. Porém, o pacífico espadachim tem um passado muito mais sombrio do que aparenta: na realidade, ele é Battousai, O Retalhador – título que recebeu ao lutar na guerra que deu fim ao sistema feudal japonês. Antes um guerreiro implacável, agora Kenshin busca redenção por seus crimes de guerra, carregando consigo uma espada com lâmina invertida e a promessa de nunca mais matar. Durante sua solitária jornada, ele acaba ajudando a dona de um dojo, Kaoru Kamiya e, após ficarem amigos, ele decide morar com a moça temporariamente. Ao longo dos episódios, Kenshin e Kaoru vão fazendo mais amigos, como o pequeno e atrevido Yahiko Myoujin e o briguento e explosivo Sanosuke Sagara.

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Rurouni Kenshin aparenta ser um típico shounen (mangás voltados para o público jovem masculino), com personagens carismáticos e lutas de tirar o fôlego. Porém, a história vai muito além disso. Temos um protagonista assombrado pelos próprios erros, que luta todos os dias para ser uma pessoa melhor e defender aqueles que ama. O peso dos crimes que cometeu na guerra fica ainda maior porque o governo atual é repleto de problemas e de corrupção, fazendo Kenshin questionar tudo pelo quê lutou. Felizmente, com o passar do tempo, ele cria vínculos muito fortes com Kaoru e seus companheiros do dojo, e isso auxilia Kenshin no (lento) processo de superação dos fantasmas do passado.

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Como todo shounen, existem personagens estereotipados e aquelas lições de moral dignas dos animes e mangás, mas eu realmente não me incomodo com isso, já que a profundidade da história compensa totalmente esses aspectos. O mangá conta com três arcos principais com seus respectivos vilões, que representam diferentes níveis de desafio para Kenshin e seus amigos. Alguns incitam a violência, a fim de trazer o Retalhador de volta, outros buscam vingança e outros ainda acabam sendo quase “aliados” de Kenshin. Meu arco favorito do mangá é o segundo, que se passa em Kyoto, onde Kenshin enfrenta um outro Retalhador da época do Bakumatsu. Sério, são muitos personagens incríveis e várias batalhas de tirar o fôlego ao longo do mangá, mas esse arco se supera!

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Pros fãs de animes e mangás, ou ainda pra quem gosta de enredos com muitas informações históricas, esse é um mangá obrigatório! Além de contar a história do Bakumatsu, Rurouni Kenshin mostra o processo de redenção de um guerreiro que trilhou diversos caminhos complicados, mas que, com a ajuda dos amigos, viu-se capaz de mudar a própria história e de se estabelecer novamente em um lugar para chamar de lar. 🙂

Título original: Rurouni Kenshin – Meiji Kenkaku Romantan
Autor: Nobuhiro Watsuki
Editora: JBC
Volumes: 28
Número de páginas (por volume): 200

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16 comentários sobre “Resenha: Rurouni Kenshin – Nobuhiro Watsuki

  1. Oi Priih, tudo bem contigo ???
    Antes de falar qualquer outra coisa, eu tenho que dizer que estou com os olhos brilhado e com um baita sentimento de nostalgia agora !!!
    Eu nunca li o mangá, mas assistia Samurai X quando eu era mais nova. Lembro que era um dos meus animes preferidos, também me lembro muito bem que morria de amores pelo Kenshin. 😀
    Adorei ver esse post aqui no teu blog, de verdade. Ele me trouxe tantas lembranças boas e me deixou morrendo de vontade de assistir todos os episódios desse anime novamente !!!
    Quero ver mais posts assim por aqui !!!

    Beijinhos
    Hear the Bells

  2. Eitaaa, quanta fofura ❤
    Essa semana tá rolando um evento de anime aqui no RJ, super lembrei de você, Prih!
    Eu fui convidada para participar da mesa literária que aconteceu ontem, mas fiquei dodói e não pude ir 😦 Uma pena!
    Adorei a resenha… Não sei tanto sobre o universo, mas sempre que venho aqui saio sabendo um pouquinho mais *-*
    Beijos ♥

    Thati Machado;
    http://nemteconto.org

  3. Ahhh faz tempo que eu não leio nenhum mangá. O último foi Rosario to Vampire e era meio ecchi misturado com shoujo e shounen (tipo tudo misturado mesmo) e eu gostei muito. Essa história parece ser muito boa, eu curto pra caramba toda essa cultura japonesa (principalmente a da Idade Média).

    Está anotadinho na lista de futuras leituras (que já está enorme 😛 porém um a mais para ler é bem-vindo).

  4. Oi, demorei um pouquinho para responder seu comentário no meu blog que peguei dengue essa semana e fiquei um pouco afastada do computador. Mas já estou de volta assim espero hehe.
    Esse eu conheço hehehe. Foi o único mangá que li na minha vida. Esperava lançar toda semana para ir a banca comprar hehe.

    Blog Prefácio

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